INTERVENÇÃO FONOAUDIOLÓGICA EM FISSURAS LABIOPALATINAS: REVISÃO DE BIBLIOGRÁFICA

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2134-0

Título do Trabalho
INTERVENÇÃO FONOAUDIOLÓGICA EM FISSURAS LABIOPALATINAS: REVISÃO DE BIBLIOGRÁFICA
Autores
  • Anna Lyvia Leandro De Sousa
  • Gislania Dias
  • Emerson Luan Silva
  • Hortêncya Granjeiro de Aquino
  • Maria Onélia Gomes Alencar
  • THALIA RODRIGUES REIS
Modalidade
Resumo Expandido Estruturado
Área temática
Estudos experimentais e de revisão- Metodologias de revisões sistemáticas, integrativas, meta análise e modelos experimentais em pesquisa biomédica.
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1376144-intervencao-fonoaudiologica-em-fissuras-labiopalatinas--revisao-de-bibliografica
ISBN
978-65-272-2134-0
Palavras-Chave
Reabilitação; Fissura Labiopalatina; Intervenção; Cirurgias corretivas; Inteligibilidade da fala; Linguagem oral; Terapia fonoaudiológica.
Resumo
1. INTRODUÇÃO A fissura labiopalatina (FLP) é uma malformação congênita que afeta as estruturas craniofaciais, provocando uma fenda no lábio superior, palato ou ambos. Isso pode ocorrer entre a quarta e décima segunda semana de gestação, sendo causada por fatores genéticos e/ou ambientais (BARBOSA, et al, 2015). Quando a fissura ocorre aparente nos lábios é possível ser observado durante a ultrassonografia morfológica. Tal fissura pode ocasionar prejuízos funcionais e psicossociais, sobretudo no que diz respeito à alimentação, à fala, à audição e ao desenvolvimento da comunicação oral. No Brasil, estima-se que 1 a cada 650 nascidos vivos são portadores desses tipos de fissuras, sendo aproximadamente 1,53 em cada 1.000 recém-nascidos que apresentam essa condição (URMÉNYI, et al. 2024), o que reforça sua relevância clínica e social. A reabilitação exige uma abordagem multidisciplinar, envolvendo profissionais de diferentes áreas da saúde, como cirurgiões, otorrinolaringologistas, ortodontistas, psicólogos e fonoaudiólogos. Entre esses, o fonoaudiólogo desempenha papel central no processo de recuperação, uma vez que atua na estimulação precoce das funções orofaciais, na prevenção de padrões articulatórios compensatórios e na promoção da linguagem e da inteligibilidade da fala. Face aos variados tipos de fissuras e seus impactos na vida do indivíduo e seu meio, viu-se a importância de se discutir e relatar a atuação fonoaudiológica na reabilitação de indivíduos com fissura labiopalatina, enfatizando sua contribuição no desenvolvimento da comunicação oral de função orofacial. 2. METODOLOGIA A pesquisa caracteriza-se como um estudo de natureza descritiva, com abordagem qualitativa e delineamento bibliográfico, fundamentado em artigos científicos, livros e documentos técnicos que abordam a atuação da fonoaudiologia na reabilitação de indivíduos com fissura labiopalatina. O levantamento bibliográfico foi realizado nas bases de dados SciELO e Google Acadêmico, entre os meses de agosto e setembro do presente ano, contemplando também materiais disponíveis em bibliotecas digitais de universidades, teses e dissertações, de forma a ampliar o escopo de consulta, priorizando trabalhos divulgados nos últimos dez anos, a fim de assegurar a atualidade e a relevância das informações. O processo de análise ocorreu em três etapas: inicialmente, procedeu-se à leitura exploratória para identificar os textos mais relevantes; em seguida, realizou-se a leitura seletiva e analítica, visando extrair dados sobre a atuação fonoaudiológica; por fim, efetuou-se a síntese interpretativa, organizando as informações em eixos temáticos relacionados ao desenvolvimento da comunicação oral e da função orofacial. Essa sistematização possibilitou uma compreensão crítica acerca das contribuições da fonoaudiologia no processo de reabilitação de indivíduos com fissura labiopalatina. 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO A atuação fonoaudiológica na reabilitação de indivíduos com fissura labiopalatina (FLP) mostra-se indispensável em todas as fases do desenvolvimento, desde o período neonatal até a vida adulta (GENARO; FUKUSHIRO; SUGUIMOTO, 2015). Os resultados encontrados em diferentes estudos e acompanhamentos clínicos apontam que a intervenção precoce favorece o desenvolvimento das funções orofaciais e da comunicação oral, impactando diretamente a qualidade de vida desses pacientes (MARCHESAN, 2019; GENARO et al., 2020). Nos primeiros meses de vida, o fonoaudiólogo atua principalmente na orientação da alimentação, uma vez que alterações anatômicas dificultam a sucção, deglutição e respiração coordenadas (ROCHA; GENARO; FUKUSHIRO, 2016). O uso de utensílios adaptados, como mamadeiras especiais, seringas e copinhos, somado ao acompanhamento contínuo, possibilita maior eficiência alimentar e contribui para a manutenção do estado nutricional adequado. Além disso, a estimulação precoce do sistema estomatognático previne padrões compensatórios inadequados, que poderiam comprometer o desenvolvimento da fala (FERREIRA et al., 2020). No período pós-cirúrgico, sobretudo após a palatoplastia, a fonoaudiologia desempenha papel central no treinamento da musculatura velofaríngea e no desenvolvimento articulatório (TRINDADE; SILVA FILHO, 2007; ANDRADE et al., 2021). Técnicas de estimulação motora e exercícios vocálicos auxiliam na redução da hipernasalidade, no fortalecimento muscular e na promoção de uma fala mais inteligível. A reabilitação da função velofaríngea é crucial para evitar a persistência de distúrbios articulatórios, escape nasal e alterações de ressonância, que impactam diretamente na comunicação oral (SIGNOR RCF, 2019. GENARO; YAMASHITA; FUKUSHIRO, 2018). Outro aspecto de destaque é a prevenção e o manejo das alterações auditivas associadas à FLP, frequentemente decorrentes de disfunção da tuba auditiva e episódios recorrentes de otite média secretora. A avaliação audiológica integrada ao acompanhamento fonoaudiológico permite identificar precocemente perdas auditivas condutivas, promovendo intervenções adequadas para assegurar o desenvolvimento da linguagem oral (AMARAL; SILVA; CAMPOS, 2017). Na infância e adolescência, a terapia fonoaudiológica volta-se para o aperfeiçoamento da articulação, da inteligibilidade da fala e da função orofacial, sempre considerando as necessidades individuais e o estágio de desenvolvimento do paciente (BERTIER; TRINDADE; SILVA FILHO, 2011). Estratégias fonéticas, fonológicas e de estimulação sensório-motora têm demonstrado eficácia no fortalecimento da musculatura orofacial e na melhora da comunicação oral (MARCHESAN, 2019). Os resultados discutidos evidenciam que a fonoaudiologia não apenas reabilita aspectos funcionais, mas também desempenha um papel fundamental na inclusão social e no fortalecimento da autoestima, já que a comunicação é elemento central da interação humana (GENARO et al., 2020). Dessa forma, a contribuição do fonoaudiólogo vai além da correção de alterações de fala, abrangendo a promoção da qualidade de vida, da integração familiar e da participação social do indivíduo com fissura labiopalatina (MARCHESAN, 2019. GENARO; FUKUSHIRO; SUGUIMOTO, 2015). 4. CONCLUSÃO A fissura labiopalatina é uma condição complexa que exige uma abordagem cuidadosa e integrada para garantir o melhor resultado possível. Com o tratamento adequado e o apoio de uma equipe multidisciplinar, é possível superar os desafios e melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Ao investir na prevenção, no diagnóstico precoce e no tratamento eficaz, podemos oferecer às pessoas com fissura labiopalatina a oportunidade de alcançar seu pleno potencial e viver uma vida plena e saudável. Essa abordagem não apenas melhora a saúde física e emocional dos pacientes, mas também proporciona às suas famílias a tranquilidade e a segurança de saber que estão recebendo o melhor cuidado possível. Com a combinação de tratamento médico, apoio psicológico e educação, é possível minimizar as dificuldades e maximizar as oportunidades para essas pessoas. Em última análise, a fissura labiopalatina pode ser um desafio, mas com a abordagem certa, é possível transformar vidas e oferecer um futuro mais promissor. 5. AGRADECIMENTOS Agradecemos ao Centro Universitário Maurício de Nassau e a orientação da Profª Espª Thalia Reis, Fonoaudióloga CRFa 8-12473 com Residência Hospitalar em Neurologia/Neurocirurgia - HGF/EspCE, Pós-graduanda em Cuidados Paliativos – PUCPR, pela orientação deste estudo.
Título do Evento
I Congresso Multidisciplinar em Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Cidade do Evento
Crato
Título dos Anais do Evento
Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SOUSA, Anna Lyvia Leandro De et al.. INTERVENÇÃO FONOAUDIOLÓGICA EM FISSURAS LABIOPALATINAS: REVISÃO DE BIBLIOGRÁFICA.. In: Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte. Anais...Juazeiro do Norte(CE) Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1376144-INTERVENCAO-FONOAUDIOLOGICA-EM-FISSURAS-LABIOPALATINAS--REVISAO-DE-BIBLIOGRAFICA. Acesso em: 16/03/2026

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