NARRATIVAS MATERNAS DO ACOMPANHANTE NO PARTO E NASCIMENTO: IMPLICAÇÕES À VIVÊNCIA.

Publicado em 09/06/2025 - ISBN: 978-65-272-1385-7

Título do Trabalho
NARRATIVAS MATERNAS DO ACOMPANHANTE NO PARTO E NASCIMENTO: IMPLICAÇÕES À VIVÊNCIA.
Autores
  • Laís Folha Peccia
  • Valéria Cristina Ribeiro Vieira
  • Cláudio hermann pawel
  • Paulo Rogério Gallo
Modalidade
Apresentação Oral
Área temática
1.1 – Atenção humanizada ao pré-natal, parto e puerpério.
Data de Publicação
09/06/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vcihpn/793315-narrativas-maternas-do-acompanhante-no-parto-e-nascimento--implicacoes-a-vivencia
ISBN
978-65-272-1385-7
Palavras-Chave
Humanização da assistência; Parto humanizado; Narrativa Pessoal; Violência Obstétrica.
Resumo
Introdução: A garantia do direito ao acompanhante visa propiciar ambientes seguros e mais amigáveis, que favoreçam o diálogo e a valorização da experiência do parto e nascimento. A universalização proposta em lei, contudo, representa ainda um desafio, já que o direito não tem sido assegurado de forma equânime, configurando-se muitas vezes como privilégio associado à raça e à renda das parturientes. O objetivo foi apreender um pouco mais a respeito da contribuição do acompanhante à vivência materna do parto e do nascimento. Métodos: Esse estudo representa parte dos resultados obtidos com a pesquisa “experiências maternas durante a vivência do nascimento”, durante mestrado realizado na Faculdade de Saúde Pública da USP, apoiado com bolsa CNPQ, sob o CAAE 25208719.0.0000.5421. Trata-se de pesquisa qualitativa com análise de conteúdo de narrativas obtidas segundo a técnica de história oral temática realizada com dez mulheres residentes na região metropolitana de São Paulo. Parte do roteiro das entrevistas em profundidade sobre a vivência do parto e nascimento abordou a presença do acompanhante. A obra “Fenomenologia da Percepção”, de Maurice Merleau Ponty, amparou a etapa de interpretação e inferências. Resultados: Na maioria dos relatos os pais do recém-nascido (80%) foram o acompanhante de escolha, seguido por mulheres da família. O primeiro núcleo analítico (NA) indicou o acompanhante integrado à narrativa materna desde o período gestacional até o alojamento conjunto, não se dissociando dos acontecimentos do passado nem das expectativas do porvir. O segundo NA apreendido apontou que, durante a assistência hospitalar, a atuação do acompanhante esteve subordinada à equipe técnica de assistência. Quando houve abertura à participação ativa do acompanhante houve maior tempo e melhor qualidade da interação mãe-bebê. Ampliou-se a ocorrência do contato pele a pele e da primeira mamada em sala de parto. O último NA reforçou o alívio da percepção de insegurança e de abandono. “até a preparação... tudo, ele presenciou tudo! Não saiu do meu lado. [Isso fez] muita diferença, porque a gente fica insegura!”. Estar acompanhada de maneira ininterrupta, inclusive durante os primeiros cuidados ao recém-nascido e na sala de recuperação anestésica, foi valorizado “O tempo inteiro: centro cirúrgico, na recuperação pós-anestésica. Então eu achei bem humanizado”. Em contrapartida, estar desacompanhada durante a recuperação pós-anestésica não foi notado como violação de direito. O contentamento em estar desacompanhada refletiu a tentativa de transferir a sensação de conforto e segurança ao recém-nascido “Assim que nasceu ela foi pra salinha e eu mandei meu marido junto com a enfermeira”. Essa constatação soou como violência silenciosa, desapercebida pelo autor e pela vítima. Conclusão: Estar acompanhada, ainda que passivamente, reduziu a percepção de insegurança em todos os momentos. Quando autorizada, a participação ativa do acompanhante ampliou notavelmente a interação entre mãe e recém-nascido. O acompanhante foi elemento agregador no apoio físico e emocional do processo de parturição integrado à vivência. Apesar de fisicamente a família adentrar no “espaço médico”, foi a equipe de assistência que, de fato, adentrou no acontecimento sócio-histórico-cultural do nascimento, do qual o acompanhante já era e deve permanecer participante.
Título do Evento
V CIHPN
Cidade do Evento
Brasília
Título dos Anais do Evento
5ª Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento. Gestando um mundo mais justo: perspectivas para o futuro da humanização
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

PECCIA, Laís Folha et al.. NARRATIVAS MATERNAS DO ACOMPANHANTE NO PARTO E NASCIMENTO: IMPLICAÇÕES À VIVÊNCIA... In: 5ª Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento. Gestando um mundo mais justo: perspectivas para o futuro da humanização. Anais...Brasília(DF) FINATEC, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/vcihpn/793315-NARRATIVAS-MATERNAS-DO-ACOMPANHANTE-NO-PARTO-E-NASCIMENTO--IMPLICACOES-A-VIVENCIA. Acesso em: 31/08/2025

Trabalho

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