“A FARMÁCIA É A MOEDA DE TROCA”: AGÊNCIA, MORTIFICAÇÃO DO EU E O USO DE PSICOTRÓPICOS NO SISTEMA CARCERÁRIO DO PARÁ

Publicado em 08/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2338-2

Título do Trabalho
“A FARMÁCIA É A MOEDA DE TROCA”: AGÊNCIA, MORTIFICAÇÃO DO EU E O USO DE PSICOTRÓPICOS NO SISTEMA CARCERÁRIO DO PARÁ
Autores
  • Beatriz Figueiredo Levy
Modalidade
EDITAL N. 02_2025 - CHAMADA PÚBLICA DE SUBMISSÃO DE RESUMOS EXPANDIDO
Área temática
Eixo 2 - Políticas Públicas, Movimentos Sociais, Diversidade Sexual, Gênero, Raça e Etnia
Data de Publicação
08/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iii-congresso-internacional-direitos-humanos-democracia-cidadania/1399845-a-farmacia-e-a-moeda-de-troca--agencia-mortificacao-do-eu-e-o-uso-de-psicotropicos-no-sistema-carcerario-do-p
ISBN
978-65-272-2338-2
Palavras-Chave
Medicalização, Cárcere, Agência, Mortificação do Eu, Psicotrópicos, Resistência.
Resumo
Este trabalho propõe analisar o processo de medicalização do sofrimento psíquico e estratégias de sobrevivência no sistema carcerário paraense, investigando como os psicotrópicos são utilizados e dotados de significados pelos sujeitos encarcerados e pela administração prisional. O estudo tem como objeto central o paradoxo da medicação psiquiátrica no cárcere, que, embora oficialmente parte do cuidado, funciona como um mecanismo de controle e uma "moeda de troca". Objetiva-se demonstrar de que forma a administração farmacológica atua na contenção de corpos e subjetividades marginalizados e, simultaneamente, como os internos mobilizam essa mesma medicação em suas estratégias de agência e dissociação da realidade dolorosa desse espaço. A metodologia se baseia na etnografia e observação-participante, utilizando dados coletados em Unidades Carcerárias do Pará, além de entrevistas com funcionários e familiares. As referências teóricas mobilizam a noção de instituições totais e mortificação do eu de Goffman, e a análise do corpo como linguagem de resistência, conforme Le Breton. Os resultados incluem a análise de Dados quantitativo que confirmam a ampla identificação de diagnósticos psiquiátricos no sistema carcerário paraense, notadamente em unidades diversas do manicômio judiciário, o que revela a prisão como um espaço de adoecimento psíquico. Conclui-se que o uso estratégico de psicotrópicos, inclusive através da automutilação não-suicida ("se cortando"), representa, do ponto de vista dos aprisionados, uma forma organizada e efetiva de agência, forçando a intervenção institucional e o acesso à medicação.
Título do Evento
III Congresso Internacional em Direitos Humanos, Cidadania e Democracia do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania da Universidade de Brasília - PPGDH/CEAM/UnB
Cidade do Evento
Brasília
Título dos Anais do Evento
Anais do III Congresso Internacional em Direitos Humanos, Cidadania e Democracia
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LEVY, Beatriz Figueiredo. “A FARMÁCIA É A MOEDA DE TROCA”: AGÊNCIA, MORTIFICAÇÃO DO EU E O USO DE PSICOTRÓPICOS NO SISTEMA CARCERÁRIO DO PARÁ.. In: Anais do III Congresso Internacional em Direitos Humanos, Cidadania e Democracia. Anais...Brasília(DF) UNB, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iii-congresso-internacional-direitos-humanos-democracia-cidadania/1399845-A-FARMACIA-E-A-MOEDA-DE-TROCA--AGENCIA-MORTIFICACAO-DO-EU-E-O-USO-DE-PSICOTROPICOS-NO-SISTEMA-CARCERARIO-DO-P. Acesso em: 18/10/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes