O PAPEL DA ENFERMAGEM NA ASSISTÊNCIA ONCOLÓGICA: DESAFIOS E PRÁTICAS NO ENFRENTAMENTO DAS NEOPLASIAS

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2134-0

Título do Trabalho
O PAPEL DA ENFERMAGEM NA ASSISTÊNCIA ONCOLÓGICA: DESAFIOS E PRÁTICAS NO ENFRENTAMENTO DAS NEOPLASIAS
Autores
  • Márcia Roberto Pereira
  • Graciela Dos Santos Costa
  • José Gledson Costa Silva
  • Eveline Bandeira Silva
Modalidade
Resumo Expandido Estruturado
Área temática
Estudos experimentais e de revisão- Metodologias de revisões sistemáticas, integrativas, meta análise e modelos experimentais em pesquisa biomédica.
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1386134-o-papel-da-enfermagem-na-assistencia-oncologica--desafios-e-praticas-no-enfrentamento-das-neoplasias
ISBN
978-65-272-2134-0
Palavras-Chave
Qualidade de vida, Cuidado clínico, Suporte social, Enfermagem oncológica, Humanização
Resumo
RESUMO O câncer constitui uma das principais causas de morbimortalidade no Brasil e no mundo, exigindo um olhar atento e integral por parte da saúde pública. Diante desse cenário, a Enfermagem assume papel essencial na assistência a pacientes com neoplasias, atuando desde a prevenção até os cuidados paliativos. O presente estudo, de natureza bibliográfica integrativa, teve como objetivo analisar a atuação da Enfermagem na assistência oncológica, enfatizando práticas clínicas, desafios e a relevância do cuidado humanizado. A pesquisa foi realizada nas bases SciELO e BVS, utilizando os descritores “Enfermagem Oncológica”, “Cuidados de Enfermagem” e “Neoplasias”. Os resultados evidenciam que o enfermeiro desempenha funções fundamentais no manejo de sintomas físicos, na escuta ativa, na comunicação terapêutica e no suporte emocional e espiritual, contribuindo significativamente para a qualidade de vida dos pacientes. Além disso, destaca-se o papel educativo do enfermeiro, que orienta pacientes e familiares sobre o tratamento e o autocuidado, fortalecendo a autonomia e a adesão terapêutica. Entretanto, os estudos apontam desafios como a falta de protocolos padronizados, escassez de recursos e carência de capacitação continuada, especialmente em cuidados paliativos. Conclui-se que o fortalecimento da prática humanizada e o investimento em educação permanente são indispensáveis para aprimorar a assistência e consolidar a Enfermagem como pilar fundamental no cuidado oncológico. O enfermeiro, ao aliar competência técnica e sensibilidade humana, contribui para a promoção do conforto, da dignidade e da esperança, reafirmando o caráter ético e integral da profissão no enfrentamento das neoplasias. INTRODUÇÃO O câncer figura entre as principais causas de morbimortalidade no Brasil e no mundo, exigindo um olhar cada vez mais atento da saúde pública, especialmente no que tange ao cuidado integral. As neoplasias, caracterizadas pelo crescimento desordenado de células, podem afetar diversos órgãos e sistemas, comprometendo profundamente a saúde física, emocional e social dos indivíduos. Embora os avanços tecnológicos e terapêuticos tenham ampliado as possibilidades de tratamento, o impacto da doença permanece significativo e multifacetado. Nesse contexto, a Enfermagem desponta como elemento fundamental para a construção de uma assistência qualificada e humanizada. O enfermeiro, como membro ativo da equipe multiprofissional, atua em todas as fases do tratamento oncológico, desde a prevenção, diagnóstico precoce, terapêutica curativa, até os cuidados paliativos. Sua atuação vai além das tarefas técnicas, englobando escuta ativa, suporte emocional, manejo de sintomas e orientação à família, elementos essenciais para o enfrentamento digno da doença. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo refletir sobre a contribuição da Enfermagem no cuidado a pacientes oncológicos, destacando práticas assistenciais, desafios enfrentados e estratégias que promovam a integralidade do cuidado, com foco tanto no tratamento quanto no alívio do sofrimento. OBJETIVO Analisar a atuação da Enfermagem na assistência a pacientes com neoplasias, destacando práticas clínicas, desafios enfrentados e a importância do cuidado humanizado no enfrentamento da doença oncológica. METODOLOGIA O presente estudo trata-se de uma revisão bibliográfica integrativa, que teve como propósito reunir, analisar e sintetizar evidências científicas acerca dos cuidados de Enfermagem no contexto oncológico. Essa metodologia permite integrar estudos com diferentes abordagens e delineamentos, favorecendo uma compreensão mais ampla e crítica sobre a atuação do enfermeiro frente às neoplasias. A coleta de dados foi realizada nas bases SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), entre agosto e setembro de 2025, sendo utilizados os descritores “Enfermagem Oncológica”, “Cuidados de Enfermagem” e “Neoplasias”. A seleção dos estudos considerou critérios de relevância temática, atualidade e contribuição para a prática clínica. Foram incluídos três artigos principais para análise: Enfermagem oncológica e a humanização da assistência no enfrentamento às neoplasias: revisão integrativa (Braga, 2024), Cuidados de enfermagem frente ao paciente oncológico paliativo (Cruz & Polaz, 2021) e Assistência de enfermagem no cuidado com o paciente oncológico (Araújo et al., 2024). Cada estudo foi avaliado quanto aos objetivos, resultados e implicações para a prática profissional. Os dados foram sistematizados em uma tabela sinóptica, permitindo identificar convergências, lacunas e oportunidades de aprimoramento da assistência prestada. A análise comparativa e crítica possibilitou observar como a Enfermagem se insere de maneira decisiva na assistência oncológica, tanto no manejo clínico quanto nas dimensões educativas, emocionais e sociais do cuidado. RESULTADOS Os resultados apontam que a Enfermagem desempenha papel essencial em todas as fases do tratamento oncológico, desde a prevenção até os cuidados paliativos. A literatura destaca que o enfermeiro é protagonista no manejo de sintomas físicos, como dor, fadiga e náuseas, auxiliando na redução de desconfortos e na melhoria da qualidade de vida. Além disso, a prática do cuidado humanizado aparece como um diferencial, pois envolve escuta ativa, empatia, comunicação terapêutica e suporte espiritual, aspectos ressaltados por Braga (2024) como fundamentais para fortalecer o vínculo entre profissional e paciente. Outro ponto recorrente é a educação em saúde, função destacada por Araújo et al., (2024), que descrevem o enfermeiro como mediador do conhecimento, responsável por orientar pacientes e familiares sobre o tratamento, o autocuidado e os efeitos adversos, promovendo autonomia e adesão terapêutica. Entretanto, os estudos também evidenciam desafios estruturais e formativos enfrentados pela categoria. Cruz e Polaz (2021) ressaltam a ausência de protocolos padronizados, a escassez de recursos humanos e materiais e a falta de capacitação continuada, especialmente em cuidados paliativos. Tais limitações comprometem a integralidade e a qualidade da assistência. A análise comparativa entre os artigos revelou um consenso: embora a Enfermagem seja reconhecida como o principal eixo de sustentação do cuidado oncológico, ainda há carência de políticas institucionais voltadas à valorização e formação específica desses profissionais. A educação permanente e o fortalecimento de práticas baseadas em evidências surgem como estratégias indispensáveis para aprimorar a assistência e promover maior segurança ao paciente. Dessa forma, o estudo evidencia que o cuidado oncológico é uma das áreas mais complexas e desafiadoras da Enfermagem contemporânea, exigindo preparo técnico, sensibilidade humana e integração multiprofissional. O enfermeiro é elemento indispensável na promoção da qualidade de vida de pacientes acometidos por neoplasias, atuando desde a detecção precoce até a fase terminal. Contudo, os resultados também demonstram que a ausência de formação específica e a falta de infraestrutura adequada ainda são obstáculos importantes para o avanço da assistência oncológica. Superar essas barreiras requer investimentos em capacitação profissional, atualização científica constante e consolidação de políticas públicas e institucionais que reconheçam o papel estratégico da Enfermagem nesse cenário. CONCLUSÃO Conclui-se que o fortalecimento da prática humanizada, fundamentada na escuta ativa, no acolhimento e na educação em saúde, é essencial para transformar o cuidado técnico em um cuidado integral e empático, voltado às reais necessidades do paciente e de sua família. A Enfermagem, ao atuar de forma ética, sensível e comprometida, contribui não apenas para o alívio do sofrimento físico, mas também para a promoção de conforto, dignidade e esperança. Dessa forma, a consolidação da assistência oncológica de Enfermagem representa um passo fundamental para o enfrentamento das neoplasias, reafirmando a profissão como pilar indispensável na construção de uma saúde mais humana e centrada na vida.
Título do Evento
I Congresso Multidisciplinar em Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Cidade do Evento
Crato
Título dos Anais do Evento
Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

PEREIRA, Márcia Roberto et al.. O PAPEL DA ENFERMAGEM NA ASSISTÊNCIA ONCOLÓGICA: DESAFIOS E PRÁTICAS NO ENFRENTAMENTO DAS NEOPLASIAS.. In: Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte. Anais...Juazeiro do Norte(CE) Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1386134-O-PAPEL-DA-ENFERMAGEM-NA-ASSISTENCIA-ONCOLOGICA--DESAFIOS-E-PRATICAS-NO-ENFRENTAMENTO-DAS-NEOPLASIAS. Acesso em: 15/03/2026

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