CONHECIMENTO É PODER: LEIS E NORMAS COMO PROTEÇÃO À SUPEREXPOSIÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTE À LUZ DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2134-0

Título do Trabalho
CONHECIMENTO É PODER: LEIS E NORMAS COMO PROTEÇÃO À SUPEREXPOSIÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTE À LUZ DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS
Autores
  • Nicoli Nascimento Reis Oliveira
  • NATANAEL MARCOLINO DE BRITO
Modalidade
Resumo Expandido Estruturado
Área temática
Estudos experimentais e de revisão- Metodologias de revisões sistemáticas, integrativas, meta análise e modelos experimentais em pesquisa biomédica.
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1386218-conhecimento-e-poder--leis-e-normas-como-protecao-a-superexposicao-de-criancas-e-adolescente-a-luz-dos-direitos-
ISBN
978-65-272-2134-0
Palavras-Chave
Direitos Fundamentais. Bullying. Exploração Sexual. Adolescentes. Cidadania.
Resumo
O presente trabalho, intitulado “Conhecimento é Poder: Leis e Normas como Proteção à Superexposição de Crianças e Adolescentes à Luz dos Direitos Fundamentais”, tem como objetivo promover a transformação social por meio da educação em direitos, voltada especialmente a jovens e adolescentes na faixa etária de 13 a 23 anos. A proposta nasce da compreensão de que o acesso à informação jurídica e o conhecimento sobre os direitos fundamentais previstos na Constituição Federal de 1988 são ferramentas essenciais para a formação cidadã, para a autoproteção e para o enfrentamento de violações de direitos, como o bullying e a exploração sexual infantojuvenil. A escolha do tema fundamenta-se na constatação de que, em um contexto de hiperexposição digital e vulnerabilidade social, crianças e adolescentes estão cada vez mais suscetíveis à violação de sua intimidade, honra e dignidade, valores expressamente protegidos pelo Artigo 5º da Constituição Federal, que assegura a inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas. Além disso, o Artigo 227 da Constituição Federal de 1988 reforça o dever da família, da sociedade e do Estado em assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à dignidade, ao respeito e à proteção contra qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Diante dessa realidade, observa-se a necessidade urgente de promover ações educativas e formativas que contribuam para o empoderamento dos jovens, oferecendo-lhes instrumentos de compreensão e defesa de seus próprios direitos. O projeto surge, portanto, com o intuito de preencher uma lacuna no campo da Educação em Direitos Humanos, reforçando a ideia de que o conhecimento das leis é o primeiro passo para o exercício consciente da cidadania e para o combate às injustiças cotidianas que afetam o público jovem. A justificativa do projeto se ancora na realidade social atual, marcada pelo avanço tecnológico e pelo uso intenso das redes sociais, espaços que, embora sirvam como ferramentas de comunicação e expressão, também se tornaram ambientes propícios a práticas de violência simbólica e psicológica, como o cyberbullying, a disseminação de conteúdos íntimos e a exploração sexual digital. Muitos adolescentes não possuem o discernimento necessário para compreender os riscos e consequências dessas práticas, tampouco conhecem os mecanismos legais disponíveis para sua proteção. Assim, a educação jurídica popular torna-se um meio eficaz de prevenção e conscientização. O objetivo geral deste projeto foi munir o público jovem com o conhecimento das leis e normas que asseguram a proteção da intimidade, da honra e da dignidade, de modo a capacitá-los para identificar situações de risco, reconhecer violações e agir de forma assertiva na defesa de seus direitos. Entre os objetivos específicos, destacaram-se: (1) promover rodas de conversa e oficinas educativas sobre os direitos fundamentais previstos na Constituição; (2) esclarecer sobre o papel do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e outras legislações correlatas; (3) estimular a reflexão sobre os impactos do bullying e da exploração sexual; e (4) incentivar o protagonismo juvenil na construção de uma cultura de respeito e empatia. A metodologia adotada baseou-se nos princípios da Extensão Acadêmica, conforme preconiza Ribeiro et al. (2024), tendo como eixo central o diálogo entre saberes, a participação comunitária e a integração entre teoria e prática. Foram realizadas rodas de conversa, dinâmicas interativas e atividades de sensibilização em comunidades do município de Juazeiro do Norte/CE, envolvendo estudantes, líderes comunitários, educadores e representantes de instituições locais. A escolha da metodologia dialógica buscou valorizar a escuta ativa e a construção coletiva do conhecimento, permitindo que os jovens compartilhassem suas experiências pessoais e refletissem criticamente sobre sua realidade social. Cada encontro foi estruturado de forma dinâmica, com o uso de recursos visuais, exemplos práticos e linguagem acessível, visando despertar o interesse e facilitar a compreensão dos conteúdos jurídicos abordados. Foram discutidos temas como direitos e deveres fundamentais, a importância da privacidade na era digital, consequências legais do bullying, prevenção à exploração sexual e canais de denúncia e proteção disponíveis no sistema jurídico brasileiro, como o Disque 100, o Ministério Público, os Conselhos Tutelares e as Delegacias Especializadas. Os resultados obtidos demonstraram que a capacitação jurídica e cidadã tem um impacto significativo no comportamento e na percepção dos jovens. Durante as rodas de conversa, observou-se uma mudança gradativa na forma como os participantes compreendiam o conceito de direitos humanos: inicialmente visto como um tema distante e de difícil acesso, passou a ser reconhecido como um instrumento prático de defesa pessoal e coletiva. Os relatos coletados apontaram um aumento no sentimento de empoderamento e na consciência crítica sobre os riscos do compartilhamento de informações pessoais nas redes sociais, bem como sobre a importância de denunciar situações de abuso e violência. Além disso, o projeto contribuiu para o fortalecimento do vínculo entre a comunidade e as instituições de ensino, evidenciando o papel transformador da extensão universitária/técnica na promoção do desenvolvimento social e humano. Os jovens participantes demonstraram interesse em multiplicar o conhecimento adquirido, replicando as discussões em escolas, igrejas e grupos comunitários, o que reforça o caráter multiplicador da ação. Outro resultado relevante foi a identificação de lacunas educacionais quanto à abordagem dos direitos fundamentais nas escolas e nos espaços de convivência juvenil. Essa constatação revela a necessidade de políticas públicas que integrem a educação em direitos humanos de forma transversal no currículo escolar, promovendo desde cedo uma cultura de respeito, empatia e responsabilidade social. No campo teórico, o projeto dialoga com autores como Vitit Muntarbhorn (1998), que destaca a Educação para os Direitos Humanos como uma ferramenta essencial para a consolidação de sociedades mais justas e democráticas. Segundo o autor, conhecer os direitos não apenas empodera os indivíduos, mas também os responsabiliza socialmente, pois fortalece a noção de que cada pessoa é, simultaneamente, titular e guardiã dos direitos humanos. Assim, o projeto “Conhecimento é Poder” se alinha a essa perspectiva ao buscar formar cidadãos conscientes de seus direitos e deveres, capazes de agir de forma ética e solidária. A conclusão do estudo reafirma que o conhecimento das leis é o alicerce para a defesa eficaz dos direitos humanos, especialmente entre os jovens que estão em processo de formação identitária e inserção social. O acesso à informação jurídica contribui para o desenvolvimento de uma postura crítica e proativa diante das injustiças e desigualdades que ainda marcam a realidade brasileira. O projeto evidencia que educar para os direitos é, em si, uma forma de proteger e libertar, pois quando o indivíduo compreende a extensão de seus direitos, torna-se menos vulnerável a violações e mais preparado para atuar na construção de uma sociedade baseada no respeito e na dignidade humana. Portanto, a experiência vivenciada por meio deste projeto de extensão revela-se uma contribuição vital para a Educação em Direitos Humanos, ao transformar o conhecimento jurídico em uma ferramenta de emancipação e de transformação social. Os impactos observados confirmam que o jovem informado é um agente de empoderamento coletivo, capaz de romper ciclos de silêncio e denunciar práticas de violência, exploração e discriminação. O título “Conhecimento é Poder” não apenas sintetiza a essência do trabalho, mas traduz a convicção de que o saber jurídico, quando compartilhado de forma acessível e humanizada, tem o potencial de mudar trajetórias, fortalecer comunidades e consolidar a cidadania plena. Em síntese, o projeto reafirma que a educação é a base da prevenção, e que somente por meio do conhecimento consciente das leis e normas é possível garantir a efetividade dos direitos fundamentais das crianças e adolescentes, construindo um futuro mais seguro, ético e solidário para todos.
Título do Evento
I Congresso Multidisciplinar em Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Cidade do Evento
Crato
Título dos Anais do Evento
Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

OLIVEIRA, Nicoli Nascimento Reis; BRITO, NATANAEL MARCOLINO DE. CONHECIMENTO É PODER: LEIS E NORMAS COMO PROTEÇÃO À SUPEREXPOSIÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTE À LUZ DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS.. In: Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte. Anais...Juazeiro do Norte(CE) Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1386218-CONHECIMENTO-E-PODER--LEIS-E-NORMAS-COMO-PROTECAO-A-SUPEREXPOSICAO-DE-CRIANCAS-E-ADOLESCENTE-A-LUZ-DOS-DIREITOS-. Acesso em: 05/03/2026

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