Título do Trabalho
GÊNERO E EGUIDADE NA ESCOLA DO CAMPO: UMA LUTA NECESSÁRIA.
Autores
  • ANDREIA DA CONCEIÇÃO DIAS DE LIMA
Modalidade
Resumo Expandido para Publicação em Anais
Área temática
GT 06 - Relações Raciais, Gênero e Educação na Sociedade Brasileira
Data de Publicação
13/07/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sinjuve-semanaciso-univasf-554279/1183815-genero-e-eguidade-na-escola-do-campo--uma-luta-necessaria
ISBN
978-65-272-1588-2
Palavras-Chave
Equidade, Gênero, Escola do Campo, Ruralidades
Resumo
GT 6 – RELAÇÕES RACIAIS, GÊNERO E EDUCAÇÃO NA SOCIEDADE BRASILEIRA GÊNERO E EGUIDADE NA ESCOLA DO CAMPO: UMA LUTA NECESSÁRIA. DIAS LIMA Mestre em sociologia -UNIVASF, Neuropsicóloga, psicanalista, neuropsicopedagoga, psicopedagoga, Terapeuta cognitva comportamental, terapeuta integrativa, graduada em letras português/inglês – UPE, letras espanhol – UFPE, educação física – UNIVASF, pedagogia - FAC, graduanda em educação do campo -UNEB. email: andreiaestudos2020@gmail.com RESUMO A pesquisa visa analisar como a questão de equidade de gênero se dá nas escolas do campo, se a discussão faz parte do currículo e das práticas escolares, a metodologia utilizada foi pesquisa de campo, narrativa e bibliográfica. Trouxemos para discussão (LOURO 1997 e 2016), (SCOTT 1995), (CAMPOS 2009), foram visitados três povoados no interior da Bahia para a coleta de dados. O que nos revelou que ainda existe uma grande resistência em se tratar da temática, e que muito ainda há de se lutar para se apropriar deste espaço de fala. Palavras-chave: Equidade, Gênero, Escola do Campo, Ruralidades 1. INTRODUÇÃO A discussão sobre gênero é pauta necessária e ampla, mas para muitos o próprio conceito de gênero é algo distante e dicotômico, a única vertente apropriada é a do binário tomando como cerne os aspectos descritos biologicamente. Todavia, caso queiramos ir pela definição lógica, encontramos lógica é qualquer classe de indivíduos com propriedades em comum, passível de subdivisão em classes mais restritas, as espécies. E ainda poderemos nos alicerça na definição da biologia que é categoria taxonômica que agrupa espécies relacionadas filogeneticamente, distinguíveis das outras por diferenças marcantes, e que é a principal subdivisão das famílias. Após tais elucidações fica claro que pouco tem a dizer sobre o que realmente significa o gênero no seio da nossa sociedade. É necessário obturar os olhos para que os preconceitos sejam modificados e efetivamente seja possível tratar de gênero e equidade na escola. Portanto, a pesquisa visa analisar como a questão de equidade de gênero se dá nas escolas do campo, se a discussão faz parte do currículo e das práticas escolares, a metodologia utilizada foi pesquisa de campo, narrativa e bibliográfica. Trouxemos para discussão (LOURO 1997 e 2016), (SCOTT 1995), (CAMPOS 2009), foram visitados três povoados no interior da Bahia para a coleta de dados. As visitas nos evidenciaram que a escola continua sendo um espaço de disputa, seja pela natureza do próprio acesso, pelo currículo, pelos muros que definem quem pode ficar dentro ou fora deste espaço de privilégio. O processo de socialização primária engloba família e escola, e nestes espaços estruturais as representações de gênero são marcadas e muito bem delimitadas, é comum percebermos a guerra dos sexos sendo fomentada neste espaço, filas, brinquedos, adornos das datas comemorativas bem delimitados o que é de menina e o que é de menino. (Louro 1997) reitera na citação abaixo: [...] a escola, como um espaço social que foi se tornando, historicamente, nas sociedades urbanas ocidentais, um lócus privilegiado para a formação de meninos e meninas, homens e mulheres é ela a própria, um espaço atravessado pelas representações de gênero (LOURO, 1997, p. 77). Como romper as amarras que são tão fortemente enraizadas nos processos formativos, os aspectos dicotômicos estabelecidos entre o feminino e o masculino fomenta desigualdades: estas proposições articulam uma nas relações sociais estabelecendo quem e como se dar o poder, pois o gênero é utilizado como critério para estabelecer posições sociais quanto apropriação de espaços, como e que sentimento se é permitido para atender ao que prescreve o núcleo social. Historicamente vem sendo construído um espaço de disputa entre os gêneros, desde a discriminação salarial à violências, a luta por igualdade não é nova, mas ainda há muito por que lutar (ACCIOLY, 2016, p. 24). 2. RESULTADOS E DISCUSSÃO Apos o tratamento dos dados e pricipalmente dos relatos, percebemos como a questão da sexualidade ainda é um grande tabú, principalmente nas ruralidades, os relatos coletados trouxeram isso, a comunidade do campo mantém pensamentos que retratam uma sociedade que deveria ter ficado no passado, e quanto as escolas, os professores não tem em seus currículos açoes didáticas que dê espaço para estas discussões e os poucos que tentam são julgados pelas familias dos alunos RELATO 01:Na minha comunidade existe, sim, homossexual, mas alguns deles não se revela por medo de não ser aceito pela família ou pelas outras pessoas da comunidade e região. RELATO 02: Quando se trata de uma pessoa gay, muitos disfarçam o preconceito tentando apontar supostos “defeitos” [...] Mas a verdade é que essas críticas quase sempre surgem justamente pelo fato dela ser gay. É uma forma sutil (e covarde) de rejeição, camuflada de opinião. A escola do campo precisa efetivamente ser do campo e não apenas no campo, suas raízes e vivencias devem fazer parte da sala de aula. 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS A pesquisa por meio dos relatos nos revelou que pensamentos dicotômicos são oriundos de uma sociedade, machista, preconceituosa e repleta de ideais que modularam por tempos, o que temos hoje como diretrizes de um conjunto social. A exemplo mais significativo, temos as comunidades rurais, que são campo desses pensamentos patriarcais, não só por ser um processo histórico, mas também devido ao pouco acesso de políticas públicas e até mesmo uma educação de qualidade voltada para as ruralidades atuais e não a sombra do que foi um dia. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CAMPOS, Kátia Patrício Benevides. Relações de gênero no cotidiano escolar. 1º Ed. Campina Grande: EDUFCG, 2009 Diversidade de gênero e educação nas áreas rurais do Brasil. Cadernos Pagu, Campinas, SP, n. 64, p. e226404, 2022. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/8668849. Acesso em: 29 maio. 2025. LINS, Beatriz Accioly. Diferentes, não desiguais: a questão de gênero na escola. 1ª ed. São Paulo: Editora Reviravolta, 2016. LOURO, Guacira Lopes. Gênero, sexualidade e educação: uma perspectiva pós estruturalista. Petrópolis: Vozes, 1997. LOURO, et al. O corpo educado: pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte: Autêntica, 3. Ed. 2016 SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. In: Educação & Realidade. Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, v. 20, n. 2, jul./dez. 1995.
Título do Evento
II SIMPÓSIO INTERNACIONAL JUVENTUDES E EDUCAÇÃO - SINJUVE & XI SEMANA DE CIÊNCIAS SOCIAIS - UNIVASF
Cidade do Evento
Juazeiro
Título dos Anais do Evento
Dossiê Conjunto de Produções Acadêmicas da 2ª Edição do Simpósio Internacional sobre Juventudes e Educação e 11ª Edição da sSemana de Ciências Sociais/UNIVASF
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LIMA, ANDREIA DA CONCEIÇÃO DIAS DE. GÊNERO E EGUIDADE NA ESCOLA DO CAMPO: UMA LUTA NECESSÁRIA... In: Dossiê Conjunto de Produções Acadêmicas da 2ª Edição do Simpósio Internacional sobre Juventudes e Educação e 11ª Edição da sSemana de Ciências Sociais/UNIVASF. Anais...Juazeiro(BA) Complexo Multieventos/UNIVASF, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sinjuve-semanaciso-univasf-554279/1183815-GENERO-E-EGUIDADE-NA-ESCOLA-DO-CAMPO--UMA-LUTA-NECESSARIA. Acesso em: 31/08/2025

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