ESTRESS LABORAL VIVENCIADO EM UM AMBIENTE DE TERAPIA INTENSIVA DURANTE O ENFRENTAMENTO DA COVID-19.

Publicado em 26/09/2021 - ISBN: 978-65-5941-331-7

DOI
10.29327/143749.1-4  
Título do Trabalho
ESTRESS LABORAL VIVENCIADO EM UM AMBIENTE DE TERAPIA INTENSIVA DURANTE O ENFRENTAMENTO DA COVID-19.
Autores
  • Carla Santos Bomfim
  • Fabiana Venâncio Sampaio
  • Mikaella Dos Santos Merces
  • Irleide Silva
  • Vitória Mascarenhas Ferraz Silva
Modalidade
Resumo Expandido
Área temática
Temas relacionados a Saúde
Data de Publicação
26/09/2021
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iijornadainterligas/386346-estress-laboral-vivenciado-em-um-ambiente-de-terapia-intensiva-durante-o-enfrentamento-da-covid-19
ISBN
978-65-5941-331-7
Palavras-Chave
Coronavirus 1. Estress 2. Saúde 3
Resumo
ESTRESS LABORAL VIVENCIADO EM UM AMBIENTE DE TERAPIA INTENSIVA DURANTE O ENFRENTAMENTO DA COVID-19. INTRODUÇÃO: Doenças infecciosas são um desafio para a saúde pública mundial, e o Coronavirus veio para comprovar esse relato. Estudos apontam que esse vírus já existia desde 1965, mas não era evidente como recentemente. Seu enfoque ocorreu a partir do dia 31 de dezembro de 2019. A propagação se apresenta com contato direto e superfícies contaminadas, gerando pânico à população, entretanto a letalidade é considerada baixa. (MACEDO, ORNELLAS e BOMFIM. 2020) Enquanto estudiosos em todo mundo correm contra o tempo para tentar entender o Coronavirus, os profissionais de saúde se tornam linha de frente no combate desse vírus. A UTI é um ambiente que envolve múltiplos cuidados, e é preciso levar em conta também a saúde dos profissionais que lá atuam. (BACKES, ERDMANN e BUSCHER. 2015) Santana et al. (2016) compreende que dentre todos os desgastes gerados pelas cargas psíquicas, a maior frequência foi para depressão (2,9%) e hipertensão arterial (2,8%), decorrente da pressão psicológica vivida pelos profissionais da área no ambiente hospitalar. Com todo esse excesso de exigências e pressão psicológica, os reflexos podem ser igualmente sentidos no fator físico, por exemplo, a musculatura pode responder de forma negativa e por consequência gerar hipertonia, tendo impacto na qualidade de vida diária do profissional (LOPES, 2016). OBJETIVOS: Identificar a prevalência de estresse em profissionais de saúde, determinando o perfil sociodemográfico dos profissionais de saúde em ambiente de terapia intensiva durante o enfrentamento da COVID-19 e analisando os fatores relacionados ao estresse laboral em profissionais que trabalham na UTI; MÉTODOS: O presente projeto consiste em uma pesquisa transversal, descritiva e quantitativa. A pesquisa transversal pode ser definida como incidência e prevalência, e é feita através da coleta e análise de dados estatísticos em um local e durante um período estabelecido de tempo (BORDALO, 2006). Com relação à amostragem adotada no projeto, foram selecionados a participar da pesquisa profissionais pertencentes ao quadro de funcionários da unidade de terapia intensiva que atuam no hospital. Os critérios de inclusão de amostra na pesquisa foram profissionais que estão na escala de serviço no período da coleta dos dados; em ambiente de terapia intensiva. Os critérios de exclusão, por sua vez, foram profissionais de férias ou que não estavam escalados no dia da coleta. RESULTADOS: Participaram deste estudo onze profissionais da saúde, (n = 11), que atuam em um ambiente de terapia intensiva durante o enfretamento da pandemia, em um hospital privado. A amostra possui uma idade média de 30,27 ± 6,44 anos, com idade mínima de 21 anos e máxima de 39 anos, com 63,6% (n = 7) de predominância do sexo feminino, onde 54,5% (n = 7) são casados, 54,5% (n = 6) possui alguma pós-graduação, e, 36,4% (n = 4) atuam exclusivamente como fisioterapeuta, com um tempo de serviço médio de 49,36 ± 47,380 meses. De acordo com os dados levantados na pesquisa, em concordância com a metodologia adotada, observou-se que 54,5% (n = 6) dos profissionais entrevistados possui algum grau de estresse ocupacional. Sobre a satisfação com o seu trabalho, 54,5% (n = 6) declararam estarem satisfeitos. Dentre a amostra que respondeu, apenas 25% (n = 1) pratica atividade física regularmente, sendo menos de 30 minutos por dia ou menos de 4 horas por semana, os 75% (n = 3) que responderam que não praticam, consideraram a falta de tempo, 66,7% (n = 2), e a falta de motivação, 33,3% (n = 1), como sendo o motivo de não praticarem atividade física. Referente a qualidade do sono, 50% (n = 2) respondeu que dorme mais que 4 horas e menos que 6 horas e 50% (n = 2) mais de que 6 horas e menos que 8 horas por noite. Além disso, 50% (n = 2) não considera que tem dormido o suficiente para se sentir descansado. No bloco de satisfação foram apresentadas perguntas a respeito do ambiente de trabalho, onde os participantes da pesquisa, classificaram o seu grau de satisfação em: Muito insatisfeito, insatisfeito, nem satisfeito-nem insatisfeito, satisfeito e muito satisfeito. Assim, 54,5% (n = 6) da amostra demonstra insatisfação com o salário, 45,5% (n = 5) está muito satisfeito com a sua carga horária de trabalho, 63,6% (n =7) está muito satisfeito com o seu grau de responsabilidade, 63,6% (n = 7) está no mínimo satisfeito com o relacionamento com os colegas de trabalho e 63,6% (n = 7) está no mínimo satisfeito com o clima no ambiente de trabalho.No tocante ao grau de estresse ocupacional, 45,5% (n = 5) da amostra considera o seu trabalho bastante estressante, 45,5% (n = 5) declaram que algumas vezes tiveram problemas de sono, 36,4% (n = 4) muitas vezes se sentem deprimidos, 36,4% (n = 4), também, muitas vezes ansiosos, 36,4% (n = 4) algumas vezes se sentem sobrecarregados, 36,4% (n= 4) algumas vezes se sentem estressados, 54,5% (n = 6) algumas vezes sobrecarregados, 45,5% (n = 5) algumas vezes sentem cansaço físico e 36,4% (n =4) dos participantes da pesquisa consideram que houve um aumento do estresse emocional durante a Pandemia do Covid-19. DISCUSSÃO: Os profissionais de saúde estão constantemente expostos a ambientes ditos como insalubres, e os que trabalham nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), não são diferentes, já que a UTI é considerado um dos ambientes mais traumatizantes, tensos e agressivos que se pode trabalhar, podendo ocasionar um desgaste emocional e físico nos profissionais, pois eles realizam atividades complexas, repetitivas e que infligem muita responsabilidade. Além disso, estão em contato direto com pacientes com risco de morte e em sofrimento. Com isso, esse ambiente torna-se um lugar propenso para a presença do estresse laboral (SILVA, 2019; GONÇALVES; SILVA, 2020). CONCLUSÃO: Os resultados abordaram informações importantes, identificaram uma prevalência significativa de estresse nos profissionais da UTI, durante o enfrentamento da covid-9. Constatou também que as principais queixas são a carência de profissionais capacitados para trabalhar na Unidade de Terapia Intensiva e quantidade insuficiente dos mesmos devido a alta demanda de pacientes e, por consequência, sobrecarga de trabalho para esses profissionais. Conclui-se que essa pesquisa poderá ajudar no planejamento de possíveis realizações de ações para melhor atenção e orientações para esses profissionais, e por consequência proporcionar uma melhor qualidade de vida no ambiente de trabalho.
Título do Evento
II Jornada Nacional de Urgência e Emergência Interligas
Título dos Anais do Evento
Anais da Jornada Nacional Interligas de Urgência e Emergência
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

BOMFIM, Carla Santos et al.. ESTRESS LABORAL VIVENCIADO EM UM AMBIENTE DE TERAPIA INTENSIVA DURANTE O ENFRENTAMENTO DA COVID-19... In: Anais da Jornada Nacional Interligas de Urgência e Emergência. Anais...Manaus(AM) LAUEC, 2021. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/IIJornadaInterligas/386346-ESTRESS-LABORAL-VIVENCIADO-EM-UM-AMBIENTE-DE-TERAPIA-INTENSIVA-DURANTE-O-ENFRENTAMENTO-DA-COVID-19. Acesso em: 01/04/2026

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