FORMAÇÃO DOCENTE INICIAL INTERROGADA PELA CURRICULARIZAÇÃO DA EXTENSÃO

Publicado em 13/07/2025 - ISBN: 978-65-272-1588-2

Título do Trabalho
FORMAÇÃO DOCENTE INICIAL INTERROGADA PELA CURRICULARIZAÇÃO DA EXTENSÃO
Autores
  • Ana Lúcia Gomes da Silva
  • Daniela Santos Reis
  • SOFIA CAMILE OLIVEIRA MOTA
Modalidade
Resumo Expandido para Publicação em Anais
Área temática
GT 11 - Experiência pedagógica, formação docente, contemporaneidade e tecnologias
Data de Publicação
13/07/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sinjuve-semanaciso-univasf-554279/1180844-formacao-docente-inicial-interrogada-pela-curricularizacao-da-extensao
ISBN
978-65-272-1588-2
Palavras-Chave
Curricularização da extensão. Formação docente inicial. Cartografia. Curso de Letras Uneb.
Resumo
A curricularização da extensão é um tema relevante na formação docente inicial, pois busca integrar a extensão universitária ao currículo dos cursos de graduação de modo a articular o ensino com/como pesquisa e a extensão. Essa integração pode ter implicações significativas para a formação dos futuros docentes exigindo um redesenho didático mais interdisciplinar e em diálogo com os desafios da contemporaneidade. O objetivo central é apresentar a contextualização da curricularização na UNEB, demarcando seu marco legal, e implantação, cartografando os movimentos e desafios de sua integração na formação docente. Como método adota a cartografia inspirada na filosofia da diferença (Deleuze e Guattari, (1995) apontando para uma prática formacional rizomática que integra a vida e a sociedade aos cursos de graduação, exigindo novas estratégias didático-metodológicas e interdisciplinares, advogando uma formação docente inicial que responda e corresponda às exigências contemporâneas. Como resultados parciais as pistas emergentes apontam a interface com as tecnologias a favor das aprendizagens cujo acompanhamento do processo formativo exige instrumentos de avaliação multimodais, e do digital em rede favorece a autoria e engajamento dos/das futuros docentes. Palavras-chave: Curricularização da extensão. Formação docente inicial. Cartografia. Curso de Letras Uneb. 1. INTRODUÇÃO A relevância social, cultural e histórica do tema torna-se evidente ao se considerar que a extensão universitária desempenha um papel fundamental na construção de uma universidade pública que atue em consonância com as necessidades da comunidade. Como afirma Giroux (2011), a extensão vai além da simples prestação de serviços, pois promove uma relação dialógica entre sociedade e universidade. Neste texto o objetivo central é apresentar a contextualização da curricularização na Universidade do Estado da Bahia – UNEB, demarcando seu marco legal, e implantação, cartografando os movimentos e desafios de sua integração na formação docente. Como método adota a cartografia inspirada na filosofia da diferença (Deleuze e Guattari) e como dispositivo de pesquisa, utiliza a pesquisa documental e bibliográfica na interface com o diário de pesquisa. A Resolução nº 7/2018 do CNE/CESA estabelece que a extensão deve ser incorporada de maneira indissociável ao currículo. No âmbito da UNEB, a Resolução nº 2.018/2019 detalha que a curricularização da extensão deve ser implementada nos cursos da instituição, estabelecendo diretrizes claras para a estruturação de projetos extensionistas e para a integração dessas atividades aos currículos acadêmicos. O texto foi desenvolvido em duas pistas. Na pista 1 apresentamos a contextualização da curricularização na UNEB, demarcando seu marco legal, e sua implantação. Na pista 2 cartografamos os movimentos e desafios de sua integração na formação docente curricularizada nos cursos de Letras, do Departamento de Ciências Humanas, IV da UNEB, buscando compreender as implicações dessa prática na formação dos estudantes e na interação com a sociedade e as comunidades locais, através da Oficina formativa sobre Revisão sistemática da pesquisa. BREVE MARCO LEGAL DA IMPLANTAÇÃO DA CURRICULARIZAÇÃO NA UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB A UNEB, ao adotar essa prática, não apenas cumpre as exigências legais estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação (Lei nº 13.005/2014), mas também reforça sua missão de promover o desenvolvimento humano integral e a justiça social. A abordagem cartográfica, conforme discutido por autores como Deleuze e Guattari (1995), oferece uma base teórica potente para analisar a curricularização da extensão nos cursos de Letras . Deleuze e Guattari (1995) afirmam que “a cartografia não reproduz o real, ela o constrói” (p. 26), o que implica práticas acadêmicas como a extensão, não meramente descritiva, mas participativa, influenciando e transformando os territórios de saber que intersecciona. Vista sob essa ótica, não apenas reflete a realidade social e acadêmica, mas contribui ativamente para sua reconfiguração, ampliando os limites da educação formal. Destacamos a importância da indissociabilidade entre universidade, sociedade e educação básica. A prática extensionista não além de expandir o ensino e a pesquisa, ressignifica as relações de poder no processo educacional e do conhecimento, transformando a formação dos/das estudantes nos territórios de atuação da universidade. 2. Resultados parciais A oficina sobre revisão sistemática, conduzida pela professora Tâmara Trindade, teve como objetivo apresentar aos participantes os principais tipos de revisão da literatura científica, suas metodologias e aplicações como elemento catalisador da formação docente inicial na articulação da curricularização de maneira indissociável ao currículo, contribuindo para a qualificação acadêmica dos estudantes, para a formação de rede e ações integradas à pós-graduação e aos grupos de pesquisa. Iniciou-se com uma exposição teórica que diferenciou a revisão bibliográfica, mais ampla e descritiva, da revisão sistemática. Também foram abordadas outras modalidades, como a revisão integrativa e a revisão de escopo. Os participantes realizaram uma atividade prática, aplicando os passos da revisão sistemática: definição da pergunta de pesquisa, escolha de descritores, seleção de bases de dados (como BVS, SciELO, PubMed e ERIC) e análise de critérios de inclusão e exclusão. Ferramentas como Mendeley e Rayyan também foram apresentadas para auxiliar no processo. Os resultados da avaliação da oficina revelaram elevado interesse com 115 inscritos e na avaliação final destacaram a alta satisfação: 78,9% classificaram a formação como excelente e 21,1% como ótima. Os perfis dos participantes foi marcado pela diversidade de gênero, com predominância feminina, e racial, com maioria de pessoas pretas e pardas. Em termos de escolaridade, a maioria tinha ensino superior completo, seguido por mestrado e pós-graduação lato sensu. A oficina se destacou por integrar teoria e prática, promovendo o acesso inclusivo ao conhecimento científico e contribuindo para a formação ética e crítica de novos/as pesquisadores/as. 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao apresentar a contextualização da curricularização interrogada na UNEB além de mostrar como a instituição aproxima-se das comunidades locais, contribuindo para a produção de conhecimento - que reflete as dinâmicas sociais e econômicas das regiões onde atua - , demostra uma prática formacional rizomática que integra a vida e a sociedade aos cursos de graduação, de modo que exige novas estratégias didático-metodológicas e interdisciplinares, suscitando uma formação docente inicial que responda às exigências contemporâneas. A busca e saberes dentro e fora da universidade co-relacionam-se ao método cartográfico proposta por Deleuze e Guattari (1995), que é sempre um "movimento em devir" (p.32), refletindo as contínuas transformações do campo educacional e social.
Título do Evento
II SIMPÓSIO INTERNACIONAL JUVENTUDES E EDUCAÇÃO - SINJUVE & XI SEMANA DE CIÊNCIAS SOCIAIS - UNIVASF
Cidade do Evento
Juazeiro
Título dos Anais do Evento
Dossiê Conjunto de Produções Acadêmicas da 2ª Edição do Simpósio Internacional sobre Juventudes e Educação e 11ª Edição da sSemana de Ciências Sociais/UNIVASF
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Ana Lúcia Gomes da; REIS, Daniela Santos; MOTA, SOFIA CAMILE OLIVEIRA. FORMAÇÃO DOCENTE INICIAL INTERROGADA PELA CURRICULARIZAÇÃO DA EXTENSÃO.. In: Dossiê Conjunto de Produções Acadêmicas da 2ª Edição do Simpósio Internacional sobre Juventudes e Educação e 11ª Edição da sSemana de Ciências Sociais/UNIVASF. Anais...Juazeiro(BA) Complexo Multieventos/UNIVASF, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sinjuve-semanaciso-univasf-554279/1180844-FORMACAO-DOCENTE-INICIAL-INTERROGADA-PELA-CURRICULARIZACAO-DA-EXTENSAO. Acesso em: 31/08/2025

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