O BIVALVE INVASOR MYTILOPSIS LEUCOPHAEATA COMO SENTINELA DE CONTAMINAÇÃO POR MICROPLÁSTICOS NA LAGOA DE MARAPENDI (RIO DE JANEIRO)

Publicado em 08/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2084-8

Título do Trabalho
O BIVALVE INVASOR MYTILOPSIS LEUCOPHAEATA COMO SENTINELA DE CONTAMINAÇÃO POR MICROPLÁSTICOS NA LAGOA DE MARAPENDI (RIO DE JANEIRO)
Autores
  • Mirian Paiva de Moraes
  • Thuany Felipe de Carvalho
  • Luciano N. Santos
  • Raquel de Almeida Ferrando Neves
  • Igor Christo Miyahira
Modalidade
Resumo - Científico
Área temática
Biodiversidade no Antropoceno
Data de Publicação
08/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/v-simposio-ppgbio/1350599-o-bivalve-invasor-mytilopsis-leucophaeata-como-sentinela-de-contaminacao-por-microplasticos-na-lagoa-de-marapend
ISBN
978-65-272-2084-8
Palavras-Chave
Ambiente Estaurino, Espécie Invasora, Bioindicação, Poluentes emergentes
Resumo
Um dos problemas mais recentes associados às alterações antrópicas nos ecossistemas é a presença de microplásticos (MPs). Os MPs são fragmentos de plásticos com tamanho ≤ 5 mm; são onipresentes, podendo ser encontrados em diversos ambientes. Devido à sua alta capacidade de dispersão, os MPs tornaram-se um dos principais poluentes ambientais, com ampla ocorrência global. Moluscos bivalves são filtradores e podem acumular MPs, atuando como bioindicadores de condições ambientais e sentinelas de contaminação, incluindo por MPs. O falso mexilhão invasor, Mytilopsis leucophaeata (Conrad, 1831), presente na Lagoa de Marapendi (RJ), se mostrou eficiente na análise da contaminação por MPs na Lagoa Rodrigo de Freitas, tendo sido sugerido como espécie sentinela em lagoas costeiras invadidas. O presente estudo teve como objetivo avaliar a contaminação por MPs na Lagoa de Marapendi utilizando o bivalve M. leucophaeata e relacionar a concentração de MPs em bivalves coletados em diferentes pontos de coleta às condições ambientais locais. As coletas foram realizadas em seis pontos na Lagoa de Marapendi, que apresenta gradiente ambiental. A lagoa possui áreas próximas à foz dos rios que nela desaguam, recebendo maior aporte de nutrientes e poluentes (P1), e regiões próximas à saída para o mar, com menor influência desses fatores (P6). Os aglomerados do falso mexilhão foram coletados manualmente de substratos artificiais presentes na lagoa. O tecido mole foi digerido com solução de hidróxido de potássio (KOH) a 40°C por 48 h, posteriormente a amostra foi filtrada em membranas de fibra de vidro (Advantec GY, 0,45 µm, 90 mm) com o auxílio de sistema de filtração acoplado a bomba de vácuo. As membranas foram acondicionadas em placas de Petri e levadas a dessecador com sílica para secagem em temperatura ambiente. Os MPs foram quantificados e classificados por formato e cor em microscopia estereoscópica. Foram detectados MPs em bivalves coletados em todos os seis pontos de coleta, com predomínio de fragmentos e fibras, com cores variadas, sendo a transparente dominante em todos os pontos. Fragmentos e fibras são dois principais formatos de MPs, enquadrando-se majoritariamente como microplásticos secundários, pois derivam da fragmentação de materiais plásticos. Os fragmentos estão associados à degradação de embalagens e utensílios plásticos, enquanto as fibras têm como principais origens materiais pesqueiros e desprendimento de tecidos sintéticos em processos domésticos e industriais. A presença desses dois tipos de MPs indica influência significativa de fontes domésticas e atividades urbanas na região analisada. Ao longo da Lagoa de Marapendi estão instalados diversos condomínios que também podem influenciar a distribuição dos MPs. Esperava-se maior concentração de MPs nos pontos P1 a P3, mais próximos à foz dos rios. Contudo, essa expectativa não foi confirmada, pois as maiores concentrações foram observadas nos pontos intermediários e a jusante (P4 e P5). Portanto, análises mais detalhadas ainda são necessárias para confirmar padrões. Os resultados preliminares indicam que Mytilopsis leucophaeata pode ser uma boa espécie sentinela da contaminação por MPs na Lagoa de Marapendi e, confirmando o sugerido em estudos preliminares, em lagoas costeiras onde a espécie ocorre.
Título do Evento
V Simpósio PPGBIO: Biodiversidade no Antropoceno
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio do PPGBIO: biodiversidade no antropoceno
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MORAES, Mirian Paiva de et al.. O BIVALVE INVASOR MYTILOPSIS LEUCOPHAEATA COMO SENTINELA DE CONTAMINAÇÃO POR MICROPLÁSTICOS NA LAGOA DE MARAPENDI (RIO DE JANEIRO).. In: Anais do Simpósio do PPGBIO: biodiversidade no antropoceno. Anais...Rio de Janeiro(RJ) UNIRIO, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/v-simposio-ppgbio/1350599-O-BIVALVE-INVASOR-MYTILOPSIS-LEUCOPHAEATA-COMO-SENTINELA-DE-CONTAMINACAO-POR-MICROPLASTICOS-NA-LAGOA-DE-MARAPEND. Acesso em: 16/03/2026

Trabalho

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