ESTUDO DE CASO: EDUCAÇÃO ESPECIAL

Publicado em 24/12/2025 - ISBN: 978-65-272-2063-3

Título do Trabalho
ESTUDO DE CASO: EDUCAÇÃO ESPECIAL
Autores
  • Viviane Arcanjo Silva
Modalidade
Estudo de Caso
Área temática
Educação
Data de Publicação
24/12/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/seminario-de-gestao-escolar-para-a-educacao-especial-na-perspectiva-inclusiva-segeeei-638429/1426263-estudo-de-caso--educacao-especial
ISBN
978-65-272-2063-3
Palavras-Chave
Educação Especial, TEA, Acessibilidade.
Resumo
1) DESCRIÇÃO DA CRIANÇA Nome fictício: João Henrique Idade: 9 anos Ano/Série: 3º ano do Ensino Fundamental I Turno: Matutino Condição: Transtorno do Espectro Autista (TEA), com laudo médico emitido por neuropediatra. Características específicas: João apresenta boa comunicação verbal, porém dificuldade em compreender ironias e mudanças de rotina. Demonstra hipersensibilidade a sons altos e a ambientes muito movimentados. Possui facilidade em raciocínio lógico, memória visual e identificação de padrões. Acompanhamentos externos: Fonoaudióloga e terapeuta ocupacional. Uso de medicamentos: Sim, sob orientação médica. Atendimento educacional especializado (AEE): Frequenta a sala de recursos multifuncionais duas vezes por semana, no turno oposto. Preferências: Gosta de desenhar, montar blocos de construção e observar mapas. Dificuldades: Não gosta de barulho, multidões ou de ser interrompido em suas atividades. Queixas e características observadas: Professores: relatam que João se desorganiza quando há mudança de rotina e, às vezes, isola-se dos colegas. Apresenta resistência em participar de atividades em grupo e dificuldade de concentração em tarefas longas. Família: relata que em casa ele demonstra interesse por tecnologia, mas tem dificuldade em expressar emoções. Criança: verbaliza que “prefere fazer as coisas sozinho” e sente-se desconfortável quando o ambiente é muito barulhento. 2) BARREIRAS IDENTIFICADAS Dificuldade de interação social - Atitudinal Descrição: Alguns colegas evitam brincar com João por não compreenderem suas reações. Sensibilidade a ruídos - Arquitetônica e Ambiental Descrição: A sala é próxima ao pátio, o que gera distrações e desconforto com o barulho. Resistência a mudanças de rotina - Metodológica Descrição: A rotina escolar nem sempre é previsível ou visualmente organizada. Dificuldade de concentração prolongada - Instrumental e Metodológica Descrição: falta de materiais adaptados e estratégias visuais para foco e acompanhamento. Dependência de apoio em atividades de grupo - Atitudinal e Metodológica Descrição: Falta de sensibilização dos pares e de mediações planejadas. 3) POTENCIAIS E DEMANDAS DE APOIO Potenciais: Excelente memória visual e auditiva. Interesse por temas de geografia e tecnologia. Habilidade em resolver desafios lógicos e de montar estruturas complexas. Demandas de apoio: Rotina estruturada e previsível. Materiais visuais de apoio (quadros de rotina, pictogramas). Ambiente mais tranquilo e com redução de estímulos sensoriais. Acompanhamento contínuo da sala de recursos e trabalho colaborativo entre professores. 4) AÇÕES POSSÍVEIS E METAS Falta de compreensão dos colegas: Promover rodas de conversa e projetos de inclusão (como o “Dia da Amizade”) para estimular empatia - Imediato (1 mês) - Contribui para reduzir barreiras atitudinais, requer apoio da equipe pedagógica e materiais simples de sensibilização. Ambiente ruidoso: Reorganizar o espaço da turma, posicionando João longe da janela e do pátio - Imediato - Diminui a sobrecarga sensorial; sem custos adicionais. Ausência de rotina visual criar painéis de rotina e antecipação de atividades com pictogramas - Médio prazo (6 meses) - Favorece a autonomia e segurança da criança; requer impressões coloridas e apoio do AEE. Falta de recursos pedagógicos adaptados implementar uso de fichas de tarefas curtas, jogos educativos digitais e pausas estruturadas Médio prazo - Melhora a atenção e a motivação; Uso de tablets escolares e softwares gratuitos. Falta de articulação entre AEE e professores regentes criar encontros bimestrais de estudo de caso e planejamento conjunto - Longo prazo (1 ano) - Garante continuidade pedagógica e melhor acompanhamento; requer horário de formação e apoio da gestão. 5) CONCLUSÃO O caso de João Henrique evidencia que a inclusão efetiva depende tanto da eliminação de barreiras físicas e metodológicas quanto da transformação das atitudes da comunidade escolar. A atuação integrada entre professores, AEE, família e gestão é essencial para promover um ambiente realmente acolhedor, garantindo ao estudante o direito de aprender e se desenvolver plenamente.
Título do Evento
Seminário de Gestão Escolar para a Educação Especial na Perspectiva Inclusiva - SEGEEI
Cidade do Evento
Diamantina
Título dos Anais do Evento
Anais do Seminário de Gestão Escolar para a Educação Especial na Perspectiva Inclusiva (SEGEEI)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Viviane Arcanjo. ESTUDO DE CASO: EDUCAÇÃO ESPECIAL.. In: Anais do Seminário de Gestão Escolar para a Educação Especial na Perspectiva Inclusiva (SEGEEI). Anais...Diamantina(MG) UFVJM, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/seminario-de-gestao-escolar-para-a-educacao-especial-na-perspectiva-inclusiva-segeeei-638429/1426263-ESTUDO-DE-CASO--EDUCACAO-ESPECIAL. Acesso em: 11/06/2026

Trabalho

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