ENFERMAGEM FORENSE: PRÁTICAS E DESAFIOS NA COLETA DE VESTÍGIOS EM VIOLÊNCIA SEXUAL

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2134-0

Título do Trabalho
ENFERMAGEM FORENSE: PRÁTICAS E DESAFIOS NA COLETA DE VESTÍGIOS EM VIOLÊNCIA SEXUAL
Autores
  • Ana Heloísa dos Santos
  • Nilo Emanuel Soares de Sousa
  • Márcia de Souza Queiróz
  • Gabriel Aran dos Santos Leonel
  • Maria Do Socorro Costa Gregório
  • José Gledson Costa Silva
Modalidade
Resumo Expandido Estruturado
Área temática
Estudos experimentais e de revisão- Metodologias de revisões sistemáticas, integrativas, meta análise e modelos experimentais em pesquisa biomédica.
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1371359-enfermagem-forense--praticas-e-desafios-na-coleta-de-vestigios-em-violencia-sexual
ISBN
978-65-272-2134-0
Palavras-Chave
Violência sexual, Enfermagem forense, Acolhimento humanizado, Preservação de vestígios.
Resumo
RESUMO O atendimento a mulheres vítimas de violência sexual requer acolhimento humanizado e preservação rigorosa de vestígios, essenciais para garantir cuidado integral e a responsabilização legal dos agressores. O objetivo deste estudo foi identificar práticas, desafios e lacunas relacionadas à atuação da enfermagem forense nesse contexto. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme as diretrizes do PRISMA 2020, que analisou publicações em português entre 2014 e 2024. Após a aplicação criteriosa dos critérios de inclusão e exclusão, sete estudos foram selecionados. Os resultados evidenciaram a ausência de protocolos padronizados, capacitação insuficiente, subnotificação de casos e insegurança jurídica entre os profissionais. Conclui-se que a enfermagem forense é fundamental para o cuidado às vítimas e para a confiabilidade das investigações, sendo necessário investir em formação continuada, desenvolver políticas públicas específicas e ampliar a produção científica no contexto brasileiro. PALAVRAS-CHAVE: Violência sexual, Enfermagem forense, Acolhimento humanizado, Preservação de vestígios. INTRODUÇÃO O cenário de violência sexual contra mulheres demanda respostas técnicas e humanizadas por parte dos profissionais de saúde. A enfermagem forense, regulamentada no Brasil, atua na interface entre o cuidado clínico e a justiça, sendo estratégica na preservação de vestígios. Apesar dos avanços institucionais, a literatura aponta lacunas relevantes: a falta de padronização de protocolos, a escassez de capacitação técnica e o receio legal entre os profissionais comprometem a cadeia de custódia e, consequentemente, a validade das provas (RIBEIRO et al., 2021; MACEDO; SOUZA, 2021). Estudos também alertam que procedimentos aparentemente rotineiros — como higienização prematura, troca de roupas ou manipulação inadequada de materiais biológicos — podem destruir pistas fundamentais (PAULA; FERREIRA; OLIVEIRA, 2019). Diante desse panorama, a presente revisão integrativa busca sintetizar as evidências disponíveis sobre a atuação da enfermagem forense na coleta e preservação de vestígios em casos de violência sexual contra a mulher, no período de 2014 a 2024. O objetivo é identificar práticas, desafios e lacunas de conhecimento, oferecendo subsídios para aprimorar a formação profissional, consolidar protocolos institucionais e orientar políticas públicas que garantam tanto a integridade das provas quanto os direitos das vítimas. OBJETIVO Identificar práticas, desafios e lacunas relacionadas à atuação da enfermagem forense na coleta e preservação de vestígios em casos de violência sexual. METODOLOGIA Revisão integrativa da literatura elaborada conforme as diretrizes do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA 2020). O recorte temporal adotado compreendeu os anos de 2014 a 2024, buscando reunir produções científicas atuais e relevantes sobre a atuação da enfermagem forense na coleta e preservação de vestígios em casos de violência sexual contra a mulher. Os critérios de inclusão foram: artigos publicados em português; disponíveis em texto completo; que abordassem diretamente a temática da enfermagem forense, com ênfase na coleta, preservação de vestígios e saúde pública; e que se enquadrassem dentro do período estabelecido. Foram excluídos os estudos duplicados, textos em outros idiomas, produções anteriores a 2014 e aqueles que não tinham relação direta com a temática. Para a extração dos dados, utilizou-se um quadro sinóptico contendo autor, ano, periódico, tipo de estudo, objetivo e principais resultados. A síntese foi realizada de forma narrativa, complementada pela comparação entre os achados, buscando identificar convergências, divergências e lacunas de conhecimento. O fluxograma PRISMA 2020 foi adotado para organizar as etapas de identificação, seleção, avaliação de elegibilidade e inclusão dos estudos, assegurando maior transparência e possibilidade de reprodução da revisão. RESULTADO E DISCUSSÃO A análise dos artigos evidenciou que a enfermagem forense é essencial no atendimento a mulheres vítimas de violência sexual, embora enfrente entraves estruturais e institucionais. Os estudos destacam o acolhimento humanizado e a preservação correta dos vestígios como práticas decisivas para o amparo à vítima e responsabilização do agressor (CITOLIN et al., 2024; GUIMARÃES; ROSSI; NEVES, 2025). A ausência de protocolos padronizados e a fragilidade da cadeia de custódia comprometem a validade das provas, revelando a falta de diretrizes que orientem a atuação dos profissionais (RIBEIRO et al., 2021; GRANGEIRO et al., 2023). Soma-se a isso a escassez de capacitação técnica e formação específica, que gera insegurança na coleta de materiais e nos registros documentais (BARROS; BARROS; ALVES, 2021; MACEDO; SOUZA, 2021). A subnotificação, o medo de represálias e a falta de respaldo legal agravam o cenário e dificultam o planejamento de políticas públicas eficazes (RIBEIRO et al., 2021; GRANGEIRO et al., 2023). Ainda assim, a literatura evidencia o potencial estratégico da enfermagem forense na articulação entre saúde e justiça, conforme experiências consolidadas em países como Estados Unidos e Canadá (PEREIRA et al., 2024). Sob a perspectiva da saúde pública, a violência sexual deve ser entendida como um fenômeno de alto impacto físico, psicológico e social. Assim, a enfermagem forense se configura como elo fundamental entre o cuidado clínico e a resposta judicial, fortalecendo a integralidade da assistência (CITOLIN et al., 2024). Além dos desafios estruturais e formativos, a revisão identificou como limitação a própria escassez de estudos publicados sobre a temática, especialmente no contexto brasilei-ro. Essa lacuna de produção científica dificulta comparações mais amplas, restringe a com-preensão das práticas atuais e evidencia a necessidade de fomentar pesquisas que aprofun-dem o papel da enfermagem forense na coleta e preservação de vestígios em casos de vio-lência sexual contra a mulher (PEREIRA et al., 2024) CONCLUSÃO Diante deste estudo evidenciou-se que a enfermagem forense exerce papel estratégico no atendimento às mulheres vítimas de violência sexual, corroborando para a boa prática da justiça no âmbito da responsabilização penal dos agressores conquanto para o cuidado integral às vítimas. Contudo, a análise da literatura revelou entraves relevantes, como a ausência de protocolos padronizados, a escassez de capacitação específica, a subnotificação de casos e a insegurança jurídica vivenciada pelos profissionais. Diante desses achados, torna-se vital o fortalecimento da formação acadêmica e continuada em enfermagem forense, a elaboração de diretrizes nacionais que orientem a prática clínica e a consolidação de políticas públicas intersetoriais, visando reconhecer a violência sexual como prioridade de saúde pública e de segurança. Por fim, destaca-se a necessidade de ampliar a produção científica sobre o tema, especialmente no contexto brasileiro, de modo a subsidiar práticas baseadas em evidências e consolidar a atuação do enfermeiro forense como elo fundamental entre saúde, justiça e sociedade.
Título do Evento
I Congresso Multidisciplinar em Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Cidade do Evento
Crato
Título dos Anais do Evento
Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, Ana Heloísa dos et al.. ENFERMAGEM FORENSE: PRÁTICAS E DESAFIOS NA COLETA DE VESTÍGIOS EM VIOLÊNCIA SEXUAL.. In: Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte. Anais...Juazeiro do Norte(CE) Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1371359-ENFERMAGEM-FORENSE--PRATICAS-E-DESAFIOS-NA-COLETA-DE-VESTIGIOS-EM-VIOLENCIA-SEXUAL. Acesso em: 14/03/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes