RACISMO AMBIENTAL E DESLOCAMENTO ESCOLAR: RESISTÊNCIAS FRENTE À TERMELÉTRICA DE SAMAMBAIA

Publicado em 08/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2338-2

Título do Trabalho
RACISMO AMBIENTAL E DESLOCAMENTO ESCOLAR: RESISTÊNCIAS FRENTE À TERMELÉTRICA DE SAMAMBAIA
Autores
  • Núbia Nogueira Costa
Modalidade
EDITAL N. 02_2025 - CHAMADA PÚBLICA DE SUBMISSÃO DE RESUMOS EXPANDIDO
Área temática
Eixo 2 - Políticas Públicas, Movimentos Sociais, Diversidade Sexual, Gênero, Raça e Etnia
Data de Publicação
08/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iii-congresso-internacional-direitos-humanos-democracia-cidadania/1398679-racismo-ambiental-e-deslocamento-escolar--resistencias-frente-a-termeletrica-de-samambaia
ISBN
978-65-272-2338-2
Palavras-Chave
Racismo ambiental; Deslocamento escolar; Movimentos sociais; Políticas públicas; Interseccionalidade.
Resumo
O estudo analisa o racismo ambiental e os impactos socioeducacionais decorrentes do projeto de construção da Usina Termelétrica (UTE) Brasília, prevista para a Fazenda Guariroba, entre Samambaia e Recanto das Emas (Distrito Federal). Busca-se compreender de que forma a implantação da usina, marcada por desmatamento, poluição hídrica e atmosférica, captação de água do Rio Melchior e possível deslocamento da Escola Classe Guariroba, única unidade pública de ensino rural da região, reproduz desigualdades estruturais e afeta desproporcionalmente comunidades vulneráveis, configurando injustiça ambiental interseccional. A pesquisa adota abordagem qualitativa, baseada em análise documental e de conteúdo, com estudo detalhado das informações no próprio site da UTE, matérias jornalísticas, decisões judiciais e registros de mobilização social, como os do Instituto Arayara e do Movimento Salve o Rio Melchior. O diálogo teórico articula Filice (2011), que discute as intersecções entre raça, classe e políticas educacionais; Kilomba (2019), que reflete sobre memórias coloniais e racismo cotidiano; e Acselrad (2009), que compreende o racismo ambiental como expressão da estrutura racista que naturaliza a desigual distribuição dos danos ecológicos e das vulnerabilidades sociais. Os resultados evidenciam que o discurso do “progresso” legitima práticas de injustiça ambiental ancoradas em racionalidades modernocoloniais, invisibilizando saberes locais e reforçando hierarquias de raça e classe. Em contrapartida, a resistência comunitária e escolar emerge como prática pedagógica e política, articulando cuidado territorial, participação social e dignidade coletiva. Ressalta-se que enfrentar o racismo ambiental a partir da escola e dos movimentos sociais requer integrar educação, território e poder, promovendo diálogo contínuo entre conhecimento técnico e saber comunitário, como condição para a construção de políticas públicas interseccionais e justas.
Título do Evento
III Congresso Internacional em Direitos Humanos, Cidadania e Democracia do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania da Universidade de Brasília - PPGDH/CEAM/UnB
Cidade do Evento
Brasília
Título dos Anais do Evento
Anais do III Congresso Internacional em Direitos Humanos, Cidadania e Democracia
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

COSTA, Núbia Nogueira. RACISMO AMBIENTAL E DESLOCAMENTO ESCOLAR: RESISTÊNCIAS FRENTE À TERMELÉTRICA DE SAMAMBAIA.. In: Anais do III Congresso Internacional em Direitos Humanos, Cidadania e Democracia. Anais...Brasília(DF) UNB, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iii-congresso-internacional-direitos-humanos-democracia-cidadania/1398679-RACISMO-AMBIENTAL-E-DESLOCAMENTO-ESCOLAR--RESISTENCIAS-FRENTE-A-TERMELETRICA-DE-SAMAMBAIA. Acesso em: 18/10/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes