ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA DERMATOFUNCIONAL NA PREVENÇÃO DE SEROMAS E HEMATOMAS PÓS ABDOMINOPLASTIA

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2134-0

Título do Trabalho
ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA DERMATOFUNCIONAL NA PREVENÇÃO DE SEROMAS E HEMATOMAS PÓS ABDOMINOPLASTIA
Autores
  • Cicera Kailane De Sousa Santos
Modalidade
Resumo Expandido Estruturado
Área temática
Estudos experimentais e de revisão- Metodologias de revisões sistemáticas, integrativas, meta análise e modelos experimentais em pesquisa biomédica.
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1382277-atuacao-da-fisioterapia-dermatofuncional-na-prevencao-de-seromas-e-hematomas-pos-abdominoplastia
ISBN
978-65-272-2134-0
Palavras-Chave
fisioterapia dermatofuncional; abdominoplastia; seroma; hematoma; pós-operatório.
Resumo
Introdução A abdominoplastia é um dos procedimentos cirúrgicos estéticos mais realizados no Brasil, destacando-se por promover a remoção de excessos de pele e gordura na região abdominal, além da reestruturação dos músculos reto-abdominais. Essa intervenção visa não apenas a melhora estética, mas também a recuperação da funcionalidade da parede abdominal, proporcionando melhor postura, autoestima e qualidade de vida (MORAES et al., 2023). Entretanto, apesar de seu reconhecimento e alto índice de sucesso, a abdominoplastia é uma cirurgia invasiva que pode apresentar complicações pós-operatórias, sendo as mais frequentes o seroma e o hematoma. O seroma consiste no acúmulo de fluido seroso composto por plasma e linfa, que se deposita nos espaços mortos entre os tecidos após o descolamento cirúrgico (KAZZAM; NG, 2023). Já o hematoma caracteriza-se pelo acúmulo de sangue extravasado decorrente da ruptura de vasos sanguíneos durante o procedimento, podendo causar dor, inflamação e retardar o processo de cicatrização (SOARES; OLIVEIRA, 2022). Essas complicações interferem diretamente no processo de recuperação e no resultado estético final, sendo responsáveis por prolongar o tempo de cicatrização, aumentar a incidência de infecções e reduzir a satisfação do paciente. Nesse contexto, a fisioterapia dermatofuncional surge como um recurso essencial no processo de reabilitação pós-operatória, contribuindo para prevenir, minimizar e tratar tais intercorrências (BEZERRA; FERREIRA, 2023). Reconhecida pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), por meio da Resolução nº 362/2009, a fisioterapia dermatofuncional atua diretamente nos distúrbios estéticos e funcionais da pele, tecidos subcutâneos e sistema linfático, utilizando técnicas manuais e recursos eletrotermofototerapêuticos. Sua atuação no período pós-abdominoplastia é fundamental, uma vez que contribui para o controle do edema, a melhora da oxigenação tecidual, a reabsorção de líquidos e a aceleração da regeneração celular (SILVA; CASAROTTO, 2023). Além de tratar as alterações físicas, o fisioterapeuta dermatofuncional também atua na orientação e educação do paciente, oferecendo suporte emocional e funcional durante o período de recuperação, o que resulta em maior adesão ao tratamento e melhor bem-estar geral. Assim, a atuação fisioterapêutica não se limita à estética, mas promove um processo de reabilitação integral, garantindo a segurança e a satisfação do paciente. Diante disso, o presente estudo tem como finalidade discutir a importância da fisioterapia dermatofuncional na prevenção de seromas e hematomas após abdominoplastia, destacando as técnicas utilizadas, seus efeitos fisiológicos e a relevância de uma intervenção precoce e individualizada. Objetivo O presente trabalho tem como objetivo analisar a importância da fisioterapia dermatofuncional na prevenção de seromas e hematomas após abdominoplastia, enfatizando os principais recursos terapêuticos empregados, seus benefícios clínicos e o impacto dessa atuação na reabilitação e nos resultados pós-operatórios. De forma específica, pretende-se: • Descrever as complicações mais recorrentes em abdominoplastias e seus fatores predisponentes; • Identificar as técnicas fisioterapêuticas mais eficazes na prevenção dessas intercorrências; • Compreender a influência da intervenção fisioterapêutica na cicatrização, na funcionalidade e na estética pós-operatória; • Ressaltar a importância da atuação interdisciplinar entre fisioterapeutas e cirurgiões plásticos para a segurança e recuperação do paciente. Metodologia Trata-se de uma revisão de literatura de caráter descritivo e qualitativo, fundamentada em publicações científicas que abordam a atuação da fisioterapia dermatofuncional no pós-operatório de abdominoplastia. A coleta de dados ocorreu entre os meses de junho e setembro de 2025, com buscas realizadas nas bases de dados SciELO, PubMed, BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), LILACS e Google Acadêmico. Foram utilizados os seguintes descritores, conforme o DeCS: “fisioterapia dermatofuncional”, “abdominoplastia”, “seroma” e “hematoma”. Os critérios de inclusão contemplaram artigos publicados entre 2015 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol, que apresentassem conteúdo científico sobre a prevenção e o tratamento de complicações pós-abdominoplastia por meio da fisioterapia. Foram excluídos estudos duplicados, sem metodologia clara ou que não abordassem diretamente a temática proposta. As informações foram sistematizadas em tabelas comparativas, destacando os autores, o tipo de estudo, os recursos terapêuticos empregados e as conclusões principais. A análise dos dados foi realizada de forma crítica e interpretativa, buscando identificar padrões de resultados entre os estudos e as técnicas fisioterapêuticas mais eficazes na prevenção e manejo das complicações pós-cirúrgicas. Resultados e Discussão Os resultados apontaram ampla concordância na literatura quanto à eficácia da fisioterapia dermatofuncional na redução da incidência de seromas e hematomas no pós-operatório de abdominoplastia. Os recursos mais recorrentes incluem drenagem linfática manual (DLM), ultrassom terapêutico, laserterapia de baixa intensidade (LLLT) e radiofrequência. A drenagem linfática manual é considerada o recurso de primeira escolha por estimular o fluxo linfático e sanguíneo, promover a eliminação de líquidos acumulados e acelerar o processo de cicatrização (SILVA et al., 2022). De acordo com Bezerra e Ferreira (2023), quando iniciada precocemente, a DLM reduz o edema, melhora a oxigenação celular e evita a formação de seromas encapsulados. Essa técnica também proporciona alívio da dor e relaxamento muscular, favorecendo a mobilidade do paciente. O ultrassom terapêutico, segundo Felix, Ampras e Rocha (2022), atua por meio de vibrações mecânicas que geram microaquecimento local, aumentando a permeabilidade celular e a circulação sanguínea. Essa ação favorece a absorção de hematomas e acelera o reparo tecidual, reduzindo a formação de fibroses e aderências cicatriciais. Já a laserterapia de baixa intensidade, conforme Santos (2022), apresenta propriedades bioestimulantes, promovendo aumento da atividade mitocondrial e síntese de colágeno e elastina. Essa resposta celular acelera o processo de cicatrização, diminui a inflamação e reduz o risco de complicações. Além disso, a radiofrequência tem sido utilizada para estimular o colágeno e melhorar a tonicidade da pele, contribuindo para a recuperação estética pós-cirúrgica (ROCHA et al., 2025). De acordo com Camargo, Kasmiskal e Gemoerli (2024), pacientes submetidos à abdominoplastia e acompanhados por fisioterapeutas dermatofuncionais apresentaram redução de até 60% na formação de seromas e 40% na incidência de hematomas quando comparados a pacientes sem acompanhamento fisioterapêutico. Esses dados reforçam a eficácia das técnicas aplicadas e a importância da intervenção precoce. Além dos benefícios físicos, a literatura aponta que a fisioterapia dermatofuncional também tem impactos psicológicos positivos, promovendo bem-estar, conforto e confiança durante o processo de recuperação. Segundo Oliveira et al. (2021), a melhora funcional e estética repercute diretamente na autoestima dos pacientes, o que facilita a adesão ao tratamento e contribui para resultados mais duradouros. Outro ponto relevante refere-se à atuação educativa do fisioterapeuta, que orienta o paciente sobre postura, movimentação, cuidados com a cicatriz e uso adequado de malhas compressivas (PIRES; ROSSETO, 2024). Essas orientações são essenciais para prevenir complicações secundárias, como fibroses, deiscência de sutura e necrose cutânea. Os estudos também demonstram que a ausência de acompanhamento fisioterapêutico está associada a maiores taxas de complicações e a resultados estéticos insatisfatórios (CARVALHO; SANTOS, 2020). A falta de drenagem adequada e o atraso na reabilitação contribuem para o acúmulo de líquidos e formação de fibroses, o que reforça a importância de um plano terapêutico individualizado e interdisciplinar. Apesar dos benefícios evidenciados, ainda existem lacunas na literatura científica, principalmente relacionadas à ausência de protocolos padronizados sobre o tempo de início e a frequência das sessões fisioterapêuticas. Segundo Mesquita e Guimarães (2022), são necessários ensaios clínicos randomizados que comprovem de forma quantitativa os efeitos de cada técnica e estabeleçam diretrizes clínicas seguras e baseadas em evidências. De modo geral, os resultados obtidos demonstram que a fisioterapia dermatofuncional é fundamental no controle do edema, prevenção de seromas e hematomas, melhora da cicatrização e reabilitação funcional dos pacientes submetidos à abdominoplastia. Sua atuação contribui para o restabelecimento da integridade tecidual e para resultados estéticos e funcionais mais satisfatórios, além de reduzir o tempo de recuperação e os custos com reintervenções médicas. Conclusão A presente revisão evidencia que a fisioterapia dermatofuncional é um componente essencial do tratamento pós-operatório de abdominoplastia, atuando de forma preventiva e terapêutica na redução de complicações como seromas e hematomas. Técnicas como drenagem linfática manual, ultrassom terapêutico e laserterapia de baixa intensidade demonstram eficácia na modulação do processo inflamatório, na aceleração da cicatrização e na restauração da funcionalidade tecidual. A atuação fisioterapêutica precoce, associada ao acompanhamento contínuo e às orientações posturais, proporciona recuperação mais rápida, segura e eficiente, além de contribuir para resultados estéticos mais harmoniosos. O fisioterapeuta dermatofuncional, integrado à equipe multiprofissional, desempenha papel determinante na reabilitação global do paciente, garantindo qualidade de vida e bem-estar físico e emocional. Apesar dos avanços científicos na área, reforça-se a necessidade de novas pesquisas com rigor metodológico elevado, capazes de padronizar protocolos clínicos e consolidar o papel da fisioterapia dermatofuncional como parte indispensável do cuidado pós-operatório. Conclui-se que sua atuação é indispensável para a prevenção de complicações, otimização dos resultados cirúrgicos e promoção da saúde integral do paciente submetido à abdominoplastia.
Título do Evento
I Congresso Multidisciplinar em Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Cidade do Evento
Crato
Título dos Anais do Evento
Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, Cicera Kailane De Sousa. ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA DERMATOFUNCIONAL NA PREVENÇÃO DE SEROMAS E HEMATOMAS PÓS ABDOMINOPLASTIA.. In: Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte. Anais...Juazeiro do Norte(CE) Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1382277-ATUACAO-DA-FISIOTERAPIA-DERMATOFUNCIONAL-NA-PREVENCAO-DE-SEROMAS-E-HEMATOMAS-POS-ABDOMINOPLASTIA. Acesso em: 05/03/2026

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