BRUXISMO INFANTIL : ETIOLOGIA, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO UMA REVISÃO DE LITERATURA

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2134-0

Título do Trabalho
BRUXISMO INFANTIL : ETIOLOGIA, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO UMA REVISÃO DE LITERATURA
Autores
  • Anatia Soares
  • Jeanne Maria Melo de Matos
Modalidade
Resumo Expandido Estruturado
Área temática
Estudos experimentais e de revisão- Metodologias de revisões sistemáticas, integrativas, meta análise e modelos experimentais em pesquisa biomédica.
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1382456-bruxismo-infantil---etiologia-diagnostico-e-tratamento-uma-revisao-de-literatura
ISBN
978-65-272-2134-0
Palavras-Chave
Palavras-chave: Bruxismo; Etiologia; Infantil; Odontologia.
Resumo
Introdução: O bruxismo infantil é uma desordem parafuncional de etiologia multifatorial, envolvendo fatores psicológicos, genéticos, locais e distúrbios do sono. Sua apresentação em crianças gera preocupação, pois pode reduzir a qualidade de vida e atuar como fator de risco para disfunções temporomandiburais, exigindo uma abordagem multidisciplinar para diagnóstico e tratamento. A apresentação dessa desordem parafuncional em crianças tem causado preocupação nos profissionais que identificam e tratam esse problema, uma vez que essa alteração diminui a qualidade de vida e é considerada um fator de risco para o desenvolvimento de desordens temporomandibulares (Simões-Zenari; Bitar, 2010).Além disso, os pais são grandes aliados e principais colaborados para auxiliar o profissional no diagnóstico, devido à dificuldade encontrada de se estabelecer informações confiáveis e exames conclusivos.Diante dos desafios encontrados para diagnosticar há também o desafio de encontrar o melhor tratamento, sabendo que o bruxismo tem fatores etiológicos complexos e multifatoriais, certamente será um trabalho multidisciplinar, envolvendo odontopediatras, médicos, tais como otorrinolaringologista, psicólogo, fisioterapeuta e a família. Conforme a necessidade de cada paciente, visto que o bruxismo não possui um tratamento específico, os pacientes devem ser avaliados individualmente, levando em consideração etiologia, idade, sintomatologia e gravidade, para que possam ser direcionados ao tratamento que melhor corresponde à sua necessidade (Firmani et al., 2015). Entende-se por hábitos orais deletérios os comportamentos repetitivos envolvendo a cavidade oral que podem afetar a saúde bucal e a função mastigatória. Esses hábitos podem incluir sucção de dedo, chupeta, uso prolongado de mamadeira, roer unhas e morder objetos. Objetivo: Analisar e caracterizar o bruxismo infantil, contemplando seus aspectos etiológicos, diagnósticos e terapêuticos, para ampliar a compreensão e o manejo clínico desse distúrbio na população pediátrica. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com busca de artigos nas bases Google Acadêmico, BVS, Medline e Revista Dental Press, publicados entre 2010 e 2025. Utilizaram-se os descritores "bruxismo", "infantil" e "etiologia", incluindo estudos que abordassem diagnóstico, causas e tratamento do bruxismo em crianças. As publicações foram selecionadas independentemente do idioma, com foco na temporalidade e no conteúdo pertinente. Foram considerados válidos os estudos que tratavam especificamente do tema proposto, incluindo revisões de literatura, relatos de caso e investigações clínicas que abordassem, de maneira clara, o diagnóstico, as causas e o tratamento do bruxismo em crianças Resultados: A revisão identificou que o bruxismo infantil possui etiologia complexa, com fatores centrais, genéticos, psicológicos (como ansiedade e estresse) e comorbidades do sono. O diagnóstico baseia-se principalmente no relato dos pais e exame clínico, sendo a polissonografia o padrão-ouro. As intervenções conservadoras, como educação familiar, higiene do sono e terapia comportamental, são a primeira linha de tratamento. O uso de placas oclusais e a toxina botulínica apresenta resultados variados, com evidências ainda limitadas na população pediátrica ainda é limitada e heterogênea.Biofeedback,fotobiomodulação e intervenções farmacológicas apresentam resultados variados; meta-análises indicam efeitos modestos para algumas modalidades, mas a qualidade das evidências é frequentemente baixa a moderada. Toxina botulínica (BoNT-A) tem mostrado redução de atividade muscular e dor em estudos (principalmente adultos), com relatos de eficácia também em contextos de TMD e bruxismo; porém, para crianças a evidência é escassa e há necessidade. de estudos controlados com seguimento a longo prazo. Recomenda-se cautela antes de aplicar BoNT-A em pediatria. Bruxismo infantil pode estar associado a dor orofacial, alterações dentárias, distúrbios do sono e questões psicossociais. Identificar comorbidades (p.ex. distúrbios do sono, transtornos de ansiedade) é importante para planejar intervenção multidisciplinar.Muitos estudos apresentam desenho observacional, pequeno tamanho amostral, heterogeneidade metodológica (definições diagnósticas diferentes) e curto período de seguimento; isso reduz a força das recomendações e impede conclusões definitivas sobre eficácia comparativa de tratamentos em crianças. Discusão O bruxismo é considerado uma parafunção do sistema estomatognático, caracterizado por ranger e/ou apertar os dentes, de modo repetitivo e involuntário durante a vigília ou no sono. Esse hábito deletério afeta principalmente crianças e adolescentes com uma prevalência de 17% (CABRAL et al., 2018). Segundo a literatura a prevalência do bruxismo sofre uma redução de acordo com que a idade aumenta, sendo mínimo quando se trata de idosos. No estudo de Ortega e Guimarães (2013), realizado com crianças em idade escolar, notou-se uma maior prevalência entre os meninos, enquanto no estudo de Lavigne et al., (2008), observaram que não houve distinção entre os gêneros. Nesse sentido, Lobbezoo et al. (2018) divide o bruxismo em bruxismo do sono e bruxismo de vigília, considerando a definição única de bruxismo retrógrado, ambas ligadas à atividade muscular mastigatória. Carvalho et al. (2020) complementam a concepção, definindo o bruxismo como sendo um hábito parafuncional. Visto que se diferencia fisiologicamente da deglutição, mastigação e respiração, que são ações funcionais, sua origem torna-se multifatorial. De acordo com Pestana (2014), torna-se fundamental o diagnóstico precoce para que não ocorram danos ao sistema estomatognático, além de garantir a melhora na qualidade de vida das crianças portadoras dessa alteração. Para Giongo (2016), diagnosticar o bruxismo em crianças é um desafio para os cirurgiões dentistas, o que a torna uma investigação interdisciplinar de grande contribuição para o diagnóstico de melhor precisão. Bonifácio et al. (2020) enfatiza que um protocolo de avaliação, com sua base em um questionário detalhado em conjunto com exames clínicos criteriosos, facilita o processo de investigação da presença essa desordem. Uma das manifestações clínicas do bruxismo é o desgaste dental, embora ele não seja um fator decisivo para o diagnostico dessa parafunção, ele é considerado um sinal diferencial do bruxismo. Carra et al., (2011), encontraram em seu estudo uma prevalência de desgaste dental de 14% nos casos de BS e uma prevalência de 9,8% nos casos de apertamento dental. Por isso é necessária uma atenção especial do cirurgião dentista ao diagnóstico, muitas vezes os pacientes apresentam apenas a ação de apertar os dentes, excluindo episódios de sons de rangimento durante o sono. Quando as facetas de desgastes ainda não são evidentes, deve se atentar a presença de fraturas constantes em restaurações, mobilidade em dentes sem antagonista, espessamento da lâmina dura (PRIMO et al., 2009).A placa oclusal é uma estratégia primária para evitar o desgaste dentário e diminuir o ruído (Guaita et al., 2016; Macedo et al., 2007) e só deve ser indicada com a finalidade de proteção de estrutura dental e em caso de dor muscular, disfunção temporomandibular e cefaléia (Lobbezoo et al., 2008). Porém, Afrashtehfar et al. (2014) contraindicaram o uso de qualquer placa em crianças de qualquer idade, pois acreditam que pode interferir no desenvolvimento e crescimento orofacial. Por fim, Indica-se o uso noturno da placa e há necessidade de controle periódico do paciente para que haja monitoramento , seguido por medicamentos que devem ser utilizados com cautela, torna-se a garantia de um tratamento assim a função, estética e o bem estar do paciente. Conclusão: Presente pesquisa contribuiu de maneira significativa para o avanço da literatura científica ao evidenciar a associação entre traços de personalidade, disfunções miofuncionais orais, hábitos parafuncionais e a ocorrência de bruxismo em crianças. A sua etiologia multifatorial, comportamento e a falta de um padrão de diagnóstico demonstram a necessidade de aprofundar mais estudos nessa área, a fim de esclarecer e melhorar a forma de diagnosticar e garantir um tratamento eficaz .Além de ressaltar a importância de um adequado diagnóstico clínico, através dos aspectos determinantes da parafunção, permitindo assim escolher o correto tratamento para cada paciente. Assim sugere se a condução de mais estudos científicos para se compreender melhor a etiologia do bruxismo na infância e suas principais manifestações clínicas.
Título do Evento
I Congresso Multidisciplinar em Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Cidade do Evento
Crato
Título dos Anais do Evento
Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SOARES, Anatia; MATOS, Jeanne Maria Melo de. BRUXISMO INFANTIL : ETIOLOGIA, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO UMA REVISÃO DE LITERATURA.. In: Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte. Anais...Juazeiro do Norte(CE) Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1382456-BRUXISMO-INFANTIL---ETIOLOGIA-DIAGNOSTICO-E-TRATAMENTO-UMA-REVISAO-DE-LITERATURA. Acesso em: 13/03/2026

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