A RELAÇÃO DA ANSIEDADE COM O AUMENTO DOS CASOS DE COMPULSÃO ALIMENTAR E OBESIDADE

Publicado em 08/04/2024 - ISBN: 978-65-272-0395-7

Título do Trabalho
A RELAÇÃO DA ANSIEDADE COM O AUMENTO DOS CASOS DE COMPULSÃO ALIMENTAR E OBESIDADE
Autores
  • mariana menezes corcinio
  • Maria Geovanna De Oliveira Aragão
Modalidade
Resumo expandido
Área temática
Temas Relacionados a Saúde
Data de Publicação
08/04/2024
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/traumaemergencia/795388-a-relacao-da-ansiedade-com-o-aumento-dos-casos-de-compulsao-alimentar-e-obesidade
ISBN
978-65-272-0395-7
Palavras-Chave
Sobrepeso, Depressão, Transtorno alimentar.
Resumo
Autores Mariana Menezes Corcinio; Maria Geovanna De oliveira aragão. RESUMO: INTRODUÇÃO: A ansiedade caracteriza-se como um transtorno de humor. A compulsão alimentar caracteriza-se como o ato de comer descontroladamente e a obesidade, doença complexa e multifatorial, apresenta-se como consequência. OBJETIVO: Elucidar a relação da ansiedade com o aumento dos casos de compulsão alimentar e obesidade. METODOLOGIA: Esse estudo caracteriza-se por uma revisão narrativa da literatura, feita por meio de pesquisas na base de dados PUBMED, nos últimos 5 anos. Foram utilizados os descritores “anxiety”, “obesity” e “binge eating” combinados em inglês. No total, 9 artigos foram escolhidos para estudo. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os estudos mostraram relação direta entre o aumento dos casos de compulsão alimentar e obesidade com o transtorno de ansiedade. CONCLUSÃO: Em conclusão, descobrimos que existe uma relação direta entre transtornos alimentares e transtornos de humor e vice-versa. Dessa forma, é importante que os profissionais de saúde atenham-se a essa relação. INTRODUÇÃO: A pandemia da covid-19 e a necessidade de confinamento resultou em diversas consequências para a saúde da população mundial, como por exemplo, o aumento no número de indivíduos notificados com perturbações alimentares (TAs). As TAs incluem mudanças no tipo de consumo alimentar, aumento da alimentação descontrolada e menos refeições estruturadas (alimentações que contém todos os nutrientes que o corpo precisa para funcionar adequadamente) onde estão incluídos carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, minerais e fibras.(1) Compulsão alimentar caracteriza-se por um comportamento recorrente, principalmente, em crianças e adolescentes que apresentam transtornos alimentares (TAs) ou obesidade grave. O transtorno da compulsão alimentar pode ser periódico (TCAP), o qual envolve alimentação excessiva por um certo período de tempo (uma vez por semana a cada três meses) além de possuir algumas características como o comer mais rápido que o normal; sentir-se enjoado de si mesmo; comer sozinho por sentir vergonha do quanto está comendo e comer até sentir-se desconfortavelmente saciado, no qual o indivíduo apresenta ausência de noção da quantidade de alimento consumido. Os portadores de TCAP tendem a apresentar mais comorbidades psiquiátricas, como depressão e ansiedade.(2,3,4) A obesidade trata-se de uma doença multifatorial, complexa, de difícil tratamento, e que apresenta maior prevalência em pacientes com transtornos psiquiátricos, como ansiedade e depressão. Pode apresentar se como consequência desses transtornos ou como consequência do uso de medicamentos para tratá-los. Pesquisas apontam que mais de dois terços (68,8%) da população adulta dos Estados Unidos, apresentam o Índice de massa corporal (IMC) na faixa de sobrepeso ou obesidade e prevê que 42% a 51% dos adultos apresentaram o IMC na faixa de obesidade até o ano de 2030. 2 a 6% das despesas com tratamento da saúde em todo o mundo são dedicadas a condições relacionadas à obesidade. No brasil, dados da vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico do Brasil ( Vigitel) de 2016, mostram que o excesso de peso está presente em 52,8% da população, sendo mais prevalente em homens ( 57,7%) do que em mulheres (50,5%). Pessoas com transtornos alimentares tendem a apresentar alterações de humor, como por exemplo, depressão e ansiedade, ou seja, a maioria das pessoas com obesidade grave apresentam sintomas persistentes de ansiedade, transformando assim, o agrupamento psicopatológico da ansiedade, depressão e compulsão alimentar em algo frequente.(5,4,6,7). Nesse sentido, o objetivo da presente revisão é identificar a relação entre ansiedade e o aumento dos casos de compulsão alimentar e obesidade. Neste estudo busca-se esclarecer as evidências científicas já existentes e contribuir para futuras pesquisas. OBJETIVO: Compilar dados que elucidem a relação entre o aumento dos casos de compulsão alimentar e obesidade com ansiedade. METODOLOGIA: Para reunir a literatura relevante sobre a relação da ansiedade com o aumento dos casos de compulsão alimentar e obesidade, foi realizada uma revisão narrativa. A literatura foi pesquisada na base de dados PUBMED. A pesquisa foi restrita a artigos entre os anos de 2019 e 2024. Os descritores utilizados, vinculados pelo operador booleano (AND) foram : “anxiety”, “obesity” e “binge eating” . Foram achados 152 resultados. Exatamente 80 artigos foram incluídos após a leitura do título. Em seguida, após a leitura do resumo, foram incluídos um total de 20 artigos. Após a leitura dos textos completos, 9 artigos foram selecionados. RESULTADOSEDISCUSSÃO: Os estudos mostraram que pacientes com obesidade grave e compulsão alimentar apresentaram níveis de ansiedade social significativamente maiores quando comparados a pacientes sem presença de compulsão alimentar. Entretanto, pacientes com a presença de transtornos alimentares, porém, sem a presença de compulsão alimentar, apresentaram níveis de ansiedade social maiores do que aqueles com obesidade grave e sem presença de compulsão alimentar. A compulsão alimentar foi associada a ansiedade social, alimentação emocional, alimentação noturna, evitação de danos, busca por novidades, baixa autoestima e menor satisfação com a aparência. Pesquisas recentes relacionam a perda do controle alimentar com excesso de peso, variando de 22,5% em uma amostra de mulheres que procuravam tratamento para perda de peso a 54% de cirurgia bariátrica candidatos. Além disso, adolescentes com TAs associados à obesidade grave e que foram classificados como portadores de ansiedade social elevada, tinham 1,77 vezes mais probabilidade de comer compulsivamente, reforçando a ideia de que a compulsão alimentar pode ser impulsionada pela necessidade de enfrentamento da ansiedade social. Também foi notado que uma maior ingestão de alimentos de maneira contínua pode aumentar a tolerância ao consumo, levando assim, a necessidade de quantidades mais elevadas para manter a saciação.(2,4,5). A relação entre o transtorno de ansiedade e a obesidade se dá por disfunções atribuídas ao eixo hipotálamo-hipofisário adrenal (HPA) o qual, contribui para o apetite excessivo, o estímulo por alimentos ricos em gorduras e carboidratos e o consequente ganho de peso. O HPA regula o metabolismo, a emoção e o estresse e, no início da vida, é regulado pela microbiota intestinal / micróbios intestinais. A exposição a eventos ou traumas, pode interferir na colonização do intestino, aumentando a propensão a distúrbios de saúde mental, processos gastrointestinais, metabólicos e imunológicos desregulados. Segundo estudos, a dopamina também influencia no aumento da alimentação excessiva , pois, quando a dieta torna-se rica em gorduras e carboidratos, a dopamina aumenta, trazendo um efeito recompensador. A ingestão pode precisar aumentar para que o efeito mantenha-se, levando a uma desregulação recompensatoria.(6,8,5). Aliado a esses transtornos, existem os conceitos “comer emocional”, o qual caracteriza-se pelo consumo excessivo de alimentos em resposta a emoções como ansiedade, depressão e raiva e “ Síndrome do comer noturno”, que refere-se a episódios de alimentação noturna excessiva que ocorrem após o jantar e/ou após acordar. A alimentação emocional/ comer emocional é bastante comum em indivíduos com excesso de peso, além de associar-se a uma série de fatores nesses indivíduos, incluindo ansiedade, estresse e depressão. As taxas desses comportamentos alimentares, particularmente TCAP e dependência alimentar são consideradas maiores entre indivíduos com excesso de peso do que nos indivíduos classificados no peso “normal” desta categoria.(6) CONCLUSÃO: Em conclusão, descobrimos que indivíduos que possuem transtornos alimentares também devem ser investigados quanto a transtornos de humor e vice-versa. É importante enfatizar a importância da necessidade de os médicos que cuidam de jovens com transtornos alimentares saberem da relação entre a compulsão alimentar, obesidade e ansiedade social, a fim de sempre tentarem relacionar e tratar ambos os problemas.(9,2). REFERÊNCIAS: 1. DEVOE, Daniel; HAN, Angela; ANDERSON, Alida; et al. The impact of the COVID-19 pandemic on eating disorders: A systematic review. International Journal of Eating Disorders, v. 56, n. 1, p. 5–25, 2022. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35384016/>. Acesso em: 13 fev. 2024 2. SPETTIGUE, Wendy; OBEID, Nicole; SANTOS, Alexandre; et al. Binge eating and social anxiety in treatment-seeking adolescents with eating disorders or severe obesity. Eating and Weight Disorders- Studies on Anorexia, Bulimia and Obesity, v. 25, n. 3, p. 787–793, 2019. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31020481/>. Acesso em: 13 fev. 2024. 3. FARID BENZEROUK; ZOUBIR DJERADA; BERTIN, Eric; et al. Contributions of Emotional Overload, Emotion Dysregulation, and Impulsivity to Eating Patterns in Obese Patients with Binge Eating Disorder and Seeking Bariatric Surgery. Nutrients, v. 12, n. 10, p. 3099–3099, 2020. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33053641/>. Acesso em: 4 fev. 2024 4. NIGHTINGALE, Bethany A ; CASSIN, Stephanie E. Disordered Eating Among Individuals with Excess Weight: a Review of Recent Research. 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Disponível em: <https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0165032722001793?via%3Dihub>. Acesso em: 4 fev. 2024. 8. TERRY, Sydney M; BARNETT, Jacqueline A ; GIBSON, Deanna L. A critical analysis of eating disorders and the gut microbiome. Journal of eating disorders, v. 10, n. 1, 2022. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36329546/>. Acesso em: 13 fev. 2024 9: GARDIZY, Ariana; LINDENFELDAR, Gretchen; PAUL, Alexandra; et al. Binge-Spectrum Eating Disorders, Mood, and Food Insecurity in Young Adults With Obesity. Journal of the American Psychiatric Nurses Association, p. 107839032211479-107839032211479, 2023, disponíveml em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36600469/>. Acesso em: 13 fev. 2024
Título do Evento
III CONGRESSO NACIONAL DE TRAUMA E MEDICINA DE EMERGÊNCIA
Título dos Anais do Evento
Anais do III Congresso Nacional de Trauma e Medicina de Emergência
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CORCINIO, mariana menezes; ARAGÃO, Maria Geovanna De Oliveira. A RELAÇÃO DA ANSIEDADE COM O AUMENTO DOS CASOS DE COMPULSÃO ALIMENTAR E OBESIDADE.. In: . Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/traumaemergencia/795388-A-RELACAO-DA-ANSIEDADE-COM-O-AUMENTO-DOS-CASOS-DE-COMPULSAO-ALIMENTAR-E-OBESIDADE. Acesso em: 31/08/2025

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