TAXA DE MORTALIDADE NEONATAL POR DOENÇAS RESPIRATÓRIAS POR REGIÕES DO BRASIL DE 2012 A 2021

Publicado em 19/02/2025 - ISSN: 2675-8563

Título do Trabalho
TAXA DE MORTALIDADE NEONATAL POR DOENÇAS RESPIRATÓRIAS POR REGIÕES DO BRASIL DE 2012 A 2021
Autores
  • Alessandra Sauan Do Espirito Santo Cardo
  • Arthur José da Silva Gatto
  • Bruna Rocha da Silva
  • Maria Clara Alves da Silva
  • Lívia Beatriz da Silva Bandeira
  • Thainara Silvestre Pereira Nunes
Modalidade
PESQUISAS CIENTÍFICAS - aquelas que são fruto de pesquisa empírica dentro dos parâmetros do método científico.
Área temática
CUIDADO E HUMANIZAÇÃO EM SAÚDE - Cuidado em saúde transcende a realização de técnicas e aspectos físicos, contempla a compreensão do conceito ampliado de saúde, e envolve uma interação afetiva que respeita, acolhe e considera a diversidade da existência humana. Nesse contexto, a humanização significa dialogar com a singularidade de cada pessoa, reconhecendo suas crenças e valores, compartilhando assim um ambiente de cuidado implicado com a realidade, com as políticas públicas e com a necessidade dos coletivos que vivem nos territórios.
Data de Publicação
19/02/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/scunifasefmp2024/946758-taxa-de-mortalidade-neonatal-por-doencas-respiratorias-por-regioes-do-brasil-de-2012-a-2021
ISSN
2675-8563
Palavras-Chave
Mortalidade Neonatal, Doenças Respiratórias
Resumo
No Brasil, ainda há o desafio de diminuir a taxa de mortalidade neonatal (nascidos vivos até 28 dias), sendo que a taxa de mortalidade neonatal precoce (nascidos vivos com até 7 dias de vida) representa ainda 60% a 70% da mortalidade infantil no país. De acordo com o Ministério da Saúde (2015), “as doenças respiratórias são o primeiro motivo de consulta em ambulatórios e serviços de urgência, o que demanda capacitação das equipes de saúde para uma atenção qualificada, com continuidade da assistência até a resolução completa dos problemas, evitando-se a internação hospitalar desnecessária.” Nesse viés, foi realizado uma pesquisa de abordagem quantitativa e descritiva, com o objetivo de determinar o coeficiente de mortalidade neonatal por doenças respiratórias por regiões do Brasil, no período entre 2012 e 2021, um corte histórico de 10 anos, utilizando a fórmula “Taxa de mortalidade neonatal por doenças respiratórias = número de óbitos de menores de 28 dias por doenças respiratórias/número de nascido vivos X 100.000”, utilizando dados secundários na plataforma do DATASUS, com o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), e o Sistema de Informação de Nascidos Vivos (SINASC), distribuídos segundo regiões do Brasil, onde foram obtidos os seguintes dados: Houve 859 mortes neonatais por doenças respiratórias para 28.789.402 nascidos vivos no Brasil entre 2012 e 2021. Nesta pesquisa, evidenciamos que a Região Norte do Brasil está em destaque com maior taxa, com ênfase no ano de 2013, onde a taxa foi de 9,3 óbitos neonatais, o maior pico da série. No ano de 2021, apesar da queda na série histórica, a região Norte se manteve mais elevada que a média do país, com 4,8 óbitos neonatais, 3 a mais que a média nacional. Identificamos também, que a taxa de mortalidade neonatal por doenças respiratórias, teve um declínio na média total do país em sua série histórica. Porém, apesar do declínio, a taxa ainda se encontra estável em aproximadamente 2 mortes a cada 100 mil nascidos vivos no ano de 2021. Segundo o Ministério da Saúde (2015), as queimadas favorecem a intensa produção de poluentes atmosféricos na Região Norte, apresentando-se como um fator de risco para o desenvolvimento de doenças respiratórias, aumentando a procura por atendimento em serviços de saúde. A partir de um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com o Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), em 2019, viver em uma cidade próxima aos focos de incêndio aumenta em 36% o risco de se internar por problemas respiratórios. Ainda, cinco em cada nove estados da região da Amazônia Legal houve aumento na morte de crianças hospitalizadas por complicações respiratórias, como é o caso de Rondônia. A maior parte dos óbitos por doenças respiratórias usadas como base para a pesquisa são consideráveis evitáveis, o que gera uma perspectiva preocupante, já que apesar dos avanços tecnológicos e acessibilidade aos serviços de saúde, uma grade parte da população do norte do país ainda possui carência na saúde pública. E, por isso ainda ocorrem óbitos, os quais poderiam não ocorrer, por falta de acesso, equipamento, medicamentos e orientação. Assim, diante do exposto, é notório a necessidade de maior investimento, principalmente na região norte, que se mostra mais vulnerável, em área de saúde materno-infantil, para assim, com a ampliação da Rede de Atenção Materna, Neonatal e Infantil – a Rede Cegonha (2011), a mortalidade neonatal por complicações respiratórias evitáveis seja enfrentada eficazmente. As diferenças entre as regiões mostram a importância de ações que envolvam a capacitação contínua dos profissionais de saúde e a melhoria da infraestrutura, garantindo que todos tenham acesso a equipamentos e medicamentos essenciais. Além disso, é fundamental desenvolver estratégias para enfrentar os impactos ambientais, como a poluição causada pelas queimadas, que são um fator de risco para a saúde dos recém-nascidos. Assim, somente com uma abordagem completa, que considere os aspectos clínicos, sociais e ambientais, será possível garantir um começo de vida mais seguro e saudável para todos os bebês, reduzindo significativamente a mortalidade neonatal por doenças respiratórias no Brasil.
Título do Evento
XXX Semana Científica UNIFASE/FMP
Cidade do Evento
Petrópolis
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana Científica
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CARDO, Alessandra Sauan Do Espirito Santo et al.. TAXA DE MORTALIDADE NEONATAL POR DOENÇAS RESPIRATÓRIAS POR REGIÕES DO BRASIL DE 2012 A 2021.. In: Anais da Semana Científica. Anais...Petrópolis(RJ) UNIFASE/FMP, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/SCUNIFASEFMP2024/946758-TAXA-DE-MORTALIDADE-NEONATAL-POR-DOENCAS-RESPIRATORIAS-POR-REGIOES-DO-BRASIL-DE-2012-A-2021. Acesso em: 17/05/2026

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