“MINHA VIDA, MEUS MORTOS, MEUS CAMINHOS TORTOS”: A DOR E A COLABORAÇÃO DA FAMÍLIAS DOS DESAPARECIDOS POLÍTICOS DA DITADURA MILITAR NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA

Publicado em 08/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2338-2

Título do Trabalho
“MINHA VIDA, MEUS MORTOS, MEUS CAMINHOS TORTOS”: A DOR E A COLABORAÇÃO DA FAMÍLIAS DOS DESAPARECIDOS POLÍTICOS DA DITADURA MILITAR NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA
Autores
  • Heloísa Clara Araújo Rocha Gonçalves
  • Gabriel Hernandez Coimbra de Brito
  • Valentina Reck de Azevedo
Modalidade
EDITAL N. 02_2025 - CHAMADA PÚBLICA DE SUBMISSÃO DE RESUMOS EXPANDIDO
Área temática
Eixo 3 - Democracia, Constitucionalismo, Memória e História
Data de Publicação
08/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iii-congresso-internacional-direitos-humanos-democracia-cidadania/1383602-minha-vida-meus-mortos-meus-caminhos-tortos--a-dor-e-a-colaboracao-da-familias-dos-desaparecidos-politicos-d
ISBN
978-65-272-2338-2
Palavras-Chave
Ditadura Civil-Militar Brasileira, Famílias, Desaparecidos políticos, Memória.
Resumo
A ditadura civil-militar (1964-1985) deixou um saldo oficial de 243 desaparecidos (Brasil, 2014). O processo de redemocratização brasileira, iniciado no final da década de 1970, não significou o fim das marcas deixadas pelo regime autoritário, sendo que, entre os principais legados da ditadura militar, ainda persiste a impunidade dos responsáveis por graves violações de direitos humanos e a falta de memória direcionada aos familiares dos desaparecidos políticos. Esses familiares buscam há décadas reconhecimento, reparação e colaboram para a construção de uma memória nacional, de maneira que se afigura relevante compreender o processo de luta desses familiares ao longo dos anos, a fim de evidenciar as persistências de um período autoritário num Brasil já redemocratizado. Para tanto, o estudo pretende analisar a atuação das famílias dos desaparecidos políticos no período da ditadura civil-militar para a construção da memória coletiva a partir da redemocratização, em 1988. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de natureza documental e bibliográfica, orientada pela sociologia histórica, que permite compreender a continuidade dos padrões autoritários no Brasil contemporâneo e suas repercussões sobre o sofrimento e a resistência social. Os principais referenciais teóricos que embasam esta pesquisa são Endo (2016); Fustinoni; Caniato, (2019); Gallo Cabrera, (2012); Santos; Mascarenhas Santos; Sales, (2022), que tratam das interfaces entre trauma, resistência e construção da verdade. Como resultado parcial, verifica-se que a mobilização dessas famílias constitui não apenas um movimento de reivindicação de justiça, mas também um pilar fundamental na formação de uma consciência histórica e democrática, enfrentando a negação e o esquecimento impostos pelo autoritarismo.
Título do Evento
III Congresso Internacional em Direitos Humanos, Cidadania e Democracia do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania da Universidade de Brasília - PPGDH/CEAM/UnB
Cidade do Evento
Brasília
Título dos Anais do Evento
Anais do III Congresso Internacional em Direitos Humanos, Cidadania e Democracia
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

GONÇALVES, Heloísa Clara Araújo Rocha; BRITO, Gabriel Hernandez Coimbra de; AZEVEDO, Valentina Reck de. “MINHA VIDA, MEUS MORTOS, MEUS CAMINHOS TORTOS”: A DOR E A COLABORAÇÃO DA FAMÍLIAS DOS DESAPARECIDOS POLÍTICOS DA DITADURA MILITAR NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA.. In: Anais do III Congresso Internacional em Direitos Humanos, Cidadania e Democracia. Anais...Brasília(DF) UNB, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iii-congresso-internacional-direitos-humanos-democracia-cidadania/1383602-MINHA-VIDA-MEUS-MORTOS-MEUS-CAMINHOS-TORTOS--A-DOR-E-A-COLABORACAO-DA-FAMILIAS-DOS-DESAPARECIDOS-POLITICOS-D. Acesso em: 07/10/2026

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