BARREIRAS VISÍVEIS E INVISÍVEIS NO ACESSO DAS MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA PATRIARCAL AOS SERVIÇOS ESPECIALIZADOS

Publicado em 08/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2338-2

Título do Trabalho
BARREIRAS VISÍVEIS E INVISÍVEIS NO ACESSO DAS MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA PATRIARCAL AOS SERVIÇOS ESPECIALIZADOS
Autores
  • Julia Hofmann Mota Campos
Modalidade
EDITAL N. 02_2025 - CHAMADA PÚBLICA DE SUBMISSÃO DE RESUMOS EXPANDIDO
Área temática
Eixo 2 - Políticas Públicas, Movimentos Sociais, Diversidade Sexual, Gênero, Raça e Etnia
Data de Publicação
08/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iii-congresso-internacional-direitos-humanos-democracia-cidadania/1383856-barreiras-visiveis-e-invisiveis-no-acesso-das-mulheres-em-situacao-de-violencia-patriarcal-aos-servicos-especial
ISBN
978-65-272-2338-2
Palavras-Chave
violência patriarcal; serviços especializados; barreiras visíveis e invisíveis; CEAM; políticas públicas; interseccionalidade.
Resumo
Este artigo discute as barreiras que impedem o acesso efetivo de mulheres em situação de violência patriarcal aos serviços especializados, com foco no Centro Especializado de Atendimento às Mulheres (CEAM) de Planaltina-DF. Metodologicamente, articula revisão crítica de literatura e a análise de achados qualitativos de entrevistas semiestruturadas do estudo de referência, sistematizando duas categorias: barreiras visíveis — nomeadas pelas usuárias (desinformação sobre o CEAM, centralidade policial como porta de entrada, medo de revitimização, baixa articulação da rede) — e barreiras invisíveis — de natureza estrutural (patriarcado, racismo e capitalismo) que produzem pobreza de tempo, dependência econômica, controle moral e institucional, e naturalização da violência. No recorte local, evidenciou-se um hiato entre previsão normativa e efetividade: menos de 5% das mulheres que registraram boletim de ocorrência nas delegacias acessaram o CEAM no período analisado, ilustrando o descompasso entre respostas centradas no punitivismo e a necessidade de cuidado integral. Defende-se, assim, o fortalecimento do CEAM como política pública estruturante, com letramento em gênero, protocolos de encaminhamentos e estratégias de divulgação do serviço. Propõe-se ainda a incorporação de eixos de autonomia econômica (renda, creche, transporte), cuidado comunitário e responsabilização dos autores (programas reflexivos), de modo a redistribuir os custos do enfrentamento do indivíduo para a esfera coletiva e estatal. Conclui-se que superar tais barreiras requer deslocar o eixo da resposta do punitivismo isolado para políticas integradas às políticas de direitos humanos, autonomia e justiça social.
Título do Evento
III Congresso Internacional em Direitos Humanos, Cidadania e Democracia do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania da Universidade de Brasília - PPGDH/CEAM/UnB
Cidade do Evento
Brasília
Título dos Anais do Evento
Anais do III Congresso Internacional em Direitos Humanos, Cidadania e Democracia
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CAMPOS, Julia Hofmann Mota. BARREIRAS VISÍVEIS E INVISÍVEIS NO ACESSO DAS MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA PATRIARCAL AOS SERVIÇOS ESPECIALIZADOS.. In: Anais do III Congresso Internacional em Direitos Humanos, Cidadania e Democracia. Anais...Brasília(DF) UNB, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iii-congresso-internacional-direitos-humanos-democracia-cidadania/1383856-BARREIRAS-VISIVEIS-E-INVISIVEIS-NO-ACESSO-DAS-MULHERES-EM-SITUACAO-DE-VIOLENCIA-PATRIARCAL-AOS-SERVICOS-ESPECIAL. Acesso em: 07/10/2026

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