REABILITAÇÃO ORAL: PRÓTESE OBTURADORA EM PACIENTES COM FISSURA LABIOPALATINA.

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2134-0

Título do Trabalho
REABILITAÇÃO ORAL: PRÓTESE OBTURADORA EM PACIENTES COM FISSURA LABIOPALATINA.
Autores
  • Maria Hevellyn Gonçalves Lima
  • Ana Cláudia do Nascimento
Modalidade
Resumo Expandido Estruturado
Área temática
Estudos experimentais e de revisão- Metodologias de revisões sistemáticas, integrativas, meta análise e modelos experimentais em pesquisa biomédica.
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1385062-reabilitacao-oral--protese-obturadora-em-pacientes-com-fissura-labiopalatina
ISBN
978-65-272-2134-0
Palavras-Chave
fissura labiopalatina, prótese obturadora, reabilitação funcional, fonoterapia, impressão 3D.
Resumo
Introdução: A fissura labiopalatina é uma anomalia congênita complexa, de etiologia multifatorial, que afeta o desenvolvimento craniofacial e compromete funções vitais como sucção, deglutição, fonação e respiração. A literatura recente descreve o espectro clínico, a classificação e determinantes genéticos e ambientais, além de destacar a necessidade de cuidado longitudinal e multiprofissional para mitigar impactos funcionais e psicossociais ao longo do ciclo de vida. Do ponto de vista funcional, a comunicação oronasal decorrente de falhas no fechamento do palato prejudica o mecanismo velofaríngeo e a inteligibilidade da fala, favorece refluxo de alimentos para a cavidade nasal e aumenta o risco de infecções de vias aéreas superiores, com repercussões nutricionais e de crescimento em crianças. Esses desfechos negativos reforçam a importância de estratégias de reabilitação progressivas e adaptadas à idade, integrando cirurgia, fonoaudiologia e recursos protéticos (Jesus et al., 2022; Souza et al., 2022; Silva et al., 2022). Entre as tecnologias assistivas disponíveis, a prótese obturadora ocupa lugar central como intervenção temporária ou definitiva para vedar a comunicação oronasal, restaurar o trajeto adequado de ar e alimentos e oferecer base anatômica mais estável para a terapia fonoaudiológica. Diante desse panorama, o presente trabalho propõe analisar a reabilitação oral com prótese obturadora em pacientes com fissura labiopalatina, mapeando indicações, benefícios e limites do recurso, bem como os avanços técnicos que influenciam conforto e efetividade. Objetivo: Analisar a efetividade clínica, os requisitos técnicos e as implicações organizacionais do uso da prótese obturadora na reabilitação de pacientes com fissura labiopalatina. Objetivos específicos: Sintetizar as evidências sobre desfechos funcionais (fala, deglutição, conforto/adesão) e eventos adversos associados à prótese obturadora em diferentes faixas etárias. Descrever e operacionalizar protocolos clínicos factíveis (moldagem, materiais, ajustes/reembasamentos) e avaliar a contribuição de fluxos digitais (escaneamento intraoral, CAD/CAM, impressão 3D) para precisão, tempo clínico e experiência do usuário. Propor critérios de seleção de casos e um fluxo multiprofissional (odontologia, fonoaudiologia, ortodontia/ortopedia), com recomendações de documentação e indicadores de monitoramento aplicáveis a serviços do SUS/ensino-serviço. Metodologia: Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa. A busca bibliográfica concentrou-se nas bases SciELO, PubMed/MEDLINE e na Biblioteca Virtual em Saúde. Foram critérios de inclusão: textos completos disponíveis; idiomas português, inglês ou espanhol tendo o período-alvo de 2018 a 2024. Excluíram-se publicações sem relação direta com obturação protética, comentários sem dados, duplicatas e relatos sem clareza metodológica mínima. Dois eixos orientaram a seleção: (i) eficácia/efetividade clínica e funcional do obturador; (ii) condições de acesso, fluxos assistenciais e tecnologias aplicadas ao cuidado (Pereira, 2019; Jesus et al., 2022; Costa e Silva; Amaral; Pereira Silva, 2021). Resultados: A análise das fontes selecionadas evidenciou convergência quanto ao papel da prótese obturadora como tecnologia assistiva capaz de restabelecer o fluxo aéreo e alimentar, reduzir hipernasalidade e ampliar o conforto mastigatório em indivíduos com fissura labiopalatina, sobretudo quando a correção cirúrgica imediata é inviável ou quando persistem sequelas funcionais após cirurgias primárias. Também se observou a relevância de processos de trabalho que integrem avaliação protética, fonoterapia direcionada e educação em saúde de pacientes e cuidadores, compondo uma linha de cuidado capaz de mitigar perdas de seguimento e prevenir lesões de suporte. Estudos nacionais e internacionais mencionam que ajustes seriados e reembasamentos, aliados à orientação clara de higiene, prolongam a longevidade clínica do dispositivo e reduzem desconfortos, especialmente em faixas etárias em desenvolvimento e em cenários com limitações de infraestrutura (Silva et al., 2019; Costa e Silva; Amaral; Pereira Silva, 2021; Santos et al., 2020). Discurssão: Os achados deste estudo reforçam que a prótese obturadora atua como tecnologia assistiva estratégica para restabelecimento funcional em pacientes com fissura labiopalatina, sobretudo quando o momento cirúrgico não é possível ou quando permanecem sequelas após as correções primárias. Observou-se convergência com a literatura quanto à melhora da inteligibilidade de fala, ao controle da hipernasalidade e à redução de refluxo nasal durante a alimentação, efeitos que dependem de adaptação criteriosa, reavaliações seriadas e seguimento multiprofissional contínuo (Jesus et al., 2022; Rodrigues; Rodrigues; Oliveira, 2020). Em contextos com maior vulnerabilidade socioeconômica, o dispositivo cumpre papel de ponte terapêutica, sustentando funções vitais até que intervenções definitivas possam ser viabilizadas (Silva et al., 2022). A análise dos relatos e séries sugere que a satisfação e a adesão ao uso do obturador aumentam quando os usuários compreendem objetivos, limitações e rotinas de manutenção, inclusive aspectos práticos de higiene, armazenamento e identificação de sinais de desconforto. Materiais educativos simples, protocolos de retorno e estratégias de comunicação ativa com a família compõem intervenções de baixo custo com impacto consistente nos resultados (Costa e Silva; Amaral; Pereira Silva, 2021; Santos et al., 2020). As desigualdades de acesso descritas em estudos brasileiros e revisões abrangentes tensionam a efetividade em larga escala, pois muitos serviços ainda operam com recursos limitados, equipes incompletas e rotinas sem padronização formal. Mesmo assim, resultados clinicamente significativos são alcançáveis quando se aplicam protocolos mínimos viáveis: moldagens criteriosas, testes funcionais sistemáticos, reembasamentos periódicos e educação do usuário e cuidadores (Silva et al., 2022; Souza et al., 2022). Políticas de regionalização com referência e contrarreferência fortalecem a continuidade do cuidado (Yates et al., 2020). Conclusão: A síntese dos resultados indica que a prótese obturadora é um recurso reabilitador efetivo e seguro para pacientes com fissura labiopalatina, sobretudo quando a abordagem cirúrgica imediata não é viável ou quando persistem déficits funcionais após procedimentos corretivos. Observou-se melhora consistente de fala e deglutição, redução de regurgitação nasal e ganhos psicossociais relevantes, desde que a confecção, adaptação e manutenção do dispositivo sigam protocolos claros e avaliados em consultas seriadas. No campo técnico, ficou evidente que tanto os métodos convencionais bem executados quanto os fluxos digitais híbridos podem entregar resultados previsíveis, desde que respeitados critérios de indicação, selamento adequado e vigilância ativa para pontos de pressão e acúmulo de biofilme. A incorporação gradual de escaneamento intraoral, CAD/CAM e manufatura aditiva demonstra potencial para reduzir distorções, padronizar etapas críticas e diminuir o número de sessões clínicas, mas sua adoção deve considerar custo, manutenção e capacitação das equipes. Em realidades com restrições de infraestrutura, protocolos mínimos viáveis e materiais acessíveis continuam capazes de gerar desfechos clínicos significativos. Essas medidas, articuladas, favorecem uma reabilitação mais equânime, resolutiva e sustentável ao longo do tempo.
Título do Evento
I Congresso Multidisciplinar em Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Cidade do Evento
Crato
Título dos Anais do Evento
Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LIMA, Maria Hevellyn Gonçalves; NASCIMENTO, Ana Cláudia do. REABILITAÇÃO ORAL: PRÓTESE OBTURADORA EM PACIENTES COM FISSURA LABIOPALATINA... In: Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte. Anais...Juazeiro do Norte(CE) Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1385062-REABILITACAO-ORAL--PROTESE-OBTURADORA-EM-PACIENTES-COM-FISSURA-LABIOPALATINA. Acesso em: 05/03/2026

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