PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE INDIVÍDUOS COM LESÃO MEDULAR ESPINHAL ATENDIDOS EM UM CENTRO DE REABILITAÇÃO

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2131-9

Título do Trabalho
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE INDIVÍDUOS COM LESÃO MEDULAR ESPINHAL ATENDIDOS EM UM CENTRO DE REABILITAÇÃO
Autores
  • Thais Passos de Oliveira Guimarães
  • Jordana Batista da Silva Lima
  • Thatiana Moreira De Paiva
  • Francine Aguilera Rodrigues da Silva
  • Letícia de Araújo Morais
  • Hernani Camilo Valinote
Modalidade
E-poster
Área temática
Concentração: Assistência em saúde
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iv-jornada-cientifica-agir/679078-perfil-epidemiologico-de-individuos-com-lesao-medular-espinhal-atendidos-em-um-centro-de-reabilitacao
ISBN
978-65-272-2131-9
Palavras-Chave
Lesão Medular Espinhal, incidência e reabilitação.
Resumo
Introdução: Morte prematura e sequelas incapacitantes e por vezes permanentes, são consequências da Lesão Medular Espinhal (LME), esta é considerada um problema de saúde pública devido aos gastos envolvidos na reabilitação das alterações sensório-motoras, autonômicas e psicoafetivas presentes na fase aguda à crônica, que afetam a independência nas atividades diárias, na participação e reinserção social do sujeito que sofreu a lesão¹,². Sua incidência e prevalência são imprecisas devido a subnotificação, no entanto, de acordo com o Ministério da Saúde - cerca de 10 mil novos casos ocorrem por ano, sendo as principais vítimas jovens do sexo masculino e economicamente ativos³,4. Este estudo tem como objetivo compreender as características e padrões epidemiológicos relacionados à LME em um centro de reabilitação. Métodos: Estudo analítico longitudinal quantitativo, realizado no Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (CRER). Este estudo faz parte dos resultados parciais de um projeto de pesquisa denominado “Letramento em saúde, atividade física e funcionalidade em pessoas com lesão medular espinhal”, que seguiu as Normas Regulamentadoras de Pesquisa Envolvendo Seres Humanos e foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Leide das Neves Ferreira (CAAE: 66234222.0.0000.0237). A coleta de dados foi realizada no período de janeiro a julho de 2023. Foram incluídos indivíduos com diagnóstico de LME internados para reabilitação no CRER, de ambos os sexos, com idade superior a 18 anos, com qualquer nível de lesão, completas ou incompletas, de etiologia traumática, com tempo máximo de até 18 meses, após a lesão. Os participantes foram avaliados por meio de um questionário sociodemográfico e anamnese, contendo informações sobre identificação e diagnóstico, tais como idade, sexo, estado civil, índice de massa corporal (IMC), ocupação, local de moradia, nível de escolaridade, mecanismo de lesão, classificação da LME e (ASIA) Impaiment Scale - AIS. As avaliações foram realizadas por meio de entrevista, em local reservado, após convite, esclarecimentos e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). A estatística descritiva foi realizada no software Biostat, versão 5.3. Resultados e discussão: Amostra composta por 35 participantes com média de idade de 41,97(±17,26) anos, 28(82,85%) do sexo masculino, IMC de 24,94(±3,44) kg. Dentre os avaliados, 19(54,28%) se declararam casados, 33(94,28%) trabalham e 34(97,14%) residem no estado de Goiás. Em relação ao nível de escolaridade, 11(31,42%) indivíduos possuíam ensino fundamental incompleto, 11(31,42%) e ensino médio completo 11(31,42%). A renda mensal predominante, em salários-mínimos, foi de menos de 1 salário 9(25,71%). Quanto à classificação da LME, a maior parte foi de etiologia por acidente automobilístico 16(45,71%), predominantemente classificados como paraplégicos 25(71,44%), com nível de lesão L1 7(20%) e AIS A 17(48,57%). Os resultados corroboram com Brasil (2013)³, onde a maioria dos LME são jovens, do sexo masculino, economicamente ativos e de etiologia advinda de acidente automobilístico. Conclusão: A maioria dos participantes foram classificados como paraplégicos, sendo a principal etiologia acidente automobilístico, casados, do sexo masculino, jovens economicamente ativos e com baixa escolaridade, residindo no Estado de Goiás. Referências: ¹Carvalhal SPS. A intensidade do exercício prévio influencia na degeneração muscular em indivíduos submetidos à lesão medular? 2017. Mestrado (Pós-Graduação em Fisiologia), Paraná, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2017. ²Westhuixen LVD, Mothabeng DJ, Nkwenika TM. The relationship between physical fitness and Community participation in people with spinal cord injury. South African Journal of Physiotherapy.2017;73(1):354. doi: 10.4102/sajp.v73i1.354. ³BRASIL. Diretrizes de Atenção à Pessoa com Lesão Medular. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas e Departamento de Atenção Especializada. Brasilia, 2013. 4Schoeller SD, Grumann ARS, Martini AC, Forner S; Sader LT; Nogueira GC. Knowing to care: characterization of individuals with spinal cord injury treated at a rehabilitation center. Fisioter Mov. 2015,28(1):77-83. doi: http://dx.doi.org.10.1590/0103-5150.028.001.AO08.
Título do Evento
IV Jornada Científica Integrativa da Agir
Título dos Anais do Evento
Anais da IV Jornada Cientifica Integrativa da Agir
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

GUIMARÃES, Thais Passos de Oliveira et al.. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE INDIVÍDUOS COM LESÃO MEDULAR ESPINHAL ATENDIDOS EM UM CENTRO DE REABILITAÇÃO.. In: IV Jornada Cientifica Integrativa da Agir. Anais...Goiânia(GO) SESC, 2023. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iv-jornada-cientifica-agir/679078-PERFIL-EPIDEMIOLOGICO-DE-INDIVIDUOS-COM-LESAO-MEDULAR-ESPINHAL-ATENDIDOS-EM-UM-CENTRO-DE-REABILITACAO. Acesso em: 12/03/2026

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