PRÁTICAS DECOLONIAIS NO JORNALISMO: SUPERANDO A COLONIALIDADE DO NOTICIAR

Publicado em 10/03/2025 - ISBN: 978-65-272-1241-6

Título do Trabalho
PRÁTICAS DECOLONIAIS NO JORNALISMO: SUPERANDO A COLONIALIDADE DO NOTICIAR
Autores
  • Vanessa Martina-Silva
  • Alexandre Barbosa
Modalidade
Minicurso
Área temática
Arte e Pensamento na América Latina
Data de Publicação
10/03/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/pensar-e-repensar/881033-praticas-decoloniais-no-jornalismo--superando-a-colonialidade-do-noticiar
ISBN
978-65-272-1241-6
Palavras-Chave
Jornalismo Decolonial; Colonialidade do Poder; Comunicação Latino-Americana; Critérios de Noticiabilidade; teorias da comunicação; teorias do jornalismo; colonialidade do poder; decolonialidade
Resumo
OBJETIVO O minicurso “Práticas Decoloniais no Jornalismo: Superando a Colonialidade do Noticiar” pretende fornecer aos participantes uma compreensão da colonialidade do noticiar. Sua estrutura está fundamentada tendo como fundamento as elaborações sobre a colonialidade do poder, as teorias do jornalismo a partir da ótica latino-americana e os debates em torno de um fazer jornalístico decolonial. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: O conceito de colonialidade do poder compreende que as estruturas desenvolvidas durante a dominação das sociedades coloniais seguem em operação mesmo após os processos de independência das antigas colônias, com destaque, sobretudo, para a América Latina. A colonialidade estabeleceu padrões globais praticamente incontestáveis (DUSSEL, 2005; QUIJANO, 2014; SEGATO, 2018). Na economia, o capitalismo tornou-se o modelo dominante; na política, prevalece o modelo republicano representativo democrático; na religião, apenas variantes do cristianismo são aceitas; na epistemologia, o pensamento racional moderno é considerado o único meio e fim do conhecimento; e no âmbito linguístico, apenas as línguas derivadas do latim e do grego são vistas como capazes de expressar o conhecimento verdadeiro e válido (GARCÉS, 2007, p. 218) A invenção de raça e, consequentemente, do racismo é central neste processo, por permitir às sociedades centrais estabelecerem um processo consistente de exploração humana e de recursos naturais ao longo de seis séculos. De acordo com Aníbal Quijano, a ideia de raça vem sendo usada desde a Conquista da América para distribuir a população mundial em níveis, estruturas e papéis na definição de poder da sociedade. Ele aponta que “a ideia de raça é, com toda certeza, o mais eficaz instrumento de dominação social inventado nos últimos 500 anos”. ([1998]/2014, p. 141). A raça branca dos dominadores europeus foi contraposta pelas “raças de cor” dos dominados não-europeus. Assim, a escala gradativa que vai do “branco” às demais “cores” se tornou uma gradação entre o superior e o inferior na classificação social “racial”. (QUIJANO, 2017, p. 120). Surgida na Europa e criada por brancos, a modernidade – e todos os processos dela decorrentes, como o capitalismo – se tornou o destino manifesto da civilização humana, servindo como régua para valor nações e povos e a eles impingir os valores e os saberes eurocêntricos como sendo os únicos válidos para todas as sociedades. Dela, foram excluídas as organizações sociais, os saberes tradicionais e qualquer modo de vida diverso do padrão branco-Europeu, ou seja, a modernidade provocou epistemicídio e etnocídio de tudo que diferisse de si. O jornalismo, como compreendido tradicionalmente, descende diretamente da modernidade, é seu filho pródigo. Acontece que, a partir das marcas da colonialidade, o fazer jornalístico reforça as hierarquias eurocêntricas, perpetua narrativas da branquitude, marginaliza e silencia vozes e práticas historicamente desenvolvidas nos países do Sul Global, que outrora foram os colonizados e subjugados. Esse processo, Vanessa Martina-Silva classifica como colonialidade do noticiar (2023). Assim, a América Latina é silenciada e tem negado o direito à Comunicação. As maiores vítimas desse processo são as mulheres e a população negra e ameríndia, que são privadas desse importante instrumento de leitura da realidade e de construção das narrativas históricas. Catherine Walsh traz um importante registro neste sentido: Vilma Almendra nos conta que sus papás decían que “los conocimientos surgían de la convivencia con la naturaleza; que la ‘comunicación’ con los espíritus era fundamental para la vida.” De allí, de las prácticas comunicativas propias, viene la palabrandar que Vilma llama la “comunicación otra”. “Otra” por ser concebida desde la diferencia y desde la descolonización de la comunicación dominante impuesta desde la conquista. [La “comunicación” como] herramienta clave para secuestrar, mutilar, torturar y hasta cercenar nuestras culturas […], la mercantilización de la palabra, la folklorización de nuestras acciones, la civilización de nuestros pensamientos, la modernización de nuestras organizaciones y muchas otras precisamente para que nos ajustemos al modelo económico, para que quepamos en el Estado que ellos impusieron, para que nos den un puesto en el congreso y para que podamos presentarnos a través de los medios masivos. La “comunicación” que nos acepta en sus esferas, tiene que ser la que a ellos les conviene, les sirve, les legitima (Almendra, en prensa). (2016, p. 50-51). A consequência desse processo é a colonialidade do noticiar, fruto de uma prática comunicacional que se mostra incapaz de comunicar, de garantir à maior parte da população o direito humano à comunicação. Essas práticas funcionam, estruturalmente, como um elo importante para a manutenção da colonialidade do poder com suas categorias de subordinação de maiorias sociais à manutenção do privilégio de minorias, tal como ocorre desde a Conquista e cujas estruturas de poder e subjugação se mantém inalteradas desde então. A notícia é, então, uma mercadoria a mais, com apelos estéticos, emocionais e sensacionais, criada com o objetivo de vender jornais, revistas e anúncios. “As empresas jornalísticas são empresas capitalistas, que adotam o modo de produção capitalista e isso independe do tamanho delas”. (BARBOSA, 2023, p. 39). No meio desse processo, a América Latina se destaca com seu papel solitário, reportada por agências de notícias localizadas em grandes centros urbanos europeus ou estadunidenses . Assim, Seja por rotinas produtivas com consciente viés ideológico provocado pelas empresas jornalísticas ou porque os jornalistas, dentro do processo industrial de produção de notícias, recorrem, também eles, ao senso comum que privilegia os sistemas mais poderosos, a indústria jornalística é mais um dente da engrenagem da hegemonia capitalista e da perversidade colonial que excluem dos meios de comunicação o conjunto da história da cultura da América Latina. (BARBOSA, 2023, p. 47). O desafio que se coloca para a América Latina é decolonizar a atividade jornalística para que esta deixe de ser um instrumento da colonialidade capitalista moderna e se torne um instrumento de libertação. Dennis Oliveira chama esse processo de jornalismo emancipatório: Não se trata de um jornalismo para propagandear palavras de ordem ou para disseminar determinados textos ideológicos, mas sim de assumir um posicionamento em um processo de construção coletiva de emancipação. (2017, p. 202) A partir dos estudos de pós-doutorado de Oliveira (2017) e Barbosa (2023), temos que o jornalismo para ser decolonial ou emancipatório deve ter uma posição aberta contra as opressões, ir além das práticas de denúncia, sendo capaz de expressar empatia com as pessoas submetidas às diversas formas de opressão. “[…] É uma prática jornalística que constrói um olhar crítico de personagens, cotidiano e ambiente, buscando deslocá-los da sua funcionalidade e reposicioná-los dentro de uma perspectiva estrutural”. (OLIVEIRA, 2017, p. 203). Para uma prática decolonial, é preciso que jornalistas se atentem aos critérios utilizados para selecionar o que é notícia, quais as fontes serão consultadas, como o texto será construído e qual será a linguagem e o tom utilizados. Também é necessário que sejam adotados critérios de noticiabilidade decoloniais. Os critérios de noticiabilidade, numa teoria latino-americana e decolonial de jornalismo (BARBOSA, 2022) são: adotar o conceito de América Latina a partir da identidade histórica e geopolítica e não fronteiriço ou linguístico; dar prioridade para fontes e autores que amplifiquem as vozes dos latino-americanos, historicamente silenciados, como negras, negros e indígenas e, consequentemente, priorizar, como valor-notícia, os elementos da cultura popular latino-americana. (BARBOSA, 2023, p. 89). O comunicador cubano José Ignacio López Vigil, coordenador do coletivo Radialistas Apaixonadas e Apaixonados, com sede em Quito, no Equador, ao sintetizar como deve ser uma verdadeira comunicação indígena, deixa também o ensinamento do que jornalistas e comunicadores com horizonte decolonial devem ter em mente ao escrever suas histórias, registros e notícias: – La primera misión sagrada de un medió de comunicación es devolverle la palabra robada y desangrada a nuestros hermanos y hermanas. Me refiero a la palabra pública. Los derechos no se suplican ni se mendigan. ¡Se ejercen! ¡Tenemos que descolonizar la palabra! – grita López Vigil ante un público que celebra con aplausos. (ANDRADA, 2019) JUSTIFICATIVA: Essa formação tem como base os estudos dos jornalistas Vanessa Martina-Silva, a partir da sua dissertação de mestrado defendida no Prolam (USP), e dos estudos de pós-doutorado de Alexandre Barbosa, realizado na Unesp. Esta proposta pretende incentivar uma reflexão crítica sobre o papel do jornalismo na manutenção ou contestação das estruturas de poder e levar à construção de uma prática jornalística mais inclusiva e representativa das diversas vozes e perspectivas da América Latina. Este minicurso propõe, portanto, uma reflexão crítica sobre as teorias da colonialidade do poder e do noticiar aplicadas ao jornalismo na América Latina. Será explorada a forma como as estruturas de poder coloniais continuam a influenciar as práticas jornalísticas contemporâneas. EIXOS TEMÁTICOS: O curso abordará conceitos de modernidade, epistemicídio, critérios de noticiabilidade e solidão da América Latina, oferecendo uma perspectiva decolonial para a prática jornalística. Será analisada a construção histórica e social da narrativa jornalística e sua relação com as estruturas de poder, visando proporcionar uma visão crítica e com potencial transformador da comunicação na região. Durante a formação, serão trabalhados os seguintes eixos: - Definição e conceitos fundamentais: Entendimento das bases teóricas da colonialidade do poder. - Estrutura e funcionamento da colonialidade do noticiar: investigação de como a colonialidade se manifesta no jornalismo. - Estudos de caso na América Latina: Exemplos concretos de práticas jornalísticas que refletem a colonialidade do noticiar. - Como praticar um jornalismo decolonial? Apresentação dos critérios decoloniais e latino-americanos de seleção e construção de notícias. A metodologia do minicurso será embasada em ferramentas de análise crítica e será organizada em aulas expositivas; discussão e estudos de caso e reflexões em torno de um fazer jornalístico decolonial. RELACIONAMENTO COM O EIXO TEMÁTICO "ARTE E PENSAMENTO NA AMÉRICA LATINA": A proposta deste minicurso está intrinsecamente relacionada ao eixo temático "Arte e Pensamento na América Latina". As abordagens interdisciplinares intrínsecas a esta discussão conectam as práticas jornalísticas com as teorias em torno da colonialidade do poder, do saber e do ser, bem como com os debates mais recentes sobre abordagens decoloniais, temas intrinsecamente relacionados com a elaboração intelectual latino-americana das últimas décadas. RESULTADOS ESPERADOS: Como resultados, esperamos promover a reflexão crítica do jornalismo e suas práticas, seja no cotidiano de redações, seja no consumo de notícias e informações produzidas pela indústria jornalística. Ao término das atividades, os participantes devem saber identificar os padrões da colonialidade do noticiar ao mesmo tempo em que serão capazes de pensar em caminhos e abordagens alternativas no sentido de promover um jornalismo decolonial. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ANDRADA, Damian. Kausachun: la comunicación como herramienta de los pueblos indígenas - IWGIA. Iwgia, 13 nov. 2019. 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Título do Evento
IV Simpósio Internacional Pensar e Repensar a América Latina II Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina
Cidade do Evento
São Paulo
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio Internacional Pensar e Repensar a América Latina e do Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
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MARTINA-SILVA, Vanessa; BARBOSA, Alexandre. PRÁTICAS DECOLONIAIS NO JORNALISMO: SUPERANDO A COLONIALIDADE DO NOTICIAR.. In: Anais do simpósio internacional pensar e repensar a América Latina e do congresso internacional pensamento e pesquisa sobre a América Latina. Anais...Sao Paulo(SP) Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/pensar-e-repensar/881033-PRATICAS-DECOLONIAIS-NO-JORNALISMO--SUPERANDO-A-COLONIALIDADE-DO-NOTICIAR. Acesso em: 31/08/2025

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