MICROPLÁSTICOS NA ICTIOFAUNA ESTUARINA DA LAGOA RODRIGO DE FREITAS (RJ): OCORRÊNCIA E VARIAÇÃO ENTRE ESPÉCIES.

Publicado em 08/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2084-8

Título do Trabalho
MICROPLÁSTICOS NA ICTIOFAUNA ESTUARINA DA LAGOA RODRIGO DE FREITAS (RJ): OCORRÊNCIA E VARIAÇÃO ENTRE ESPÉCIES.
Autores
  • Luiza Belli Azevedo Rodrigues Caldas
  • Maria Eduarda Soares Adelino
  • Thuany Felipe de Carvalho
  • Luciano N. Santos
  • Raquel de Almeida Ferrando Neves
Modalidade
Resumo - Científico
Área temática
Biodiversidade no Antropoceno
Data de Publicação
08/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/v-simposio-ppgbio/1364621-microplasticos-na-ictiofauna-estuarina-da-lagoa-rodrigo-de-freitas-(rj)--ocorrencia-e-variacao-entre-especies
ISBN
978-65-272-2084-8
Palavras-Chave
Contaminantes emergentes; Lagoa costeira. Digestão química,
Resumo
Este estudo buscou avaliar a contaminação por microplásticos (MPs) em peixes da Lagoa Rodrigo de Freitas (RJ), desenvolvendo protocolos analíticos específicos para espécies estuarinas com hábitos alimentares distintos. A poluição por MPs tem se consolidado como uma preocupação ambiental global e crescente, principalmente em ambientes aquáticos, devido à sua onipresença, à alta durabilidade e ao seu potencial de acúmulo e transferência na cadeia trófica (Olivatto et al., 2018). Nesse contexto, a Lagoa Rodrigo de Freitas, um ecossistema estuarino de grande valor ecológico, econômico e turístico, inserido em uma metrópole altamente adensada, é um modelo crucial para a avaliação da ingestão de MPs em organismos que representam diferentes níveis tróficos. A proximidade da lagoa com áreas urbanas densas a torna particularmente vulnerável a fontes de poluição plástica primária e secundária, como efluentes de esgoto e escoamento superficial. Com base nos peixes representantes do sistema, sete espécies com diferentes hábitos alimentares foram selecionadas e analisadas quanto à concentração de MPs. A coleta dos peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas foi realizada utilizando redes de espera dispostas em áreas que retratavam condições hidrológicas variadas (Neves & Santos, 2021). Foram capturados e analisados 42 indivíduos, incluindo savelha (B. pectinata), sardinha-bandeira (O. oglinum), tainha (M. liza), acará (G. brasiliensis), manjuba (A. brasiliensis), linguado (P. orbignyanus) e robalo (Centropomus sp.). Após a triagem, os peixes foram pesados em balança semianalítica e dissecados para a remoção do trato digestivo. Para garantir a precisão e a confiabilidade das análises, foram desenvolvidos e adaptados protocolos metodológicos a partir de estudos anteriores (Bianchi et al., 2020), visando eliminar a matéria orgânica sem degradar as partículas plásticas. A extração de MPs envolveu a digestão química com peróxido de hidrogênio (H2O2) a 30% e, em seguida, com hidróxido de potássio (KOH) a 10%, ambos mantidos a 40°C até a completa degradação orgânica. As amostras foram concentradas em peneira de aço inox de 38μm e, submetidas à separação por diferença de densidade em câmara de sedimentação, utilizando uma solução supersaturada de cloreto de sódio (NaCl). Em seguida os MPs foram quantificados e classificados em estereomicroscópio. As partículas foram classificadas quanto ao seu tipo (pellets, fragmentos, fibras, filmes ou esponjas/isopor) e coloração. Os dados de contagem foram utilizados para calcular a concentração em função do peso do tecido (partículas g−1), sendo aplicada a análise não paramétrica de Kruskal-Wallis. Os resultados da investigação indicaram contaminação generalizada, com a presença de MPs em todos os indivíduos analisados, sendo observadas altas concentrações em muitos deles. A quantidade média de contaminação variou significativamente entre 58 e 306 partículas por grama de amostra. Este alto nível de contaminação sugere que a introdução de MPs na Lagoa é intensificada por fontes de poluição terrestre, como esgotos clandestinos e o descarte inadequado de resíduos sólidos oriundos da região circundante. O trabalho contribui com o desenvolvimento de um protocolo analítico aplicável a esta classe de organismos e reforça a necessidade de medidas de monitoramento contínuo e remediação para mitigar a poluição plástica em ecossistemas urbanos.
Título do Evento
V Simpósio PPGBIO: Biodiversidade no Antropoceno
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio do PPGBIO: biodiversidade no antropoceno
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CALDAS, Luiza Belli Azevedo Rodrigues et al.. MICROPLÁSTICOS NA ICTIOFAUNA ESTUARINA DA LAGOA RODRIGO DE FREITAS (RJ): OCORRÊNCIA E VARIAÇÃO ENTRE ESPÉCIES... In: Anais do Simpósio do PPGBIO: biodiversidade no antropoceno. Anais...Rio de Janeiro(RJ) UNIRIO, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/v-simposio-ppgbio/1364621-MICROPLASTICOS-NA-ICTIOFAUNA-ESTUARINA-DA-LAGOA-RODRIGO-DE-FREITAS-(RJ)--OCORRENCIA-E-VARIACAO-ENTRE-ESPECIES. Acesso em: 13/03/2026

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