CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA E MOLECULAR DE NOVAS CEPAS DE OSTREOPSIS (DINOPHYCEAE) DO BRASIL

Publicado em 08/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2084-8

Título do Trabalho
CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA E MOLECULAR DE NOVAS CEPAS DE OSTREOPSIS (DINOPHYCEAE) DO BRASIL
Autores
  • Rodrigo Almeida Ferreira da Silva
  • FABIANO SALGUEIRO
  • Silvia Nascimento
Modalidade
Resumo - Científico
Área temática
Biodiversidade no Antropoceno
Data de Publicação
08/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/v-simposio-ppgbio/1368063-caracterizacao-morfologica-e-molecular-de-novas-cepas-de-ostreopsis-(dinophyceae)-do-brasil
ISBN
978-65-272-2084-8
Palavras-Chave
taxonomia, filogenia, dinoflagelado bentônico, morfometria
Resumo
Na costa e ilhas oceânicas brasileiras, o dinoflagelado bentônico do gênero Ostreopsis é representado por duas espécies: Ostreopsis cf. ovata com ampla distribuição e Ostreopsis lenticularis, com distribuição restrita ao arquipélago de Fernando de Noronha. Ostreopsis. cf. ovata é considerado um complexo de espécies, sendo formado por cinco subclados (linhagens) atualmente conhecidos globalmente (A-E). Dois desses subclados foram encontrados no Brasil (A e B). Neste estudo, serão apresentados novos dados moleculares e morfológicos de O. cf. ovata e O. lenticularis do Brasil. Cepas de Ostreopsis foram isoladas de Natal, e de duas ilhas oceânicas: Fernando de Noronha (FN) e Atol das Rocas (AR). As cepas de Ostreopsis foram cultivadas em meio F/4, a 24°C, com densidade de fluxo de fótons de 60 μmol m⁻² s⁻¹ e ciclos de luz:escuro de 12h:12h. A morfologia e morfometria - diâmetro dorsoventral (DV), largura (L), comprimento (C) e razão DV/L - foram observadas e medidas sob microscopia ótica e de fluorescência. Diferenças entre a morfometria de células de diferentes subclados foram testadas por meio de teste T e de Mann-Whitney. A caracterização molecular foi realizada por meio da amplificação por PCR das regiões ITS e LSU (D1-D3) do rDNA, seguida pelo sequenciamento dos amplicons positivos. As relações filogenéticas foram obtidas por meio de Inferência Bayesiana e Máxima Verossimilhança. Um total de 11 novas sequências de ITS foram obtidas, sendo 7 de O. cf. ovata e 4 de O. lenticularis. Para a região LSU, foram geradas 14 novas sequências D1-D3 de O. cf. ovata e 1 de O. lenticularis. As sequências LSU de O. cf. ovata foram agrupadas em dois subclados: A (Natal e FN) e C (AR). Por sua vez, as novas sequências de O. lenticularis (FN) agruparam-se com as únicas sequências de ITS e LSU previamente identificadas para esta espécie no Brasil, da mesma localidade (FN). As sequências ITS de O. lenticularis de FN agruparam-se em um grupo isolado das demais linhagens conhecidas da espécie. Porém, esse resultado não se repetiu para as sequências de LSU que se agruparam com sequências do Oceano Pacífico e Índico. As análises morfológicas de O. cf. ovata revelaram variabilidade no tamanho e na forma celular, assim como na forma das placas tecais, entre células de uma mesma linhagem. Esses resultados reforçam a plasticidade fenotípica desse complexo. Em comparação com o subclado A de O. cf. ovata, as células do subclado C foram significativamente menores em DV (t(259,83) = 2,89; p = 0,004) e razão DV/L (Mann-Whitney, W = 5390, p < 0,001), e maiores em L (Mann-Whitney, W = 12100, p < 0,001). Este estudo apresenta o primeiro registro do complexo O. cf. ovata no AR e do subclado C no Brasil. Todas as novas sequências de O. lenticularis foram obtidas em FN, mantendo a distribuição desta espécie restrita ao arquipélago.
Título do Evento
V Simpósio PPGBIO: Biodiversidade no Antropoceno
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio do PPGBIO: biodiversidade no antropoceno
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Rodrigo Almeida Ferreira da; SALGUEIRO, FABIANO; NASCIMENTO, Silvia. CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA E MOLECULAR DE NOVAS CEPAS DE OSTREOPSIS (DINOPHYCEAE) DO BRASIL.. In: Anais do Simpósio do PPGBIO: biodiversidade no antropoceno. Anais...Rio de Janeiro(RJ) UNIRIO, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/v-simposio-ppgbio/1368063-CARACTERIZACAO-MORFOLOGICA-E-MOLECULAR-DE-NOVAS-CEPAS-DE-OSTREOPSIS-(DINOPHYCEAE)-DO-BRASIL. Acesso em: 12/03/2026

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