UM OLHAR SOCIOLINGUÍSTICO SOBRE A VARIAÇÃO DIALETAL PRESENTE NAS FALAS DE ALUNOS DA EJA, EM UMA ESCOLA DO CAMPO NO NORDESTE DA BAHIA.

Publicado em 13/07/2025 - ISBN: 978-65-272-1588-2

Título do Trabalho
UM OLHAR SOCIOLINGUÍSTICO SOBRE A VARIAÇÃO DIALETAL PRESENTE NAS FALAS DE ALUNOS DA EJA, EM UMA ESCOLA DO CAMPO NO NORDESTE DA BAHIA.
Autores
  • ANDREIA DA CONCEIÇÃO DIAS DE LIMA
Modalidade
Resumo Expandido para Publicação em Anais
Área temática
GT 05 - Juventudes e seus territórios (urbanidades e ruralidades)
Data de Publicação
13/07/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sinjuve-semanaciso-univasf-554279/1183720-um-olhar-sociolinguistico-sobre-a-variacao-dialetal-presente-nas-falas-de-alunos-da-eja-em-uma-escola-do-campo-
ISBN
978-65-272-1588-2
Palavras-Chave
Sociedade,Cultura ,Variação ,Dialeto , Oralidade
Resumo
GT 5 – JUVENTUDES E SEUS TERRITÓRIOS (URBANIDADES E RURALIDADES) UM OLHAR SOCIOLINGUÍSTICO SOBRE A VARIAÇÃO DIALETAL PRESENTE NAS FALAS DE ALUNOS DA EJA, EM UMA ESCOLA DO CAMPO NO NORDESTE DA BAHIA. Mestre em sociologia -UNIVASF, Neuropsicóloga, psicanalista, neuropsicopedagoga, psicopedagoga, Terapeuta cognitva comportamental, terapeuta integrativa, graduada em letras português/inglês – UPE, letras espanhol – UFPE, educação física – UNIVASF, pedagogia - FAC, graduanda em educação do campo -UNEB. email: andreiaestudos2020@gmail.com RESUMO Esta pesquisa visa descrever e analisar as variáveis dialetais, bem como quais os aspectos históricos que contribuíram para a formação da variedade dialetal dos alunos da EJA, que frequentam a Escola Estadual do Campo Integração Lagoa do Pires, Nordeste da Bahia. Realizar estudo teórico sobre as diversidades de lugares conhecidos por eles e como as peculiaridades linguística das localidades podem ter interferido na formação do dialeto local; elaborar uma coletânea de narrativas orais com professores, alunos e comunidade, sobre a apropriação da identidade frente aos mitos e crenças que os constituem enquanto sujeitos de suas falas. Para tanto contaremos com o arcabouço teórico de Lambert e Lamber (1966) Silva, Aguilera (2014); Botassini (2010); Marcuschi (2001) e Brasil (1999). Por meio da pesquisa qualitativa, narrativa e etnografia escolar, utilizando como instrumentos a entrevista semiestruturada, rodas de conversa e registro das narrativas das memórias dos participantes da pesquisa. Para tratamento dos dados, lançaremos mãos da análise interpretativa-compreensiva. Palavras-chave: Sociedade – Cultura – Variação – Dialeto - Oralidade 1. DESBRAVANDO A LÍNGUA E TRANSFORMAÇÕES O presente estudo foi dividido em quatro etapas: A primeira referiu-se ao estudo do histórico do povoado e da escola. A segunda consta sobre o estudo teórico das variáveis dialetais e do ALiB (Mapa Linguístico do Brasil). A terceira etapa foi o estudo prático com visita a escola e comunidade para investigar como estes falantes veem o seu dialeto, se percebem diferenças entre outros dialetos e registrar memórias do como cheguei até aqui, por meio das narrativas orais. A quarta etapa consistiu em selecionar e sistematizar as narrativas em uma coletânea dividida em duas partes, uma com a análise dos aspectos da genealogia do dialeto e a outra com o registro das memórias dos entrevistados. A educação no Brasil passa por uma série de questionamentos e discussões sobre currículo e programas, no entanto, quando se trata da conjuntura educacional no semiárido brasileiro assevera-se a inquietação, pois temos um sistema de reprodução colonialista em que se desconsidera as potencialidades destas regiões, e ainda fomenta o desconhecimento da convivência com o semiárido, estimulando o êxodo rural e o desinteresse dos educandos que vivem nestas áreas. A problemática em relação a desconstrução identitária e as variações dialetais torna-se mais latente quando nos referimos as escolas do campo, pois para estes que vivem nas zonas rurais se alarga a dificuldade formativa e os problemas em relação a reiteração de suas identidades e a variação linguística. Poucos são os estudos em relação a oralidade como instrumento para o processo de ensino aprendizagem nas aulas de língua portuguesa ofertadas aos alunos da EJA (Educação de Jovens e Adultos), por considerar que o foco da aprendizagem é a norma padrão da língua. Fator que infere negativamente quando se tratar de alunos da EJA e principalmente em escolas do Campo no Nordeste. A Constituição Federal de 1988 representa um marco histórico de conquista, em que a preservação da cultura, língua e identidade dos povos são direitos garantidos e reconhecidos na nova Carta Magna do país, além do uso do território e recursos nele existentes. (Brasil,1988) No Art. 205 Caput determina que “A Educação é um direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa”. No Inciso III do Art. 206, ressalta-se o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas. E no disposto do § 1º do Art. 215, assegura que o “Estado protegerá as manifestações das culturas populares.”. O nordeste apresenta o maior índice de migração para o sul e sudeste e do mesmo modo apresenta o maior índice de retorno para sua localidade; aspectos estes que alteram os dialetos da localidade, pois com o retorno dos migrantes estes trazem consigo novas marcas de linguagem que vão sendo incorporadas, produzindo um novo dialeto local. Além do fato de haver uma transformação linguística, encontramos heterogeneidade nas falas destes indivíduos que trazem consigo marcas das falas de sua mãe, sua avó e os parentes mais próximos. Conforme destacam Lambert e Lambert (1966), “Aquelas atitudes desenvolvidas em casa, no seio da família, ou através das primeiras experiências em grupo são particularmente importantes na formação da estrutura de um complexo de atitudes e resistem bastante a modificação”. Abordar as questões estruturantes de uma fala, traz a luz a necessidade de perceber que a fala não é apenas uma fala, ela é um coletivo idiossincrático do próprio falante. Segundo (BOTASSINI, 2010, p. 357) é muito relevante considerar as crenças e atitudes linguísticas, pois estas são marcas identitárias dos falantes e ao desvalorizar a variedade dialetal, também desvalorizamos a história deste falante. 2. OS ACHADOS Como resultado encontramos várias palavras que não faziam parte do vocabulário local e foram inserido à partir das idas e voltas de viagens por outros estados, mas principalmente São Paulo, bem como outras variações linguísticas ocasionadas apenas por mudanças de povoados, o que ressalta a importância dos idosos neste processo identitário da linguagem. 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS A pesquisa revela o quanto as variedades linguísticas podem retratar a trajetória de vida de seus falantes, e que há muita potência nas narrativas orais dos alunos da EJA nesta escola do Campo. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BOTASSINI, Jacqueline Ortelan Maia. Crençase Atitudes Linguísticas: um estudo dos róticos em coda silábica no norte do Paraná. 2013. 227f; Tese (Doutorado em estudos da Linguagem) -Universidade Estadual de Londrina, Londrina BRASIL, Congresso Nacional. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional LDBEN FREIRE, Paulo. Pedagogia da esperança: um reencontro com a Pedagogia do Oprimido. 15. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2008.
Título do Evento
II SIMPÓSIO INTERNACIONAL JUVENTUDES E EDUCAÇÃO - SINJUVE & XI SEMANA DE CIÊNCIAS SOCIAIS - UNIVASF
Cidade do Evento
Juazeiro
Título dos Anais do Evento
Dossiê Conjunto de Produções Acadêmicas da 2ª Edição do Simpósio Internacional sobre Juventudes e Educação e 11ª Edição da sSemana de Ciências Sociais/UNIVASF
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LIMA, ANDREIA DA CONCEIÇÃO DIAS DE. UM OLHAR SOCIOLINGUÍSTICO SOBRE A VARIAÇÃO DIALETAL PRESENTE NAS FALAS DE ALUNOS DA EJA, EM UMA ESCOLA DO CAMPO NO NORDESTE DA BAHIA... In: Dossiê Conjunto de Produções Acadêmicas da 2ª Edição do Simpósio Internacional sobre Juventudes e Educação e 11ª Edição da sSemana de Ciências Sociais/UNIVASF. Anais...Juazeiro(BA) Complexo Multieventos/UNIVASF, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sinjuve-semanaciso-univasf-554279/1183720-UM-OLHAR-SOCIOLINGUISTICO-SOBRE-A-VARIACAO-DIALETAL-PRESENTE-NAS-FALAS-DE-ALUNOS-DA-EJA-EM-UMA-ESCOLA-DO-CAMPO-. Acesso em: 31/08/2025

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