QUANDO O INIMIGO É CONSTRUÍDO: A NARRATIVA DO REGIME MILITAR SOBRE O SUPOSTO PERIGO DA LUTA ARMADA A PARTIR DA TRAJETÓRIA DE LYLIA DA SILVA GUEDES

Publicado em 08/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2338-2

Título do Trabalho
QUANDO O INIMIGO É CONSTRUÍDO: A NARRATIVA DO REGIME MILITAR SOBRE O SUPOSTO PERIGO DA LUTA ARMADA A PARTIR DA TRAJETÓRIA DE LYLIA DA SILVA GUEDES
Autores
  • Beatriz Maurício Torres Macedo
Modalidade
EDITAL N. 02_2025 - CHAMADA PÚBLICA DE SUBMISSÃO DE RESUMOS EXPANDIDO
Área temática
Eixo 3 - Democracia, Constitucionalismo, Memória e História
Data de Publicação
08/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iii-congresso-internacional-direitos-humanos-democracia-cidadania/1385077-quando-o-inimigo-e-construido--a-narrativa-do-regime-militar-sobre-o-suposto-perigo-da-luta-armada-a-partir-da-t
ISBN
978-65-272-2338-2
Palavras-Chave
Ditadura-Militar, Luta Armada, Perseguições.
Resumo
O presente trabalho aborda o caso de Lylia da Silva Guedes, jovem de 18 anos presa em janeiro de 1971 sob acusação de integrar o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), a fim de demonstrar como o regime militar brasileiro utilizou a narrativa da luta armada para justificar práticas repressivas e a construção política de um “inimigo comum”. Embora identificada pelos militares como terrorista, Lylia não havia concluído sequer seu processo de ingresso na organização e sua atuação restringia-se a pichamentos e panfletagens, ações que não representavam ameaça concreta ao regime. Ainda assim, sua prisão foi seguida de torturas físicas e psicológicas e de mais de um ano e meio de encarceramento, evidenciando a desproporção entre sua militância e a resposta estatal. A análise documental de registros militares e de testemunhos posteriores revela contradições próprias de um contexto de estado de exceção, no sentido discutido por Agamben, em que a legalidade é suspensa para validar práticas de violência institucional. Como afirma Motta, a ditadura atribuiu à luta armada uma dimensão exagerada, apresentando-a como ameaça organizada e altamente perigosa para legitimar a repressão sistemática, apesar de sua reduzida capacidade ofensiva. O estudo do caso de Lylia permite observar como jovens militantes, movidos por ideais democráticos, foram enquadrados em legislações de segurança nacional que ampliavam a arbitrariedade do Estado e mascaravam a real assimetria de forças entre governo e oposição. Ao recuperar essas histórias através de documentação pública e relatos das vítimas, busca-se contribuir para a preservação da memória democrática e para o reconhecimento de que a política do medo operou como mecanismo essencial de sustentação do autoritarismo no Brasil.
Título do Evento
III Congresso Internacional em Direitos Humanos, Cidadania e Democracia do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania da Universidade de Brasília - PPGDH/CEAM/UnB
Cidade do Evento
Brasília
Título dos Anais do Evento
Anais do III Congresso Internacional em Direitos Humanos, Cidadania e Democracia
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MACEDO, Beatriz Maurício Torres. QUANDO O INIMIGO É CONSTRUÍDO: A NARRATIVA DO REGIME MILITAR SOBRE O SUPOSTO PERIGO DA LUTA ARMADA A PARTIR DA TRAJETÓRIA DE LYLIA DA SILVA GUEDES.. In: Anais do III Congresso Internacional em Direitos Humanos, Cidadania e Democracia. Anais...Brasília(DF) UNB, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iii-congresso-internacional-direitos-humanos-democracia-cidadania/1385077-QUANDO-O-INIMIGO-E-CONSTRUIDO--A-NARRATIVA-DO-REGIME-MILITAR-SOBRE-O-SUPOSTO-PERIGO-DA-LUTA-ARMADA-A-PARTIR-DA-T. Acesso em: 07/10/2026

Trabalho

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