O CORPO FEMININO COMO TERRITÓRIO DE RESISTÊNCIA

Publicado em 11/12/2024 - ISBN: 978-65-272-1016-0

Título do Trabalho
O CORPO FEMININO COMO TERRITÓRIO DE RESISTÊNCIA
Autores
  • jaqueline garcia dos santos
  • Nathalia Pereira da Silva
Modalidade
Resumo
Área temática
Corpo-Território: Povos Originários, Povos do Campo e da Cidade, Comunidades Tradicionais
Data de Publicação
11/12/2024
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/meu-corpo-e-terra-territorio/987966-o-corpo-feminino-como-territorio-de-resistencia
ISBN
978-65-272-1016-0
Palavras-Chave
Feminismo, Opressão, Luta
Resumo
O feminismo indígena, urbano e quilombola oferece uma perspectiva única sobre a relação entre corpos, terra e território, questionando as estruturas de poder que historicamente marginalizaram essas mulheres. Segundo a feminista indígena Julieta Paredes, "nosso corpo é o primeiro território que habitamos", evidenciando que a luta pelo território não se limita à terra física, mas inclui a resistência do corpo como espaço político e espiritual. Para essas mulheres, o corpo é um território de luta, marcado por violências históricas e contemporâneas, mas também por (re)existências que desafiam as opressões coloniais e patriarcais. Essas mulheres reivindicam o direito ao corpo-território como espaço de vida, espiritualidade e cultura. A luta quilombola, por exemplo, integra o corpo como extensão da terra que foi usurpada e desrespeitada historicamente, como afirma Beatriz Nascimento: "Nosso corpo e a terra são indissociáveis; somos um com o espaço que nossos ancestrais lutaram para preservar". Assim, o feminismo quilombola reforça a noção de que a preservação do corpo e do território são formas de resistência contra o racismo estrutural e a expropriação. Nas áreas urbanas, o feminismo interseccional aborda a relação entre corpo e território, discutindo as formas como mulheres negras, indígenas e periféricas vivenciam a cidade. Elas enfrentam violências específicas, como o racismo ambiental e a gentrificação, que afetam tanto seus corpos quanto seus territórios. Segundo o pensamento de Lélia Gonzalez, "a cidade também é um território de disputa, onde as mulheres negras resistem e reconstroem seus espaços de pertencimento". Segundo Maria Lugones “A opressão do corpo feminino não pode ser dissociada da opressão dos territórios que habitamos”, dessa forma a luta se torna eixo central sendo resistência contra opressão, se reconectando com a ancestralidade e criando novos horizontes para o futuro.
Título do Evento
1º Seminário Internacional "Meu Corpo é Terra Território" e 5ª Mostra ObservaCampos "Territórios em Retomada"
Título dos Anais do Evento
Anais do Seminário Internacional Meu Corpo é Terra Território e Mostra ObservaCampos Territórios em Retomada
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, jaqueline garcia dos; SILVA, Nathalia Pereira da. O CORPO FEMININO COMO TERRITÓRIO DE RESISTÊNCIA.. In: Anais do Seminário Internacional Meu Corpo é Terra Território e Mostra ObservaCampos Territórios em Retomada. Anais...São Francisco de Paula(RS) UERGS HORTÊNSIAS, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/meu-corpo-e-terra-territorio/987966-O-CORPO-FEMININO-COMO-TERRITORIO-DE-RESISTENCIA. Acesso em: 12/04/2026

Trabalho

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