MEDUSA E A INJUSTIÇA ESTRUTURAL: SOFRIMENTO, VIOLÊNCIA, PATRIARCADO E O DIREITO ACHADO NA RUA

Publicado em 08/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2338-2

Título do Trabalho
MEDUSA E A INJUSTIÇA ESTRUTURAL: SOFRIMENTO, VIOLÊNCIA, PATRIARCADO E O DIREITO ACHADO NA RUA
Autores
  • Vanessa Maria de Castro
Modalidade
EDITAL N. 02_2025 - CHAMADA PÚBLICA DE SUBMISSÃO DE RESUMOS EXPANDIDO
Área temática
Eixo 3 - Democracia, Constitucionalismo, Memória e História
Data de Publicação
08/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iii-congresso-internacional-direitos-humanos-democracia-cidadania/1399905-medusa-e-a-injustica-estrutural--sofrimento-violencia-patriarcado-e--o-direito-achado-na-rua
ISBN
978-65-272-2338-2
Palavras-Chave
Medusa, violência estrutural, direitos humanos, direito emergente, arte e resistência.
Resumo
O presente trabalho propõe uma análise crítica do mito de Medusa e sua representação artística contemporânea, articulando-o com os princípios de Direitos Humanos e a perspectiva do Direito Achado na Rua (Sousa Júnior, 2013). O objetivo é evidenciar como a violência estrutural contra as mulheres se manifesta desde a Antiguidade até os dias atuais, revelando padrões de impunidade masculina e responsabilização da vítima. A metodologia utilizada é de reflexão teórico-crítica, apoiada em literatura feminista, psicanalítica e filosófica, com análise de obra artística contemporânea como dispositivo de denúncia e resistência. Foram mobilizados autores como Kristeva (1989), Freud (2011) Lacan (2006) e Segato (2019), cujas contribuições permitem compreender o sofrimento feminino como produto de estruturas sociais e simbólicas que limitam a autonomia das mulheres. A partir da perspectiva do Direito Achado na Rua, identifica-se como a justiça emergente da experiência social — na rua, na cultura e na memória coletiva — se manifesta na transformação do mito: a obra de Garbati inverte a narrativa tradicional, colocando Medusa como agente e sinalizando possibilidades de reparação simbólica frente à impunidade histórica. Os resultados mostram que a obra e a análise crítica funcionam como forma de reconhecimento do sofrimento feminino, evidenciam a pedagogia da violência e indicam caminhos de resistência que conectam direito formal, experiência social e cultura. Conclui-se que o Direito Achado na Rua se constitui como instrumento de justiça simbólica e prática de enfrentamento da violência estrutural, transformando experiências de opressão em memória, resistência e educação social.
Título do Evento
III Congresso Internacional em Direitos Humanos, Cidadania e Democracia do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania da Universidade de Brasília - PPGDH/CEAM/UnB
Cidade do Evento
Brasília
Título dos Anais do Evento
Anais do III Congresso Internacional em Direitos Humanos, Cidadania e Democracia
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CASTRO, Vanessa Maria de. MEDUSA E A INJUSTIÇA ESTRUTURAL: SOFRIMENTO, VIOLÊNCIA, PATRIARCADO E O DIREITO ACHADO NA RUA.. In: Anais do III Congresso Internacional em Direitos Humanos, Cidadania e Democracia. Anais...Brasília(DF) UNB, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iii-congresso-internacional-direitos-humanos-democracia-cidadania/1399905-MEDUSA-E-A-INJUSTICA-ESTRUTURAL--SOFRIMENTO-VIOLENCIA-PATRIARCADO-E--O-DIREITO-ACHADO-NA-RUA. Acesso em: 18/10/2026

Trabalho

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