NIKETCHE: UMA HISTÓRIA DE POLIGAMIA, DE PAULINA CHIZIANE E O ‘TORNAR-SE MULHER’ COMO CRÍTICA AO COLONIALISMO PATRIARCAL

Publicado em 21/05/2025 - ISBN: 978-65-272-1348-2

Título do Trabalho
NIKETCHE: UMA HISTÓRIA DE POLIGAMIA, DE PAULINA CHIZIANE E O ‘TORNAR-SE MULHER’ COMO CRÍTICA AO COLONIALISMO PATRIARCAL
Autores
  • Tina Lilian Silva Azevedo
Modalidade
Comunicação Oral
Área temática
(Virtual - Remoto) ST: Olhares sobre literatura de autoria feminina: gênero, sexualidade e interseccionalidade
Data de Publicação
21/05/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vii-sinalel/1053918-niketche--uma-historia-de-poligamia--de-paulina-chiziane-e-o-tornar-se-mulher-como-critica-ao-colonialismo-pa
ISBN
978-65-272-1348-2
Palavras-Chave
Paulina Chiziane; Niketche; interseccionalidade; pós-colonial; feminismo.
Resumo
O processo de emancipação do cânone literário africano de língua oficial portuguesa traz consigo diversas heranças intertextuais, além da literatura portuguesa, que são igualmente importantes para a caracterização dos aspectos especificamente regionais e nacionais diferenciadores. Esta intertextualidade e afinidade de textos literários africanos com as literaturas europeias propicia uma subversão do cânone europeu-ocidental, como o elaborado por Paulina Chiziane (1955-) no romance Niketche: Uma história de poligamia. A sociedade moçambicana retratada na narrativa objeto deste trabalho evidencia práticas e costumes autóctones e seu intercâmbio com as heranças dos costumes coloniais que não respeitava os direitos que as mulheres tinham na sociedade tradicional e estas tiveram no pós-independência um enorme prejuízo social e econômico. Uma sociedade falocrática, em que o ‘feminino, passivo e subserviente, está sujeito a todas as formas de exploração, sem consciência de direitos ou vontade’ (Leite, 2012). No decorrer da narrativa a autora aponta os conhecimentos ocidentais europeus e repete constantemente a célebre indagação do segundo volume de O Segundo Sexo (1949) ‘ninguém nasce mulher, torna-se mulher’ (Beauvoir, 2019) para prefigurar uma nova postura da mulher e uma tomada de consciência dos valores necessários para sua defesa e autonomia no mundo moçambicano, fraturado pela diferença e pela ocidentalização, gerando uma relação de interdependência e complementaridade com o mundo masculino. Assim, este trabalho, recorre às considerações de Ana Mafalda Leite (2012) sobre os efeitos da colonização nos costumes autóctones; de Thomas Bonicci (2009) acerca da representação da resistência e da mulher no contexto pós-colonial; de Renato Kerly Marques Silva (2020) acerca da luta das mulheres travadas no romance; e ainda, de Simone de Beauvoir (1908-1986) para analisar o processo de se tornar mulher, empregado pela narradora-protagonista, porém aos moldes da tradição moçambicana.
Título do Evento
VII Simpósio Nacional de Letras e Linguística (SINALEL)
Cidade do Evento
Catalão
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio Nacional de Letras e Linguística
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

AZEVEDO, Tina Lilian Silva. NIKETCHE: UMA HISTÓRIA DE POLIGAMIA, DE PAULINA CHIZIANE E O ‘TORNAR-SE MULHER’ COMO CRÍTICA AO COLONIALISMO PATRIARCAL.. In: Anais do Simpósio Nacional de Letras e Linguística. Anais...Catalão(GO) UFCAT, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/vii-sinalel/1053918-NIKETCHE--UMA-HISTORIA-DE-POLIGAMIA--DE-PAULINA-CHIZIANE-E-O-TORNAR-SE-MULHER-COMO-CRITICA-AO-COLONIALISMO-PA. Acesso em: 31/08/2025

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