UMA ANTECIPAÇÃO ÉTICA DO REAL NA FORMAÇÃO MÉDICA: A SUB-REPRESENTAÇÃO DE CORPOS TRANS, NEGROS E INDÍGENAS NA SIMULAÇÃO MÉDICA

Publicado em 17/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2746-5

Título do Trabalho
UMA ANTECIPAÇÃO ÉTICA DO REAL NA FORMAÇÃO MÉDICA: A SUB-REPRESENTAÇÃO DE CORPOS TRANS, NEGROS E INDÍGENAS NA SIMULAÇÃO MÉDICA
Autores
  • Nádia Hellmeister Morali Barreira
Modalidade
Resumo para comunicação oral presencial
Área temática
Outros
Data de Publicação
17/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sirmc-616774/1469473-uma-antecipacao-etica-do-real-na-formacao-medica--a-sub-representacao-de-corpos-trans-negros-e-indigenas-na-sim
ISBN
978-65-272-2746-5
Palavras-Chave
Atuação; Paciente Simulado; Diversidade; Corpos Trans, Negros e Indígenas; Arte e Ciência.
Resumo
Esta comunicação emerge de pesquisa de doutorado que investiga a atuação da artista da cena na simulação de consultas médicas (Simulated Patient – SP) como dispositivo de antecipação ética do real — uma "ficção funcional" onde arte e formação profissional se co-constituem. A partir de quatorze anos como atriz-educadora na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, proponho um recorte político-epistemológico sobre duas ausências articuladas. A primeira é a sistemática sub-representação de corpos trans, negros e indígenas na cena simulada. Se a simulação opera como "tecnologia do encontro", pergunto: que encontros temos produzido quando os corpos que ocupam a cena não refletem a diversidade da população? A segunda constatação é autoetnográfica: como pesquisadora branca e cis, não vivo racismo ou transfobia, mas habito outra margem — a da arte em ambiente hegemonizado pela biomedicina. Na faculdade de medicina, o saber artístico é tolerado como adorno, mas raramente reconhecido como conhecimento legítimo. Minha experiência é a de uma gota em um oceano machista, racista, homofóbico e transfóbico. Essa vivência me permite enxergar, por contiguidade, como operam os mecanismos de hierarquização: o mesmo sistema que marginaliza a arte como "menos científica" é o que marginaliza certos corpos como "menos universais". Há solidariedade estrutural entre a desautorização da arte e a desautorização de corpos trans, negros e indígenas. Concluo que incluir esses corpos na simulação e reconhecer o saber artístico como legítimo são exigências éticas, estéticas e epistemológicas para uma formação médica que queira verdadeiramente encontrar o outro.
Título do Evento
V Simpósio Internacional Repensando Mitos Contemporâneos - Criar Outros Corpos e Presenças
Cidade do Evento
Campinas
Título dos Anais do Evento
Anais do simpósio internacional repensando mitos contemporâneos
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BARREIRA, Nádia Hellmeister Morali. UMA ANTECIPAÇÃO ÉTICA DO REAL NA FORMAÇÃO MÉDICA: A SUB-REPRESENTAÇÃO DE CORPOS TRANS, NEGROS E INDÍGENAS NA SIMULAÇÃO MÉDICA.. In: Anais do simpósio internacional repensando mitos contemporâneos. Anais...Campinas(SP) PPG Artes da Cena - IA - UNICAMP, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sirmc-616774/1469473-UMA-ANTECIPACAO-ETICA-DO-REAL-NA-FORMACAO-MEDICA--A-SUB-REPRESENTACAO-DE-CORPOS-TRANS-NEGROS-E-INDIGENAS-NA-SIM. Acesso em: 27/10/2026

Trabalho

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