INTERVENÇÕES ARTÍSTICAS EM COMUNIDADES MARGINALIZADAS: A ARTE COMO FERRAMENTA POLÍTICA EM JUAZEIRO DA BAHIA

Publicado em 13/07/2025 - ISBN: 978-65-272-1588-2

Título do Trabalho
INTERVENÇÕES ARTÍSTICAS EM COMUNIDADES MARGINALIZADAS: A ARTE COMO FERRAMENTA POLÍTICA EM JUAZEIRO DA BAHIA
Autores
  • Bárbara Samira Costa Damasio
  • Maria Luiza Rodrigues Serafim
  • Mariany Vitória de Oliveira Rodrigues
  • Vanessa Carine Chaves
Modalidade
Resumo Expandido para Publicação em Anais
Área temática
GT 05 - Juventudes e seus territórios (urbanidades e ruralidades)
Data de Publicação
13/07/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sinjuve-semanaciso-univasf-554279/1181024-intervencoes-artisticas-em-comunidades-marginalizadas--a-arte-como-ferramenta-politica-em-juazeiro-da-bahia
ISBN
978-65-272-1588-2
Palavras-Chave
Arte, Política, Desigualdade, Juazeiro, Cultura
Resumo
Este projeto tem como objetivo principal investigar e evidenciar o papel das intervenções artísticas como instrumento de transformação social e resistência política em comunidades marginalizadas da cidade de Juazeiro, na Bahia. A pesquisa parte da compreensão de que a arte, além de expressar sentimentos e estética, também é um mecanismo potente de denúncia, conscientização e mobilização popular frente às desigualdades sociais, à exclusão e à violência estrutural que afetam historicamente as periferias urbanas. A partir de entrevistas com artistas locais, observações em campo e análise de produções culturais como grafites, músicas, danças, espetáculos teatrais e manifestações populares, o projeto busca compreender como essas expressões artísticas emergem de contextos de vulnerabilidade social e se transformam em instrumentos de luta política, identidade coletiva e empoderamento. Em Juazeiro, uma cidade marcada por contrastes sociais, culturais e econômicos, é possível perceber como as comunidades encontram na arte uma forma de resistência e visibilidade, criando narrativas próprias e alternativas aos discursos dominantes. Durante o desenvolvimento da pesquisa, foi possível identificar que diversas manifestações artísticas presentes nas comunidades de Juazeiro vão além do entretenimento, sendo verdadeiros gritos por justiça social. Coletivos de grafiteiros (como o artista Euri Mania) utilizam muros como telas para reivindicar direitos, denunciar o racismo, homenagear vítimas da violência e exaltar a cultura negra e nordestina. Grupos de teatro comunitário e rodas de poesia -feitas na Orla de Juazeiro, Lagoa do Calú e quadras poliesportivas da cidade - falam sobre machismo, homofobia, abandono do Estado e a realidade da periferia, despertando a consciência crítica da população, especialmente dos jovens. Músicos e compositores locais, por sua vez, usam o rap, o reggae, cordel e outros estilos populares para relatar a vida na comunidade e reivindicar melhorias. Além disso, o projeto reconhece o impacto emocional e simbólico dessas ações artísticas na vida das pessoas. Para muitos moradores - especialmente as crianças e os adolescentes - participar de atividades culturais é uma forma de se sentir pertencente, valorizado e ouvido. A arte funciona, assim, como uma ferramenta de cura coletiva, resgate da autoestima e fortalecimento dos laços comunitários. Ela transforma espaços antes invisibilizados em territórios de criação e resistência, abrindo caminhos para o diálogo, a educação e a cidadania. O estudo também aponta para a importância de políticas públicas de incentivo à cultura, sobretudo em regiões periféricas, onde o acesso a equipamentos culturais e a financiamento artístico ainda é muito limitado. Apoiar esses movimentos é fundamental para garantir o direito à cultura e fortalecer a democracia, reconhecendo a arte como uma linguagem legítima de participação política e social, superando o estereótipo que "fazer política" é somente possível para homens brancos, cis-heteros, de classe alta, vestindo terno e gravata. Concluímos, portanto, que em Juazeiro da Bahia, as intervenções artísticas em comunidades marginalizadas são muito mais do que expressões culturais: elas representam vozes que se recusam a ser silenciadas. São formas de resistência que reivindicam dignidade, justiça e transformação. A arte periférica juazeirense, nesse contexto, se configura como uma poderosa ferramenta política de denúncia, mobilização e mudança social.
Título do Evento
II SIMPÓSIO INTERNACIONAL JUVENTUDES E EDUCAÇÃO - SINJUVE & XI SEMANA DE CIÊNCIAS SOCIAIS - UNIVASF
Cidade do Evento
Juazeiro
Título dos Anais do Evento
Dossiê Conjunto de Produções Acadêmicas da 2ª Edição do Simpósio Internacional sobre Juventudes e Educação e 11ª Edição da sSemana de Ciências Sociais/UNIVASF
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

DAMASIO, Bárbara Samira Costa et al.. INTERVENÇÕES ARTÍSTICAS EM COMUNIDADES MARGINALIZADAS: A ARTE COMO FERRAMENTA POLÍTICA EM JUAZEIRO DA BAHIA.. In: Dossiê Conjunto de Produções Acadêmicas da 2ª Edição do Simpósio Internacional sobre Juventudes e Educação e 11ª Edição da sSemana de Ciências Sociais/UNIVASF. Anais...Juazeiro(BA) Complexo Multieventos/UNIVASF, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sinjuve-semanaciso-univasf-554279/1181024-INTERVENCOES-ARTISTICAS-EM-COMUNIDADES-MARGINALIZADAS--A-ARTE-COMO-FERRAMENTA-POLITICA-EM-JUAZEIRO-DA-BAHIA. Acesso em: 31/08/2025

Trabalho

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