CARACTERIZAÇÃO DO PROTOCOLO DE SEPSE EM UTIS DE EQUIPE PERMANENTE VERSUS UTI DE EQUIPE EMERGENCIAL DE CENTRO ESTADUAL TERCIÁRIO DE ALTA COMPLEXIDADE.

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2131-9

Título do Trabalho
CARACTERIZAÇÃO DO PROTOCOLO DE SEPSE EM UTIS DE EQUIPE PERMANENTE VERSUS UTI DE EQUIPE EMERGENCIAL DE CENTRO ESTADUAL TERCIÁRIO DE ALTA COMPLEXIDADE.
Autores
  • LARYSSA MARTINS MENDES Silva
  • Adriana Oliveira Guilarde
  • Juliane Amaral Toledo
  • Ariana Rocha Romão Godoi
  • Haline Reis de Oliveira
  • Juliana Alves Costa Moreira
Modalidade
E-poster
Área temática
Concentração: Assistência em saúde
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iv-jornada-cientifica-agir/684881-caracterizacao-do-protocolo-de-sepse-em-utis-de-equipe-permanente-versus-uti-de-equipe-emergencial-de-centro-esta
ISBN
978-65-272-2131-9
Palavras-Chave
Sepse, Protocolo de Sepse, Abertura de Protocolo de Sepse
Resumo
Número do protocolo de aprovação no CEP: 4.951.892 Introdução: A sepse é definida pela presença de disfunção orgânica ameaçadora à vida, devido à resposta inflamatória exacerbada do hospedeiro à infecção1,2. A fim de aprimorar o manejo da sepse, o Protocolo de Sepse institucional, embasado no Surviving Sepsis Campaign orienta medidas para otimizar o diagnóstico e o tratamento efetivo3. Objetivo: caracterizar os resultados da implantação do Protocolo de Sepse em duas unidades de terapia intensiva (UTI) em Centro Estadual de atenção terciária de alta complexidade em Goiás. Métodos: estudo descritivo dos dados obtidos pelo gerenciamento do protocolo de sepse na instituição de 176 leitos de internação hospitalar, sendo 20 leitos de UTI geral (UTI A) e 10 leitos de UTI COVID19 (UTI B). Período: março 2022 a fevereiro 2023. A UTI A é assistida por equipe celetista permanente e treinada conforme os protocolos institucionais2. A UTI B é composta por colaboradores terceirizados contratados de forma emergencial para enfrentamento da pandemia por COVID-19 e que receberam treinamento in locu para implementação do protocolo de sepse2. Instrumento de avaliação: fichas de abertura de protocolo de sepse, exame de lactato, auditoria dos antimicrobianos e declaração de óbito. Armazenamento e análise de dados: planilha Google drive, softwares STATA 16.0 e Jamovi 2.3. Significância estatística de p<0.05. Resultados: Identificaram-se 251 casos de sepse nas UTIs. Na UTI A, a média de idade foi de 63 anos (mínima 13 anos, e máxima 94 anos) e, na UTI B, a média de idade foi de 72 anos (mínima 22 anos, máxima 96 anos). Predominaram pacientes de sexo masculino na UTI A e B (56,32% e 62,30%, respectivamente). Os casos de sepse na UTI A eram identificados principalmente pela abertura do protocolo 77,89%;(148), seguido pelo exame de lactato 7,89%;(16), declaração de óbito 7,37%;(14), e auditoria dos antimicrobianos 6,84% (13). Na UTI B, a maior fonte de detecção dos casos foi devido ao exame de lactato 88,52%; (55), declaração de óbito 6,56%;(4), abertura dos protocolos 3,28%;(2), e auditoria dos antimicrobianos 1,64%;(1). Em relação ao momento de sinalização da sepse, na UTI A 45,79% (88) dos casos tiveram o protocolo aberto em choque séptico, 41,05% (79) em sepse, 12,11%; (24) de infecção sem sepse e 1,05%; (2) descartado infecção. Na UTI B, houve 47,54%;(30) de casos de identificação da sepse já em choque, 50,82%;(32) em sepse, 1,64%;(1) de infecção sem sepse e nenhum caso de pacientes sem infecção. O percentual de pacientes com antibiótico em tempo adequado na UTI A foi de 72,88%, com tempo médio de início do antibiótico de 1:22 horas. Na UTI B, o percentual pacientes com antibiótico em tempo adequado foi de 50,00%, com tempo médio administração antibiótico de 5:22 horas. A coleta de hemoculturas em casos de sepse identificados na UTI A foi de 76,84%; (147), e já na UTI B a coleta de hemoculturas foi apenas em 37,70%; (23) dos casos identificados. A letalidade associada à sepse foi maior na UTI B, com uma diferença estatisticamente significativa (UTI A 27,89% e UTI B 50,82%, p <0,01). Conclusão: Observamos maior adesão ao protocolo de sepse na UTI A, composta por equipe permanente e pacientes não-COVID, com início da terapia antimicrobiana mais precoce nessa unidade e menor letalidade relacionada à sepse. O estudo mostra a relevância da adesão ao protocolo de sepse na qualidade da assistência à saúde. A presença de uma equipe assistencial consolidada na UTI A provavelmente contribuiu com os melhores desfechos nessa unidade, pois não há rotatividade dos colaboradores, resultando em maior aplicabilidade dos protocolos institucionais. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 1. ILAS – Instituto Latino Americano de Sepse. Sepse. (2022 – 2023). Brasil: ILAS; 2022 Disponível em: » https://ilas.org.br/sepse-3-0/ 2. LAURA E, ET AL. Campanha de Sobrevivência à Sepse: Diretrizes Internacionais para o Manejo da Sepse e Coque Séptico 2021. www.ccmjournal.org. 2021; 49 (11): e1064. Disponível em: https://www.sccm.org/sccm/media/PDFs/Surviving-Sepsis-Campaign-2021-Portuguese-Translation.pdf 3. Surviving Sepsis Campaign. Latest News: Updated Adult Sepsis Guidelines. Society of Critical Care Medicine. 2021. Available from: » https://www.sccm.org/SurvivingSepsisCampaign/Home
Título do Evento
IV Jornada Científica Integrativa da Agir
Título dos Anais do Evento
Anais da IV Jornada Cientifica Integrativa da Agir
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, LARYSSA MARTINS MENDES et al.. CARACTERIZAÇÃO DO PROTOCOLO DE SEPSE EM UTIS DE EQUIPE PERMANENTE VERSUS UTI DE EQUIPE EMERGENCIAL DE CENTRO ESTADUAL TERCIÁRIO DE ALTA COMPLEXIDADE... In: IV Jornada Cientifica Integrativa da Agir. Anais...Goiânia(GO) SESC, 2023. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iv-jornada-cientifica-agir/684881-CARACTERIZACAO-DO-PROTOCOLO-DE-SEPSE-EM-UTIS-DE-EQUIPE-PERMANENTE-VERSUS-UTI-DE-EQUIPE-EMERGENCIAL-DE-CENTRO-ESTA. Acesso em: 14/03/2026

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