O SILÊNCIO DE VIDAS NÃO CONTADAS: MORTALIDADE MATERNA TARDIA NO BRASIL 2010-2019

Publicado em 09/06/2025 - ISBN: 978-65-272-1385-7

Título do Trabalho
O SILÊNCIO DE VIDAS NÃO CONTADAS: MORTALIDADE MATERNA TARDIA NO BRASIL 2010-2019
Autores
  • Kelly Cristina Almeida Borgonove
  • Roberto Allan Ribeiro Silva
  • Larissa Fernanda do Couto Brandi
  • Diego Alcântara
  • Kleyde Ventura de Souza
Modalidade
Apresentação Oral
Área temática
1.3 – Modelos de Atenção ao Pré-Natal, Parto e Puerpério.
Data de Publicação
09/06/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vcihpn/793246-o-silencio-de-vidas-nao-contadas--mortalidade-materna-tardia-no-brasil-2010-2019
ISBN
978-65-272-1385-7
Palavras-Chave
Mortalidade Materna, Morte Materna, Período pós-parto, Causas de morte, Sistemas de Informação em Saúde
Resumo
Introdução: A mortalidade materna é definida como o óbito de mulheres por causas obstétricas diretas ou indiretas durante a gestação ou até 42 dias após o parto, independente da duração ou da localização da gravidez, excetuando-se as causas externas de óbitos1. A partir da sexta semana até um ano após o parto a morte é classificada como Morte Materna Tardia e quanto a essas mortes há uma invisibilidade, dada a escassez de dados acerca de sua magnitude no Brasil e em outros países. Objetivo: Avaliar a tendência temporal da razão de mortalidade materna tardia no Brasil e suas regiões geográficas no período de 2010 a 2019. Método: Trata-se de um estudo ecológico exploratório tipo série temporal, com dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informações de Nascidos Vivos de 2010 a 2019, com mulheres que tiveram como causa básica de suas mortes a codificação O96 da CID-10. Calculou-se a razão de mortalidade materna tardia (RMMT) no Brasil e regiões geográficas. Para análise das tendências, empregou-se os modelos autorregressivos de Prais-Winsten. Foram calculadas as variações percentuais médias anuais (Annual Percent Change, APC) das RMMT no país e regiões geográficas e seus respectivos intervalos de confiança (IC95%). Resultados: Foram notificados 1.470 óbitos maternos tardios no Brasil, resultando em uma RMMT de 5 óbitos a cada 100.000 nascidos vivos (NV). Os registros da MMT revelaram disparidades regionais com o menor índice na região Norte (3,5/100.0000 NV) e o maior na região Sul (8,3/100.000 NV). Houve uma tendência crescente da RMMT no país, com aumento geral da RMMT no período e variação percentual média anual de 9,79% (IC95% 4,32-15,54). A região Centro-Oeste liderou esse aumento, com variação percentual média anual de 26,06% (IC95% 16,36-36,56), seguida pelas regiões Norte e Nordeste, com 23,50% (IC95% 13,93–33,88. Cerca de 83% das MMT declaradas foram investigadas, sendo que 65,6% foram corrigidos pelos Comitês de Mortalidade Materna. Conclusão: Há urgente necessidade de melhoria do cuidado pós-natal em um período ampliado, com foco na detecção e tratamento de condições conhecidas deste estágio, além da necessidade de se aprimorar a notificação e elaboração de indicadores relativos à mortalidade materna tardia. Uma quantidade significativa de dados é perdida pela não valorização de sua declaração, por sua notificação não confiável e pela limitação metodológica de se classificar a morte materna como aquela que ocorre somente até 42 dias após o término da gestação. Propõe-se mudança do modelo de acompanhamento perinatal, com ampliação da quantidade e qualidade das consultas puerperais, com foco na continuidade do cuidado e garantia de direitos humanos, direitos sexuais e direitos reprodutivos das mulheres.
Título do Evento
V CIHPN
Cidade do Evento
Brasília
Título dos Anais do Evento
5ª Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento. Gestando um mundo mais justo: perspectivas para o futuro da humanização
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BORGONOVE, Kelly Cristina Almeida et al.. O SILÊNCIO DE VIDAS NÃO CONTADAS: MORTALIDADE MATERNA TARDIA NO BRASIL 2010-2019.. In: 5ª Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento. Gestando um mundo mais justo: perspectivas para o futuro da humanização. Anais...Brasília(DF) FINATEC, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/vcihpn/793246-O-SILENCIO-DE-VIDAS-NAO-CONTADAS--MORTALIDADE-MATERNA-TARDIA-NO-BRASIL-2010-2019. Acesso em: 31/08/2025

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