A SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA (1975) DE PINA BAUSCH: UM RETRATO DANÇADO DA MISOGINIA E DA OPRESSÃO PATRIARCAL

Publicado em 17/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2746-5

Título do Trabalho
A SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA (1975) DE PINA BAUSCH: UM RETRATO DANÇADO DA MISOGINIA E DA OPRESSÃO PATRIARCAL
Autores
  • Guilherme Corrêa Viégas
Modalidade
Resumo para comunicação oral presencial
Área temática
Outros
Data de Publicação
17/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sirmc-616774/1470059-a-sagracao-da-primavera-(1975)-de-pina-bausch--um-retrato-dancado-da-misoginia-e-da-opressao-patriarcal
ISBN
978-65-272-2746-5
Palavras-Chave
A Sagração da Primavera, Pina Bausch, Misoginia, Patriarcado, Concepção Enunciativo-Discursiva
Resumo
Este trabalho propõe uma análise interpretativa da Sagração da Primavera (1975) de Pina Bausch a partir da construção de diálogos entre as escolhas coreográficas e os violentos mecanismos que regem o patriarcado. Para isso, fundamenta-se, principalmente, na reconstrução conceitual da Misoginia proposta pela filósofa contemporânea Kate Manne, responsável por esclarecer mitos ao redor do conceito e, assim, revelar seu papel como instrumento sociocultural de policiamento e de manutenção do sistema patriarcal. Paralelamente, a Concepção Enunciativo-Discursiva desenvolvida pelo filósofo russo Mikhail Bakhtin serviu como base epistemológica da análise, ao reconhecer, entre outros aspectos, a natureza dialógica e polissêmica de uma obra coreográfica, ao mesmo tempo em que ressalta que os elementos composicionais só existem a serviço de uma intenção artística, de uma busca por construir sentidos. A partir desse alicerce teórico, são apresentadas e discutidas: as diferenças entre os papéis (sociais) atribuídos aos homens e às mulheres dentro da dramaturgia delimitada por Pina; as variações de tensão geradas pelo embate dessas duas forças antagônicas, destacando suas formas de alívio e tensionamento; a espiralidade e a (consequente) atualização do trauma como mecanismo de manutenção do sistema; e as ressonâncias da violência no corpo dos agressores e das vítimas ao longo da obra. Assim, este trabalho, mapeou questionamentos socioculturais que podem ter motivo/influenciado as escolhas estéticas e poéticas feitas por Pina Bausch em sua Sagração, fomentando o debate sobre os impactos desse sistema opressor que continua sacrificando inocentes diariamente — mesmo passados cinquenta anos desde a estreia —, assim como contribuindo com a expansão do entendimento semântico de uma das obras coreográficas mais significativas do século XX ao atualizá-la com novas camadas de sentidos provenientes do diálogo com outros discursos (artísticos ou não). Por fim, destaca-se que este artigo apresenta um recorte de uma pesquisa de mestrado em andamento, na qual a dimensão dialógica da Sagração da Primavera está sendo mapeada detalhadamente para, posteriormente, se investigar quais elementos composicionais foram mobilizados para sustentar a dramaturgia construída por Pina Bausch.
Título do Evento
V Simpósio Internacional Repensando Mitos Contemporâneos - Criar Outros Corpos e Presenças
Cidade do Evento
Campinas
Título dos Anais do Evento
Anais do simpósio internacional repensando mitos contemporâneos
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

VIÉGAS, Guilherme Corrêa. A SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA (1975) DE PINA BAUSCH: UM RETRATO DANÇADO DA MISOGINIA E DA OPRESSÃO PATRIARCAL.. In: Anais do simpósio internacional repensando mitos contemporâneos. Anais...Campinas(SP) PPG Artes da Cena - IA - UNICAMP, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sirmc-616774/1470059-A-SAGRACAO-DA-PRIMAVERA-(1975)-DE-PINA-BAUSCH--UM-RETRATO-DANCADO-DA-MISOGINIA-E-DA-OPRESSAO-PATRIARCAL. Acesso em: 26/10/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes