BRANQUITUDE E EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ANÁLISE DOS PRIVILÉGIOS SIMBÓLICOS E MATERIAIS NAS PRÁTICAS DOCENTES E SUAS IMPLICAÇÕES NO RACISMO AMBIENTAL

Publicado em 08/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2338-2

Título do Trabalho
BRANQUITUDE E EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ANÁLISE DOS PRIVILÉGIOS SIMBÓLICOS E MATERIAIS NAS PRÁTICAS DOCENTES E SUAS IMPLICAÇÕES NO RACISMO AMBIENTAL
Autores
  • Núbia Nogueira Costa
Modalidade
EDITAL N. 02_2025 - CHAMADA PÚBLICA DE SUBMISSÃO DE RESUMOS EXPANDIDO
Área temática
Eixo 2 - Políticas Públicas, Movimentos Sociais, Diversidade Sexual, Gênero, Raça e Etnia
Data de Publicação
08/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iii-congresso-internacional-direitos-humanos-democracia-cidadania/1398678-branquitude-e-educacao-ambiental--analise-dos-privilegios-simbolicos-e-materiais-nas-praticas-docentes-e-suas-im
ISBN
978-65-272-2338-2
Palavras-Chave
Branquitude; Educação Ambiental; Racismo Ambiental; Práticas Docentes; Privilégios Simbólicos e Materiais.
Resumo
Este estudo analisa como a branquitude e seus privilégios simbólicos e materiais se manifestam nas práticas docentes de educação ambiental em uma Escola Classe do Distrito Federal, influenciando a reprodução ou o enfrentamento do racismo ambiental. O objetivo é identificar padrões de reprodução de privilégios racializados e estratégias antirracistas nas práticas pedagógicas. A pesquisa é qualitativa e exploratória, com observação de aulas, análise de livros didáticos e atividades elaboradas pelos professores dos 4º e 5º anos. O estudo se justifica pela necessidade de compreender como desigualdades estruturais de raça e poder atravessam o acesso a recursos naturais e o conhecimento ambiental, afetando de forma desproporcional a população negra e periférica e de fornecer subsídios para políticas e metodologias educativas que valorizem saberes afrobrasileiros e indígenas e promovam educação ambiental plural e inclusiva. Fundamenta-se nos referenciais de Benjamin Chavis, que cunhou o termo racismo ambiental em 1981 ao denunciar a injusta exposição de comunidades negras aos riscos ambientais, entendendo-o como expressão concreta do racismo estrutural; Cida Bento, que discute os pactos narcísicos da branquitude, compreendida como sistema de poder frequentemente naturalizado nos discursos e práticas escolares; e Lélia Gonzalez, que destaca a centralidade da cultura afro-brasileira e das relações raciais na sociedade brasileira. Como desdobramento teórico-metodológico, está sendo elaborado um Caderno-Guia de Práticas Pedagógicas para o Ensino Fundamental I, reunindo fundamentos conceituais, propostas didáticas e módulos de formação docente, com foco em equidade racial, justiça socioambiental e ações antirracistas. Espera-se que o material forneça suporte crítico à prática docente, contribuindo para a construção de relações mais justas entre raça, ensino e meio ambiente.
Título do Evento
III Congresso Internacional em Direitos Humanos, Cidadania e Democracia do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania da Universidade de Brasília - PPGDH/CEAM/UnB
Cidade do Evento
Brasília
Título dos Anais do Evento
Anais do III Congresso Internacional em Direitos Humanos, Cidadania e Democracia
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

COSTA, Núbia Nogueira. BRANQUITUDE E EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ANÁLISE DOS PRIVILÉGIOS SIMBÓLICOS E MATERIAIS NAS PRÁTICAS DOCENTES E SUAS IMPLICAÇÕES NO RACISMO AMBIENTAL.. In: Anais do III Congresso Internacional em Direitos Humanos, Cidadania e Democracia. Anais...Brasília(DF) UNB, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iii-congresso-internacional-direitos-humanos-democracia-cidadania/1398678-BRANQUITUDE-E-EDUCACAO-AMBIENTAL--ANALISE-DOS-PRIVILEGIOS-SIMBOLICOS-E-MATERIAIS-NAS-PRATICAS-DOCENTES-E-SUAS-IM. Acesso em: 18/10/2026

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