“ESCRITURAS E VOZES SUBLEVANTES – POLÍTICAS DE NARRAÇÃO NA AMÉRICA LATINA ATUAL”

Publicado em 10/03/2025 - ISBN: 978-65-272-1241-6

Título do Trabalho
“ESCRITURAS E VOZES SUBLEVANTES – POLÍTICAS DE NARRAÇÃO NA AMÉRICA LATINA ATUAL”
Autores
  • eguimar felício chaveiro
  • Elissa Da Costa Mattos
  • John Carlos Alves Ribeiro
  • Ricardo Junior de Assis Fernandes Gonçalves
Modalidade
Seminário de Pesquisa
Área temática
Dimensões históricas da América Latina
Data de Publicação
10/03/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/pensar-e-repensar/880913-escrituras-e-vozes-sublevantes--politicas-de-narracao-na-america-latina-atual
ISBN
978-65-272-1241-6
Palavras-Chave
contracolonial, autoetnografia, narrativas sublevantes, escrileituras, contra-hegemônica
Resumo
A América Latina, no atual período, vê a palavra escrita explodir, sublevar, procurar vias e veias de libertação. Junto a essa explosão, percebe-se uma disseminação de novos gêneros e estilos na literatura, nas místicas de movimentos sociais, de ativistas culturais e, inclusive, no pensamento anticolonial. A ideia de Carboni e Maestri (2003), para os quais toda mudança social implica em mudanças da linguagem - e todas mudanças de linguagem implicam em mudanças sociais, são formas e conteúdos da escrevivência, da autoetnografia, da escrileitura, dos diários de imersão, das narrações orais, populares, indígenas, quilombolas. O que está em jogo na atual cena é a necessidade de reconhecimento de vozes caladas, duramente silenciadas, por regimes ditatoriais; processos de escravização; forças autoritárias; regimes de imposição castradoras do dizer a vida. Desafiar os cânones linguísticos, abrir espaços para narrações vitais, encetar novos formas de expressão, o que tem circulado na literatura que enfrenta os regimes opressores. Ainda na década de 1970, Paulo Freire alertava que a relação dialética entre realidade e subjetividade são constituintes da realidade concreta. Dizia ele que a pesquisa que reduz “grupos populares” à “meros objetos” promovem “invasão cultural à serviço da dominação” e chamava de libertadora a pesquisa construída “com” e não “por” sujeitos em suas realidades. (Freire, 1999) Nascida “na outra América” mas partindo dos silenciamentos perpetrados contra sua ancestralidade, povos trazidos compulsoriamente de África por forças colonizadoras, Bell Hooks, defende que “somos transformados individualmente, coletivamente, à medida que criamos um espaço criativo radical que afirma e sustenta nossa subjetividade, que nos dá um novo lugar a partir do qual podemos articular nosso sentido no mundo”. (2019, p. 295) Diante dessas reflexões nos perguntamos: A literatura contra hegemônica tem espaço na Academia? Que espaço? Por quem? E por quais ciências? Qual sua importância para o Brasil e para a América Latina? Antônio Bispo dos Santos, em seu primeiro livro publicado, disse num poema: Mesmo que queimem a escrita, Não queimarão a oralidade. Mesmo que queimem os símbolos, Não queimarão os significados, (Santos, 2015). Lavrador, escritor, professor, ativista, poeta, Antônio Bispo, por via da oralidade e de diversas formas de escrita rompeu o cimento rígido das exigências de títulos e publicações e destrinçou lacunas que salvaguardavam o conhecimento elitista, etnocêntrico. No sentido apontado por esses pensadores, tardiamente e ainda como afronta, têm crescido em número e qualidade, narrativas que revelam representatividade das vivências, distintas origens histórico-sociais, tradições, memórias pessoais, subjetividades. Eis o caminho que vem sendo percorrido, novas escrituras e vozes sublevantes, se colocando diante das condições impostas pelo tempo histórico, pela via do colonialismo que persiste na forma da colonialidade (Porto-Gonçalves, 2017, p. 49) e criando meios para seu enfrentamento e busca por superação. A partir desse olhar foi definido como objetivo desta proposta de seminário dar espaço para pesquisas, estudos e diálogos que retratem as potencialidades das diferentes formas de vozes e escrituras sublevantes brasileiras e latino-americanas. Sob a área temática Dimensões Históricas da América Latina, propomos o exercício de Pensar e Repensar a América Latina através da comunicação insurgente, engajada, que valoriza similitudes e singularidades, experiências individuais que revelam vivências coletivas, realidades invisibilizadas ou atenuadas. Narrativas como a escrevivência, a autoetnografia, a escrileitura, os diários de imersão, as narrações orais, populares, indígenas, quilombolas, entre outras formas de narrativas alternativas ou marginais, que escapam aos dizeres já consolidados pela ciência e inculcados na sociedade, pela história oficial, terão aqui seu lugar.
Título do Evento
IV Simpósio Internacional Pensar e Repensar a América Latina II Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina
Cidade do Evento
São Paulo
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio Internacional Pensar e Repensar a América Latina e do Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CHAVEIRO, eguimar felício et al.. “ESCRITURAS E VOZES SUBLEVANTES – POLÍTICAS DE NARRAÇÃO NA AMÉRICA LATINA ATUAL”.. In: Anais do simpósio internacional pensar e repensar a América Latina e do congresso internacional pensamento e pesquisa sobre a América Latina. Anais...Sao Paulo(SP) Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/pensar-e-repensar/880913-ESCRITURAS-E-VOZES-SUBLEVANTES--POLITICAS-DE-NARRACAO-NA-AMERICA-LATINA-ATUAL. Acesso em: 31/08/2025

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