A IMPORTÂNCIA DO CUIDADO ERGONOMICO EM TODAS AS FASES DA VIDA

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2134-0

Título do Trabalho
A IMPORTÂNCIA DO CUIDADO ERGONOMICO EM TODAS AS FASES DA VIDA
Autores
  • Ingra de Souza Anastácio Galdino
  • Bianca Alves da Silva.
  • Maria Dariane Da Silva Ferreira
  • Marcos Antônio dos Santos Filho.
  • Maria Erica Vieira Lima
  • Natanael Marcolino de Brito
Modalidade
Resumo Expandido Estruturado
Área temática
Educação e Formação em Saúde – metodologias inovadoras, ensino interprofissional, extensão e práticas pedagógicas
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1382248-a-importancia-do-cuidado-ergonomico-em-todas-as-fases-da-vida
ISBN
978-65-272-2134-0
Palavras-Chave
Ergonomia, Dores músculoesquelética, Qualidade de vida, Postura, Prevenção, Saúde Infantil.
Resumo
Introdução: O presente estudo teve como objetivo principal analisar a relevância da ergonomia ao longo das diferentes fases da vida, desde a infância até a fase adulta, destacando sua importância na promoção da saúde, prevenção de disfunções musculoesqueléticas e melhora da qualidade de vida. A pesquisa enfatiza que o corpo humano passa por constantes transformações e adaptações em decorrência das escolhas pessoais, dos hábitos de vida e das exigências impostas pelo ambiente social e laboral. Nesse contexto, a ergonomia surge como uma área essencial para o bem-estar físico e mental dos indivíduos, promovendo a adaptação das condições ambientais e laborais às capacidades humanas. Durante a vida, o corpo humano experimenta mudanças físicas e comportamentais que refletem nas atitudes e decisões relacionadas à saúde. A busca por hábitos saudáveis, a prática de exercícios físicos, o cuidado com a postura e a prevenção de doenças representam elementos fundamentais para preservar um estilo de vida equilibrado e saudável. Nesse sentido, a ergonomia atua como um campo científico que investiga as interações entre as pessoas e os diversos componentes de um sistema, com o objetivo de aprimorar o conforto humano e otimizar o desempenho funcional. A Associação Internacional de Ergonomia (IEA, 2000) define a área como a aplicação de teorias, princípios, dados e métodos voltados para o bem-estar humano e a eficiência do sistema como um todo. Nos Estados Unidos, é frequentemente denominada “Fatores Humanos”, enfatizando sua natureza interdisciplinar. A introdução deste trabalho contextualiza a ergonomia como uma ciência essencial para o bem-estar e a qualidade de vida, destacando sua aplicabilidade em todas as etapas da existência humana. Desde a juventude até a terceira idade, a conscientização sobre a postura corporal e a importância da ergonomia deve ser estimulada. A proposta é incentivar comportamentos preventivos e a criação de ambientes adequados que favoreçam tanto a saúde física quanto mental, reduzindo os riscos de lesões e desconfortos musculoesqueléticos. O projeto parte da premissa de que o conhecimento sobre ergonomia deve ser disseminado amplamente, por meio da educação postural e da adoção de hábitos saudáveis que promovam a autonomia e combatam o sedentarismo. Na fundamentação teórica, o estudo aborda a relação entre ergonomia, qualidade de vida, bem-estar e promoção da saúde. A ergonomia é apresentada como uma ciência aplicada que busca adaptar o trabalho, o estudo e as atividades cotidianas às características físicas e cognitivas do ser humano. De acordo com Iida (2005) e Grandjean (2005), seus objetivos primários transcendem o ambiente laboral, abrangendo a adaptação das condições de vida e de trabalho às capacidades individuais. Essa adaptação visa alcançar o equilíbrio da tríade conforto–segurança–eficiência, assegurando a integridade física e psicológica do indivíduo. A disciplina é subdividida em três principais ramos: ergonomia física, ergonomia cognitiva e ergonomia organizacional. A ergonomia física está relacionada às características anatômicas, fisiológicas e biomecânicas do corpo humano, com foco em postura, movimentos e prevenção de distúrbios musculoesqueléticos. A ergonomia cognitiva concentra-se nos processos mentais, como percepção, memória, raciocínio e resposta motora, avaliando como esses fatores influenciam a interação entre o indivíduo e os sistemas em que está inserido. Já a ergonomia organizacional envolve a otimização de sistemas sociotécnicos, abordando estrutura, processos, políticas, gestão de recursos humanos e desenho do trabalho. Objetivo: Analisar a relevância da ergonomia ao longo das diferentes fases da vida, desde a infância até a fase adulta, destacando sua importância na promoção da saúde, prevenção de disfunções musculoesqueléticas e melhora da qualidade de vida. Metodologia: É utilizada e caracterizada no estudo como documental e descritivo, com abordagem quantitativa e qualitativa. As informações foram obtidas a partir de fontes secundárias, incluindo dados governamentais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e artigos científicos sobre ergonomia. A pesquisa foi conduzida por estudantes do curso de Fisioterapia da Faculdade Maurício de Nassau (campus Juazeiro do Norte), durante atividades de extensão. A amostra documental incluiu dados sobre três segmentos populacionais — jovens, adultos e idosos —, permitindo correlacionar disfunções ergonômicas com diferentes fases da vida. O objetivo foi compreender as principais disfunções posturais manifestadas em cada faixa etária, associando-as aos padrões de postura e aos elementos ambientais observados. Resultados e Discussões: Nos resultados e discussões os dados revelaram achados preocupantes sobre a incidência de dores musculoesqueléticas em crianças e adolescentes, demonstrando que os problemas ergonômicos têm origem precoce. O estudo “Avaliação Ergonômica e Musculoesquelética” mostrou que uma parcela significativa de crianças, com média de 13 anos, matriculadas em escolas públicas, relatou dores musculares e má postura durante atividades escolares. Esses resultados apontam que a ausência de práticas ergonômicas adequadas se inicia na infância — fase crucial de desenvolvimento físico —, o que torna os indivíduos mais suscetíveis a alterações estruturais e funcionais na vida adulta. Outro estudo citado, “Prevalência da Dor Musculoesquelética Desabilitante em Crianças e Adolescentes no Brasil”, analisou uma amostra de 2.688 jovens e constatou que 27,1% relataram dores incapacitantes nos últimos 30 dias, sendo as costas a região mais afetada (51,8% dos casos). Esses números demonstram uma alta prevalência de desconfortos posturais na juventude, o que reflete a falta de educação ergonômica tanto nas escolas quanto em casa. A ausência de medidas preventivas durante a infância e adolescência tende a persistir na vida adulta, resultando em condições crônicas como lombalgia, cervicalgia e alterações posturais permanentes. As consequências dessas condições vão além da dor física. Elas incluem limitação funcional, redução da produtividade, afastamentos laborais e impactos psicológicos, como estresse e fadiga contínua. Posturas inadequadas, mantidas desde cedo, estabelecem padrões de movimento incorretos que se tornam difíceis de corrigir com o passar do tempo. Dessa forma, a ausência de ergonomia desde a infância não apenas compromete o desenvolvimento físico saudável, mas também interfere no bem-estar psicológico e social do indivíduo. Os resultados reforçam a necessidade de estratégias preventivas que contemplem todas as etapas da vida, com foco na educação postural e na conscientização sobre a importância da ergonomia. Tais estratégias devem ser aplicadas em ambientes escolares, familiares e de trabalho. A criação de espaços adequados, mobiliários ergonômicos e programas educativos sobre postura correta são medidas eficazes para reduzir o risco de disfunções musculoesqueléticas. A implementação dessas ações desde a infância é essencial para formar adultos mais saudáveis, produtivos e menos propensos a desenvolver dores crônicas. Conclusão: O estudo evidencia que a falta de práticas ergonômicas adequadas desde a infância desempenha papel determinante no surgimento de disfunções musculoesqueléticas e alterações posturais ao longo da vida. A elevada frequência de dores musculares observada entre crianças e adolescentes demonstra a necessidade urgente de inserir a ergonomia no contexto educacional e familiar. Hábitos posturais incorretos adquiridos precocemente favorecem o desenvolvimento de condições dolorosas persistentes, como dores nas costas, no pescoço e nos ombros, que podem comprometer as atividades da vida adulta. Dessa forma, torna-se fundamental implementar métodos preventivos desde os primeiros anos de vida, incluindo educação sobre posturas corretas, sensibilização quanto à relevância da ergonomia e criação de ambientes adequados. Tais medidas contribuem para a promoção da saúde musculoesquelética, prevenção de lesões e melhoria da qualidade de vida. Além disso, o estudo destaca a importância de políticas públicas e programas escolares voltados à educação postural, que estimulem hábitos saudáveis e sustentem uma cultura de prevenção. Em síntese, o estudo conclui que a ergonomia é uma ciência indispensável à promoção do bem-estar e à prevenção de doenças ocupacionais e posturais. Quando aplicada de forma contínua e educativa, desde a infância até a vida adulta, ela proporciona ganhos significativos em conforto, segurança e eficiência. A conscientização ergonômica deve ser parte integrante do processo de formação humana, contribuindo para a autonomia, a produtividade e o equilíbrio físico e mental. Assim, a introdução da ergonomia como prática cotidiana e educativa representa um investimento essencial para assegurar uma vida mais saudável, com menor prevalência de dores e maior bem-estar ao longo dos anos.
Título do Evento
I Congresso Multidisciplinar em Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Cidade do Evento
Crato
Título dos Anais do Evento
Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

GALDINO, Ingra de Souza Anastácio et al.. A IMPORTÂNCIA DO CUIDADO ERGONOMICO EM TODAS AS FASES DA VIDA.. In: Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte. Anais...Juazeiro do Norte(CE) Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1382248-A-IMPORTANCIA-DO-CUIDADO-ERGONOMICO-EM-TODAS-AS-FASES-DA-VIDA. Acesso em: 16/03/2026

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