GÊNERO COMO CONSTRUÇÃO SOCIAL: PATRIARCADO, OPRESSÃO E POSSIBILIDADES DE TRANSFORMAÇÃO

Publicado em 28/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2771-7

Título do Trabalho
GÊNERO COMO CONSTRUÇÃO SOCIAL: PATRIARCADO, OPRESSÃO E POSSIBILIDADES DE TRANSFORMAÇÃO
Autores
  • Rayane Soares
  • Edu Felisberto Do Nascimento De Lima
  • Francisco Wagner Silva pessoa
  • Caroline Silva Bezerra
Modalidade
RESUMO EXPANDIDO
Área temática
GT 1 – EPISTEMOLOGIAS FEMINISTAS, FILOSOFIA POLÍTICA E TEORIAS DA JUSTIÇA plo de Área Temática
Data de Publicação
28/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ii-coloquio-de-filosofia-do-direito-do-centro-universitario-uninta-a-filosofia-do-direito-sob-a-perspectiva-de-genero-e-a-participacao-feminina-746333/1713588-genero-como-construcao-social--patriarcado-opressao-e-possibilidades-de-transformacao
ISBN
978-65-272-2771-7
Palavras-Chave
Patriarcado. Gênero. Construção social. Opressão. Transformação social.
Resumo
Resumo O patriarcado constitui-se como um sistema social e histórico responsável por organizar relações de poder baseadas na dominação masculina, influenciando as dimensões social, política, econômica e cultural. Ao longo da história, as mulheres foram submetidas à desigualdade, discriminação e violência, limitando sua participação nos espaços de poder e a efetivação de seus direitos. A compreensão do gênero como construção social permite analisar criticamente os mecanismos responsáveis pela reprodução dessas desigualdades. O presente estudo objetiva analisar o patriarcado como sistema de dominação responsável pela opressão das mulheres, compreender como as desigualdades de gênero são construídas e reforçadas por instituições sociais e refletir sobre a importância dos movimentos feministas na promoção da igualdade de direitos e no enfrentamento da violência contra a mulher. Trata-se de pesquisa qualitativa e bibliográfica, fundamentada nas contribuições de Simone de Beauvoir, Heleieth Saffioti e Pierre Bourdieu. Os resultados demonstram que o patriarcado continua influenciando comportamentos, oportunidades e relações sociais, embora avanços promovidos pelos movimentos feministas e pelas políticas públicas tenham ampliado a proteção dos direitos das mulheres. Conclui-se que o fortalecimento da educação crítica, da igualdade de oportunidades e da valorização da dignidade humana é indispensável para superar as desigualdades de gênero e promover uma sociedade mais justa e igualitária. 1 INTRODUÇÃO O patriarcado constitui-se como um sistema social e histórico que estabelece a dominação masculina em diferentes espaços da sociedade, influenciando relações familiares, políticas, econômicas e culturais. Ao longo da história, essa estrutura consolidou relações de poder marcadas pela desigualdade entre homens e mulheres, legitimando práticas de exclusão, discriminação e violência. Como consequência, as mulheres permaneceram durante séculos submetidas à limitação de direitos, à invisibilidade social e à restrição de sua participação nos espaços de decisão. A compreensão dessas desigualdades exige reconhecer que elas não decorrem de diferenças biológicas, mas de construções sociais historicamente produzidas. Nesse sentido, Beauvoir (2019) afirma que "não se nasce mulher, torna-se mulher", demonstrando que a condição feminina resulta de processos históricos, culturais e sociais responsáveis pela definição de papéis atribuídos às mulheres. Essa perspectiva rompe com interpretações naturalizantes das desigualdades de gênero e evidencia que as relações de dominação podem ser transformadas. Complementando essa análise, Saffioti (2015) compreende o patriarcado como um sistema estrutural de dominação que organiza as relações sociais a partir da desigual distribuição de poder entre homens e mulheres. Para a autora, a opressão feminina não se restringe às relações familiares, mas alcança instituições sociais, reproduzindo desigualdades econômicas, políticas e culturais que dificultam a efetivação da igualdade de direitos. Bourdieu (2023) amplia essa discussão ao demonstrar que a dominação masculina também se reproduz por meio da violência simbólica. Segundo o autor, normas, valores e representações sociais são incorporados como naturais, fazendo com que relações de desigualdade sejam reproduzidas sem questionamentos. Essa naturalização fortalece estereótipos de gênero e contribui para a manutenção das relações de poder características das sociedades patriarcais. A discussão sobre gênero busca compreender como essas desigualdades são construídas e reproduzidas nas relações sociais, tornando essencial o estudo do patriarcado para analisar as formas de discriminação ainda presentes na sociedade contemporânea. Nesse contexto, os movimentos feministas desempenham papel fundamental ao promover debates, reivindicar direitos e impulsionar mudanças legislativas e culturais voltadas à superação das desigualdades de gênero. Diante desse cenário, o presente estudo parte da seguinte problemática: de que maneira o patriarcado contribui para a reprodução das desigualdades de gênero e quais são as possibilidades de transformação social capazes de promover relações mais igualitárias? A pesquisa busca fortalecer as discussões sobre gênero, evidenciando que a igualdade entre homens e mulheres constitui requisito indispensável para a consolidação da justiça social e dos direitos humanos. 2 OBJETIVOS O presente trabalho tem como objetivo geral analisar o patriarcado como sistema de dominação responsável pela opressão histórica das mulheres, evidenciando como as desigualdades de gênero são produzidas e reproduzidas socialmente. Como objetivos específicos, pretende-se compreender como as desigualdades de gênero são construídas e reforçadas por instituições culturais, econômicas, políticas e sociais; analisar as contribuições de Simone de Beauvoir, Heleieth Saffioti e Pierre Bourdieu para a compreensão da dominação masculina; e refletir sobre a importância dos movimentos feministas na promoção da igualdade de direitos e no enfrentamento da violência e da discriminação de gênero. 3 METODOLOGIA Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica, exploratória e descritiva, desenvolvida a partir da análise de obras e estudos sobre gênero, patriarcado e desigualdades sociais. O referencial teórico fundamenta-se principalmente em O Segundo Sexo, de Simone de Beauvoir (2019), que discute a construção social da condição feminina; em Gênero, Patriarcado e Violência, de Heleieth Saffioti (2015), que analisa o patriarcado como estrutura de dominação; e em Pierre Bourdieu (2023), especialmente quanto ao conceito de violência simbólica. Também foram consultados artigos científicos sobre gênero, violência contra as mulheres e direitos humanos. Adotou-se o método dedutivo, partindo das formulações teóricas para compreender como o patriarcado se manifesta na sociedade contemporânea e refletir sobre possibilidades de transformação voltadas à promoção da igualdade de direitos e da justiça social. 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO Os resultados da pesquisa evidenciam que o patriarcado permanece presente e atuante na sociedade contemporânea, influenciando comportamentos, oportunidades e relações sociais. Embora as mulheres tenham conquistado importantes avanços no reconhecimento de seus direitos e ampliado sua participação nos espaços políticos, acadêmicos e profissionais, persistem desigualdades que revelam a continuidade de estruturas históricas de dominação, manifestadas pela violência de gênero, discriminação no mercado de trabalho, desigualdade salarial, sobrecarga do trabalho doméstico e reduzida presença feminina em cargos de liderança. A análise das obras de Simone de Beauvoir e Heleieth Saffioti demonstra que essas desigualdades não constituem fenômenos naturais, mas construções sociais historicamente reproduzidas. Beauvoir (2019) afirma que a condição feminina resulta de processos culturais que atribuem às mulheres papéis de submissão e dependência, limitando sua autonomia e participação na vida pública. Saffioti (2015) evidencia que o patriarcado constitui um sistema estrutural de dominação que ultrapassa o ambiente familiar e influencia instituições políticas, econômicas, culturais e jurídicas, reproduzindo desigualdades e diferentes formas de violência. Essa análise é complementada por Bourdieu (2023), ao explicar que a dominação masculina também se mantém por meio da violência simbólica. Segundo o autor, valores e representações sociais são incorporados como naturais, legitimando relações desiguais e reforçando estereótipos de gênero. Assim, Beauvoir evidencia a construção social da condição feminina, Saffioti demonstra a reprodução estrutural do patriarcado e Bourdieu explica os mecanismos simbólicos que sustentam essas relações de poder. Apesar da permanência dessas desigualdades, a pesquisa evidencia avanços promovidos pelos movimentos feministas e pelas políticas públicas voltadas à igualdade de gênero. A ampliação dos direitos das mulheres e dos mecanismos de enfrentamento à violência demonstra que as transformações sociais resultam da articulação entre mobilização social, produção científica e fortalecimento das instituições democráticas. A educação também constitui importante instrumento de transformação social, favorecendo a desconstrução de estereótipos de gênero e a formação de uma consciência crítica baseada no respeito, na igualdade e nos direitos humanos. Assim, a efetivação da igualdade entre homens e mulheres depende da implementação de políticas públicas, da educação crítica e da transformação de valores culturais que ainda sustentam práticas discriminatórias 5 CONCLUSÃO O presente estudo teve como objetivo analisar o patriarcado como sistema de dominação responsável pela opressão das mulheres, compreendendo como as desigualdades de gênero são socialmente construídas e refletindo sobre a importância dos movimentos feministas na promoção da igualdade de direitos. A análise da literatura demonstrou que o patriarcado permanece influenciando as relações sociais por meio de estruturas históricas e culturais que reproduzem discriminação e limitam a participação feminina. As contribuições de Simone de Beauvoir, Heleieth Saffioti e Pierre Bourdieu evidenciam que a desigualdade de gênero não decorre de fatores naturais, mas de processos sociais que podem ser transformados. Responde-se, assim, ao problema de pesquisa ao concluir que a superação dessas desigualdades depende do fortalecimento da educação, das políticas públicas e da atuação dos movimentos sociais, promovendo uma sociedade fundamentada na igualdade de direitos, na justiça social e na valorização da dignidade humana. 6. REFERÊNCIAS BEAUVOIR, Simone de. O segundo sexo. 5. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2019. BOURDIEU, Pierre. A dominação masculina. 21. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2023. SAFFIOTI, Heleieth I. B. Gênero, patriarcado e violência. 2. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2015.
Título do Evento
II Colóquio de Filosofia do Direito do Centro Universitário INTA – UNINTA: A Filosofia do Direito sob a Perspectiva de Gênero e a Participação Feminina
Cidade do Evento
Sobral
Título dos Anais do Evento
A Filosofia do Direito sob a perspectiva de gênero e a participação feminina
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SOARES, Rayane et al.. GÊNERO COMO CONSTRUÇÃO SOCIAL: PATRIARCADO, OPRESSÃO E POSSIBILIDADES DE TRANSFORMAÇÃO.. In: A Filosofia do Direito sob a perspectiva de gênero e a participação feminina. Anais...Sobral(CE) Centro Universitário INTA - UNINTA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ii-coloquio-de-filosofia-do-direito-do-centro-universitario-uninta-a-filosofia-do-direito-sob-a-perspectiva-de-genero-e-a-participacao-feminina-746333/1713588-GENERO-COMO-CONSTRUCAO-SOCIAL--PATRIARCADO-OPRESSAO-E-POSSIBILIDADES-DE-TRANSFORMACAO. Acesso em: 08/10/2026

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