A CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO NA PSICANÁLISE LACANIANA: ALIENAÇÃO, SEPARAÇÃO E FUNÇÃO SIMBÓLICA.

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2134-0

Título do Trabalho
A CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO NA PSICANÁLISE LACANIANA: ALIENAÇÃO, SEPARAÇÃO E FUNÇÃO SIMBÓLICA.
Autores
  • Ana clara Moreira de melo
  • Roberta Ferreira Oliveira
  • Natália Nadja Morais Freire
  • Tereza lidiana Da silva
  • Ivanlucia Pereira Veloso Santos
Modalidade
Resumo Expandido Estruturado
Área temática
Saúde Mental e Bem-Estar – abordagens interdisciplinares para promoção da saúde mental, prevenção e cuidado integral
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1385048-a-constituicao-do-sujeito-na-psicanalise-lacaniana--alienacao-separacao-e-funcao-simbolica
ISBN
978-65-272-2134-0
Palavras-Chave
constituição do sujeito; alienação; separação; função simbólica;
Resumo
Introdução A psicanálise, a partir de Jacques Lacan, compreende o sujeito como um ser construído pelo discurso, constituído pela linguagem a partir da dependência da representação significante, sendo assim marcados por operações fundamentais que evidenciam a passagem do indivíduo ao mundo simbólico. De tal maneira, este trabalho tem como objetivo geral analisar o processo de constituição do sujeito na teoria lacaniana, baseado nas obras de Dor (1989) e Nascimento (2010). Especificamente buscando compreender como o Outro e a inserção da linguagem ocasionam a alienação, como a separação constitui a subjetividade desejante, e qual o papel das funções parentais na formação do Eu. Objetivos Busca-se, de forma geral, compreender o processo de constituição do sujeito a partir da teoria psicanalítica lacaniana. De forma específica, busca-se analisar a alienação e separação como estruturas do sujeito; compreender a função do estádio do espelho na estruturação do Eu e da formação de sua imagem; explicar a função simbólica no complexo de édipo e na introdução da lei. Metodologia A pesquisa é de natureza qualitativa, de caráter teórico-conceitual, baseada na análise dos mecanismos psíquicos da constituição do sujeito embasada na teoria lacaniana. O trabalho utiliza o método analítico interpretativo, com base em obras contemporâneas da psicanálise, bem como os escritos de Jacques Lacan, e autores comentadores como Joel Dor (1989) e Marcos Bulcão Nascimento (2010). Resultados e Discussão O processo de Alienação ocorre da inserção da linguagem ao indivíduo, definido por Lacan (1957/1998, p.498) como uma estrutura que preexiste à entrada de cada sujeito num momento de seu desenvolvimento mental, partindo do encontro com o Outro, onde será fornecido os significantes necessários. Esse movimento se dar a partir da satisfação originária, onde o Outro realiza uma ação específica colocando fim à uma tensão da necessidade. Desse modo, “essa ação, quando obtém uma resposta do outro que a acolhe como mensagem, torna-se também significante e assim, serve para representar o sujeito para outros significantes. ” (NASCIMENTO, 2010) sendo representado pelo par S1-S2. Constituindo assim, um sujeito alienado ao discurso do Outro, pois depende dele para se representar, e é nesse cenário simbólico do Outro que dá-se origem à subjetividade. Pois conforme Lacan, para existir, o sujeito precisa "ser representado por um significante para outro significante", instalando sua falta, na qual estimulará o desejo e à busca do sentido. A Separação marca a passagem do sujeito alienado ao sujeito, trazendo uma delimitação entre o sujeito do inconsciente e o eu, no qual constituirá uma falta, causando um desenraizamento do Outro, equivalendo a uma travessia da fantasia, que para Nascimento (2010), é uma defesa contra o Real que funciona como uma tela, tornando o desejo suportável. Essa operação está correlacionada com o processo de castração simbólica, na qual é imposta o limite do Outro, fazendo com que o sujeito perceba que o Outro não possui o objeto que preenche sua falta, o tornando um sujeito desejante. Portanto, a travessia da fantasia corresponde à passagem do sujeito a uma posição desejante, surgindo assim, como uma forma de resolver conflitos internos e padrões neuróticos de dependência. O Estádio do espelho é o momento do desenvolvimento do sujeito no qual ocorre uma estruturação da imagem de si, antes fragmentada e dispersa. Segundo Dor (1989), o estádio do espelho ordena-se essencialmente a partir de uma experiência de identificação fundamental, durante a qual a criança faz a conquista da imagem de seu próprio corpo. A identificação primordial da criança com esta imagem irá promover a estruturação do Eu. Nesse processo, entre os seis meses e os dois anos e meio, a criança consegue identificar sua imagem refletida no espelho, no que marca a transição de um corpo fragmentado à uma imagem unificada. “Re-conhecendo-se através desta imagem, a criança recupera assim a dispersão do corpo esfacelado numa totalidade unificada, que é a representação do próprio corpo. A imagem do corpo é, portanto, estruturante para a identidade do sujeito, que através dela realiza assim sua identificação primordial”. (DOR, 1989) No Complexo de Édipo, em Lacan, o sujeito ainda se encontra em uma simbiose, na qual ela se compreende como sendo uma extensão da mãe. No primeiro momento, a criança ocupa o lugar de desejo do Outro, o que completa a mãe em seu desejo narcísico. Dessa maneira, o bebê passa a ser desejado pelo Outro. “O que a criança busca é fazer-se desejo do desejo, poder satisfazer o desejo da mãe” (LACAN apud DOR, 1989). No segundo momento, a criança é introduzida no registro da castração, onde chegará um terceiro – o que fala em nome do pai – na díade mãe-criança, na qual fará esse corte, a inserindo no mundo simbólico, onde se constituirá como um sujeito desejante. Esse processo é marcado pela perda, interdição e frustração, onde molda-se a estrutura de personalidade do sujeito. Dessa maneira, o pai interdita a criança em continuar se colocando como falo e frustra a criança que agora necessita sair desse lugar de identificação fálica. De acordo com Dor (1989), do ponto de vista da mãe, o pai a priva do falo que ela supostamente tem sob a forma da criança identificada com o objeto de seu desejo. Por fim, o terceiro momento é marcado pelo declínio definitivo do complexo de édipo e pela simbolização da lei que põe em jogo os processos identificatórios na criança. Nessa perspectiva, ela não pode ser, e nem ter o falo, contudo, poderá identificar-se a quem o tem ou a quem se submete a lei de quem o possui. Conclusões A constituição do sujeito, na perspectiva da psicanálise lacaniana, é um processo complexo que surge a partir do encontro com o Outro e compreendendo que o sujeito é inserido na linguagem e na lei simbólica. No fazer clínico, reconhecer esses processos é crucial para compreender as subjetivações e repetições que são expressadas de maneira inconsciente no discurso do sujeito. Sendo a linguagem uma ferramenta para compreender o inconsciente, ressalta que o sujeito é, sobretudo, atravessado pelo desejo e pela falta que o constitui como ser simbólico. Dessa maneira, o estudo a respeito da constituição do sujeito, analisa o papel da psicanálise na contemporaneidade, sustentando a fala e a subjetividade do sujeito.
Título do Evento
I Congresso Multidisciplinar em Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Cidade do Evento
Crato
Título dos Anais do Evento
Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MELO, Ana clara Moreira de et al.. A CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO NA PSICANÁLISE LACANIANA: ALIENAÇÃO, SEPARAÇÃO E FUNÇÃO SIMBÓLICA... In: Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte. Anais...Juazeiro do Norte(CE) Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1385048-A-CONSTITUICAO-DO-SUJEITO-NA-PSICANALISE-LACANIANA--ALIENACAO-SEPARACAO-E-FUNCAO-SIMBOLICA. Acesso em: 12/03/2026

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