A MANIPULAÇÃO AFETIVA DA EXTREMA-DIREITA BRASILEIRA E SUAS CONSEQUÊNCIAS NA EFETIVIDADE SOCIAL DO DIREITO E NO ACESSO PLENO À JUSTIÇA

Publicado em 08/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2338-2

Título do Trabalho
A MANIPULAÇÃO AFETIVA DA EXTREMA-DIREITA BRASILEIRA E SUAS CONSEQUÊNCIAS NA EFETIVIDADE SOCIAL DO DIREITO E NO ACESSO PLENO À JUSTIÇA
Autores
  • Júlia Maria Xavier Vieira
  • Andrey da Silva Brugger
Modalidade
EDITAL N. 02_2025 - CHAMADA PÚBLICA DE SUBMISSÃO DE RESUMOS EXPANDIDO
Área temática
Eixo 3 - Democracia, Constitucionalismo, Memória e História
Data de Publicação
08/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iii-congresso-internacional-direitos-humanos-democracia-cidadania/1399951-a-manipulacao-afetiva-da-extrema-direita-brasileira-e--suas-consequencias-na-efetividade-social-do-direito-e-no-
ISBN
978-65-272-2338-2
Palavras-Chave
extrema-direita; justiça; emoções.
Resumo
O presente trabalho analisa a efetividade social do Direito e os desafios enfrentados por grupos vulneráveis no acesso à justiça, considerando como discursos da extrema direita brasileira mobilizam afetos e moldam percepções sobre a legitimidade dos direitos. Trata-se de uma pesquisa de caráter qualitativo e bibliográfico que busca compreender de que modo as emoções políticas influenciam as práticas e as instituições jurídicas. Com base em Martha Nussbaum, compreende-se o Direito como um campo permeado por emoções e experiências coletivas, no qual o medo, o ressentimento, o orgulho e o amor desempenham papel fundamental na estruturação da vida democrática. Em diálogo com Ana Suy, reconhece-se o Direito como força política e social capaz de expressar, regular e disputar formas de amar, conviver e reconhecer o outro na esfera pública. Nessa perspectiva, o campo jurídico é atravessado por afetos que ultrapassam o plano individual e se manifestam como forças políticas capazes de sustentar ou fragilizar os vínculos democráticos. Assim, o amor e a solidão deixam de ser experiências privadas e passam a representar dimensões públicas e políticas que implicam o reconhecimento da alteridade e a garantia da existência do outro. A análise das emoções políticas, como medo, ódio, ressentimento, esperança e amor, revela que o comportamento coletivo, articulado a tais afetos, molda percepções de justiça, orienta o engajamento político e influencia decisões institucionais, incluindo políticas públicas e a atuação judicial. Nesse contexto, a ascensão do bolsonarismo em 2018 representou o ápice de uma estratégia de manipulação afetiva baseada no medo, no ressentimento e na defesa de uma moral tradicional, moldando percepções de legitimidade e restringindo o acesso à justiça de grupos historicamente marginalizados, como mulheres, pessoas LGBTQIA+, populações negras e indígenas.
Título do Evento
III Congresso Internacional em Direitos Humanos, Cidadania e Democracia do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania da Universidade de Brasília - PPGDH/CEAM/UnB
Cidade do Evento
Brasília
Título dos Anais do Evento
Anais do III Congresso Internacional em Direitos Humanos, Cidadania e Democracia
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

VIEIRA, Júlia Maria Xavier; BRUGGER, Andrey da Silva. A MANIPULAÇÃO AFETIVA DA EXTREMA-DIREITA BRASILEIRA E SUAS CONSEQUÊNCIAS NA EFETIVIDADE SOCIAL DO DIREITO E NO ACESSO PLENO À JUSTIÇA.. In: Anais do III Congresso Internacional em Direitos Humanos, Cidadania e Democracia. Anais...Brasília(DF) UNB, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iii-congresso-internacional-direitos-humanos-democracia-cidadania/1399951-A-MANIPULACAO-AFETIVA-DA-EXTREMA-DIREITA-BRASILEIRA-E--SUAS-CONSEQUENCIAS-NA-EFETIVIDADE-SOCIAL-DO-DIREITO-E-NO-. Acesso em: 18/10/2026

Trabalho

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