A FORMAÇÃO DOCENTE E SUA INFLUÊNCIA NA PRÁXIS EDUCATIVA DE PROFESSORES NA ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)

Publicado em 19/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2280-4

Título do Trabalho
A FORMAÇÃO DOCENTE E SUA INFLUÊNCIA NA PRÁXIS EDUCATIVA DE PROFESSORES NA ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)
Autores
  • CRISTIANE PEREIRA DE OLIVEIRA COSTA
  • Elisângela Leles Lamonier
  • CAMILA REGINA DO VALE
Modalidade
RESUMO SIMPLES
Área temática
GT 4 - PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E INCLUSÃO EDUCACIONAL PROF.DR. CALIXTO JÚNIOR DE SOUZA (PROFPPE/IF GOIANO)
Data de Publicação
19/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iv-seminario-internacional-formacao-de-professores/1452629-a-formacao-docente-e-sua-influencia-na-praxis-educativa-de-professores-na-alfabetizacao-de-criancas-com-transtor
ISBN
978-65-272-2280-4
Palavras-Chave
Educação Inclusiva; Formação de Professores; Metodologias Ativas; Práticas Pedagógicas.
Resumo
Resumo: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que demanda práticas educativas flexíveis e sensíveis às singularidades dos estudantes, sobretudo no ciclo de alfabetização. Diante do crescimento das matrículas de crianças com TEA na rede regular de ensino, torna-se imprescindível ressignificar o trabalho docente a fim de garantir o direito à aprendizagem em condições de equidade. Nesse contexto, esta pesquisa, vinculada ao projeto de mestrado em Formação de Professores e Práticas Educativas do Instituto Federal Goiano Campus Rio Verde, investiga a formação docente e sua contribuição direta para o processo de alfabetização de crianças com TEA. Com o objetivo de analisar a influência da formação inicial e continuada na construção de práticas educativas inclusivas, o estudo buscou identificar dificuldades recorrentes enfrentadas pelos docentes e mapear estratégias pedagógicas fundamentadas em evidências científicas. Para sustentar essa análise, o referencial teórico mobilizou conceitos como coerência central e disfunção executiva, os quais contribuem para compreender por que o processo de alfabetização exige do professor sensibilidade para reconhecer necessidades individuais, decorrentes das especificidades do perfil neurobiológico dos alunos com TEA, bem como para superar a adoção de métodos pedagógicos engessados. Metodologicamente, a pesquisa fundamentou-se nos pressupostos da abordagem qualitativa, por possibilitar a análise do universo de significados, percepções e atitudes presentes nos fenômenos educacionais. Como procedimento, realizou-se uma revisão bibliográfica sistemática de 16 estudos publicados entre 2013 e 2025, selecionados em bases de dados como SciELO, CAPES e BDTD. A análise dos estudos evidenciou que a formação docente constitui um fator determinante para a qualidade do atendimento educacional direcionado aos alunos com TEA. Observou-se que a carência de formação específica sobre esse público representa uma barreira significativa para a efetivação de práticas pedagógicas inclusivas. Ademais, constatou-se que práticas pedagógicas que desconsideram os estilos singulares de aprendizagem e o funcionamento cerebral diferenciado dos alunos com TEA dificultam a apropriação da leitura e da escrita, especialmente quando baseadas em metodologias tradicionais, caracterizadas pela centralidade do professor, pelo ensino expositivo, pela padronização dos conteúdos, pelo uso restrito de recursos didáticos e pela valorização da memorização e da repetição e mostra-se pouco eficazes para atender às demandas educacionais desse público no processo de alfabetização. Diante desse cenário, os estudos analisados apontam a necessidade de abordagens educacionais mais flexíveis e acessíveis, destaca-se o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) e as metodologias ativas como referenciais promissores. Os dados indicam, ainda, que a ausência de formação específica sobre o TEA gera insegurança docente e atua como obstáculo à inclusão, uma vez que entre 50% e 84% dos professores relataram não se sentir preparados para alfabetizar alunos com TEA. Nessa perspectiva, ressalta-se a importância da adoção de práticas pedagógicas personalizadas, aliadas ao uso de recursos diferenciados, como jogos digitais e música, com vistas à promoção da autonomia e do engajamento dos estudantes. Conclui-se, portanto, que a efetivação da inclusão no processo de alfabetização de crianças com TEA depende, fundamentalmente, de uma formação docente continuada que articule teoria e prática, sustentada por uma práxis colaborativa e comprometida com a diversidade.
Título do Evento
IV SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES I CONGRESSO INTERNACIONAL DE ARTES, CULTURA, EXPRESSÕES E ENSINO
Cidade do Evento
Rio Verde
Título dos Anais do Evento
NARRATIVAS... COMUNICAÇÕES DO IV SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES/ I CONGRESSO INTERNACIONAL DE ARTES, CULTURA, EXPRESSÕES E ENSINO
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

COSTA, CRISTIANE PEREIRA DE OLIVEIRA; LAMONIER, Elisângela Leles; VALE, CAMILA REGINA DO. A FORMAÇÃO DOCENTE E SUA INFLUÊNCIA NA PRÁXIS EDUCATIVA DE PROFESSORES NA ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA).. In: NARRATIVAS... COMUNICAÇÕES DO IV SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES/ I CONGRESSO INTERNACIONAL DE ARTES, CULTURA, EXPRESSÕES E ENSINO. Anais...Rio Verde(GO) IF GOIANO, CAMPUS RIO VERDE, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iv-seminario-internacional-formacao-de-professores/1452629-A-FORMACAO-DOCENTE-E-SUA-INFLUENCIA-NA-PRAXIS-EDUCATIVA-DE-PROFESSORES-NA-ALFABETIZACAO-DE-CRIANCAS-COM-TRANSTOR. Acesso em: 26/07/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes