ANCESTRALIDADE ESQUECIDA: O ELO PERDIDO NAS BOAS PRÁTICAS MATERNO- INFANTIL DA POPULAÇÃO NEGRA.

Publicado em 09/06/2025 - ISBN: 978-65-272-1385-7

Título do Trabalho
ANCESTRALIDADE ESQUECIDA: O ELO PERDIDO NAS BOAS PRÁTICAS MATERNO- INFANTIL DA POPULAÇÃO NEGRA.
Autores
  • Raphaella Morais
Modalidade
Apresentação Oral
Área temática
3.03 Desigualdade de gênero , racismo e discriminação social
Data de Publicação
09/06/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vcihpn/793318-ancestralidade-esquecida--o-elo-perdido-nas-boas-praticas-materno--infantil-da-populacao-negra
ISBN
978-65-272-1385-7
Palavras-Chave
Palavras-chave: Nascimento. Parto. Gênero. Questões Raciais. Epistemicídio. Saúde negra.
Resumo
O nascer e maternar requer observação e coletividade para que possam se desenvolver de forma satisfatória. Porém na história brasileira o espelhamento dessas práticas sofreu um apagamento devido a nossa colonização, que buscou intermitente apagar a memória daquelas que desciam nos portos, quando não apagados, esses recursos eram utilizados à serviço da classe dominante. As boas práticas que perpassam o ciclo gravídico- puerperal foram esquecidas por quem mais exercitava o vínculo familiar. Após um recorte temporal, chegamos ao século XXI com advento de marcos, constituições, leis, programas, serviços e políticas públicas, contudo toda essa estrutura não foi construída em paralelo. É nessa esfera que as relações entre a mercantilização do ciclo gravídico-puerperal bem como o apagamento das práticas desenvolvidas pelos povos que vieram de África se dão, pois a ciência embranquecida ao estudar os processos fisiológicos do ciclo gravídico- puerperal se depara com as boas práticas já desempenhadas por esses povos que aqui estão desde os primórdios da colonização, resgatamos a amamentação, que era exercida por mulheres escravizadas, conhecidas como “amas de leite”, essas mulheres eram obrigadas a deixar seus bebês de lado para amamentar uma criança que não era a sua. Outro método que a ciência ratifica é o método canguru, bem como o carregamento ergonômico do bebê, que foi amplamente difundido através do sling, percebemos que povos que vieram de África já tinham habito de carregar seus bebês como forma de manter o vínculo afetivo, o apagamento desse hábito em contraponto com a apropriação desse método levou profissionais embranquecidos a se especializar e ofertar as mulheres mães em seus diversos territórios. A imposição das diversas tentativas de apagamento da nossa memória tem gerado um epistemicídio das nossas boas praticas e aceitação de tais condutas numa perspectiva embranquecida advinda de profissionais da saúde brancos e/ou sem letramento racial. Compreender o elo perdido de como populações negras experienciam o nascer, o maternar e a educação na primeira infância, a atuação de profissionais na educação em saúde e inserção de novas profissionais no ciclo gravídico- puerperal. O presente projeto de pesquisa vai utilizar os seguintes procedimentos metodológicos: pesquisa historiográfica e imagética que corroboram com o projeto; a elaboração de roteiro para entrevista qualitativa está inclusa. Realização, organização e transcrição das entrevistas orais – com aceites e autorizações necessárias. Além de trabalhos de campo a territórios previamente escolhidos durante o desenvolvimento da pesquisa. Estamos no primeiro ano e construindo o estado da arte da pesquisa e ainda estão sendo elaborados os parâmetros para a elaboração da pesquisa, contudo no mapeamento já possível perceber as violências perpetradas as mulheres pretas durante o ciclo gravídico-puerperal é visível e as torna vulneráveis ao adentrar aos equipamentos de saúde, o estudo tem como base no SUS. O modus operandi se perpetua na puericultura e no atendimento a criança negra que é sonegada dos cuidados, que é um direito humano dos mais básicos, para além disso a falta de formação e atualização dos profissionais da saúde, dificultam o atendimento a população negra na região estudada, Diamantina -MG.
Título do Evento
V CIHPN
Cidade do Evento
Brasília
Título dos Anais do Evento
5ª Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento. Gestando um mundo mais justo: perspectivas para o futuro da humanização
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MORAIS, Raphaella. ANCESTRALIDADE ESQUECIDA: O ELO PERDIDO NAS BOAS PRÁTICAS MATERNO- INFANTIL DA POPULAÇÃO NEGRA... In: 5ª Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento. Gestando um mundo mais justo: perspectivas para o futuro da humanização. Anais...Brasília(DF) FINATEC, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/vcihpn/793318-ANCESTRALIDADE-ESQUECIDA--O-ELO-PERDIDO-NAS-BOAS-PRATICAS-MATERNO--INFANTIL-DA-POPULACAO-NEGRA. Acesso em: 30/08/2025

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