SABERES E PRATICAS DOCENTES NA INCLUSÃO DE ALUNOS (AS) COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Publicado em 28/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2654-3

Título do Trabalho
SABERES E PRATICAS DOCENTES NA INCLUSÃO DE ALUNOS (AS) COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Autores
  • Edivaneide Meneses De Andrade Oliveira
  • Normandia de Farias Mesquita Medeiros
Modalidade
Resumo Expandido
Área temática
Práticas pedagógicas e mediação na EaD
Data de Publicação
28/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/i-simposio-de-ead-da-uern-554259/1186209-saberes-e-praticas-docentes-na-inclusao-de-alunos-(as)-com-transtorno-do-espectro-autista-(tea)-na-educacao-infa
ISBN
978-65-272-2654-3
Palavras-Chave
Inclusão escolar; Transtorno do Espectro Autista; Educação Infantil; Formação docente.
Resumo
SABERES E PRATICAS DOCENTES NA INCLUSÃO DE ALUNOS (AS) COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NA EDUCAÇÃO INFANTIL Graduanda em Pedagogia Edivaneide Meneses de Andrade Oliveira Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN E-mail: edivaneidemeneses@alu.uern.br Profª. Drª. Normandia de Farias Mesquita Medeiros Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN E-mail: normandiamedeiros@uern.br Plavras chave: Inclusão escolar; Transtorno do Espectro Autista; Educação Infantil; Formação docente. Introdução O presente trabalho aborda os saberes e práticas dos docentes na inclusão de crianças Espectro Autista (TEA) na educação infantil, que vem se tornando um desafio constante no sistema educacionais brasileiros. Mesmo com a criação de políticas públicas, como a política Nacional de Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva (BRASIL,2008), a ausência dos recursos voltados as práticas pedagógicas ainda são insuficientes, a sobrecarga de trabalho e a falta da formação continuada dos docentes, também são pontos agravantes. Nesse cenário, o professor tona-se o principal responsável no processo de inclusão, para acolher, mediar e adaptar o ensino as necessidades individuas de cada aluno com TEA. De acordo com Tardif (2002) a abordagem do saber docentes, é construído através da experiência de sala de aula. Neste sentido, a busca por compreender as atividades usadas por duas professoras pedagogas que atuam com crianças diagnosticadas com TEA em uma escola de rede pública na cidade de Mossoró, tornou-se um estudo plausível. Essa análise foi desenvolvida com base no cotidiano e nas experiências vividas pela professoras A e B, que revela uma prática diária em tratar os alunos com afeto, ter criatividade e compromisso em incluir todos de forma igualitária. O estudo principal tem como objetivo analisar as práticas e saberes das docentes envolvidas no processo de inclusão de crianças com TEA, destacando com essas professoras enfrentam os desafios no cotidiano, e como constroem rotinas para os alunos se adaptarem e criarem autonomia. Com a valorização das experiências, pode-se contribuir para o debate sobre a formação de docentes inclusivos e para a valorização de saberes que emergem da prática e da escutas sensível no contexto da educação infantil. DESENVOLVIMENTO Partindo desse princípio duas professoras identificadas como A e B, atuam diariamente na educação infantil com alunos diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e enfatizaram em seus relatos, vários saberes construídos ao longo de suas formações acadêmicas, dos saberes e da observação sensível voltadas as crianças. As mesmas são formadas em pedagogia e especialistas em Psicopedagogia, ambas reconhecem que a formação não preparou de forma suficiente para atender crianças especiais, o que impulsiona elas diariamente a buscar por novos aprendizados, como cursos, leituras relacionadas e troca de experiências com outras docentes. Um dos primeiros movimentos para iniciar a inclusão dos alunos com TEA, é o acolhimento. As Professoras relatam a necessidade de criar um vínculo afetivo para adaptação das crianças, sendo necessário respeitar o tempo, as emoções e as formas singular de cada um, de forma individual. Inspiradas na pedagogia freiriana, que valorizam sempre o diálogo e a escuta, ambas promovem uma rotina previsível, com quadros visuais, sinalizações e estímulos visuais e sonoros, com o objetivo de oferecer segurança e promover o engajamento. As metodologias utilizadas pelas professoras foram de desenvolver atividades lúdicas, com músicas, histórias, jogos simbólicos e adaptação conforme os matérias disponíveis e as necessidades especificas de cada aluno. A professora identificada como B, destaca que a eficácia não está apenas nas fermentas, mas na mediação do docente que realiza a atividade. Esse ponto revela o professor como o agente transformador, capaz de identificar potencialidades, favorecer a autonomia e construir um ambiente que valorize a diferença como um grande potencial. Assim, a avaliação do desenvolvimento das crianças é feita de forma contínua, por meio das observações e registro diários, valorizando mais o processo do que os resultados finais. O estudo evidenciou que mesmo diante de contexto marcado por dificuldades, as professoras tem conseguido desenvolver avanços significativos no processo de inclusão. Entre os progressos mais mencionados estão o aumento da autonomia das crianças com TEA, a participação nas atividades coletivas e maior interação com os colegas. Essas conquistas são através de práticas desenvolvidas com paciências e sensibilidade, respeitando o tempo de aprendizagem de cada aluno, reconhecendo a importância das pequenas vitorias cotidianas. Entretanto, os desafios são muitos. A sobrecarga de trabalho, a falta de recurso didáticos específicos, o número elevado de aluno por turma e a ausência da formação continuada comprometem a qualidade do trabalho das pedagogas. A professora A, por exemplo, relata a existência de turmas com mais de três criança diagnosticada com TEA, o que exige uma atenção individualizada em um cenário que não oferece estrutura adequada. Já a professora B enfatiza a importância do apoio da gestação e da existência dos “cantinho pedagógicos” que ajudam a diversificar os estímulos, mas reconhecem que ainda é insuficiente diante das demandas. Outro ponto crítico levantado é a falta de apoio por parte dos familiares. Ambas as docentes relatam que muitas vezes o trabalho realizado na escola não tem continuidade em casa, comprometendo ao avanços conquistados em sala de aula. E a reponsabilidade pela inclusão ainda é atribuída em grande parte como função do professor, desconsiderando a participação de uma toda a rede de apoio, quando na verdade se faz necessário a parceria de toda equipe pedagógica, terapeutas, cuidadores e familiares. Essas falam dialogam com o autores como Mantoan (2015) e Libâneo (2001), que defendem uma escola inclusa, como um projeto coletivo, não individualizado. A análise das entrevistas relevou que os saberes das docentes construídos na prática são decisivos para a efetivação da inclusão. As professoras demonstram em seus relatos, criatividades e compromisso ético, buscando compreender o aluno para além do diagnósticos. Os resultados apontam para a importância da escuta ativa, da valorização da autonomia e da construção de um ambiente educativo. Além disso, constatou-se que a convivência com crianças com TEA contribuiu para ao amadurecimento profissional das docentes. Elas aprenderam a se reinventar, a refletir sobre a pratica e a desenvolve novas formas de mediação. Esse processo de formação contínua, ainda que precário, tem possibilitado experiências significativas de aprendizagem, tanto para os alunos quanto para os professores. Em síntese, os resultados da pesquisa mostram que a inclusão é possível quando há disposição para repensar a prática, reconhecer a diversidade e agir com sensibilidade na salas de aula. As experiências relatadas reforçam que as escolas públicas podem ser um espaço de transformação, desde que o professor seja apoiado com formação, recursos e condições reais de trabalho. CONCLUSÃO Diante do estudo sobre os desafios enfrentados pelos saberes docentes no processo de inclusão de alunos com Transtorno do Espectro Autista na Educação Infantil da rede pública do município de Mossoró, Rio Grande do Norte. Fica evidente que o acolhimento, a rotina estruturada e a valorização da autonomia são elementos centrais na construção de práticas pedagógicas inclusivas. As professoras criam estratégias para adaptar o aprendizado as necessidades de cada aluno, enfrentando a ausência de recursos, criando seus próprios matérias, para por fim, promover um ambiente que reconhece as singularidades dos indivíduos no processo educativo. Toda via, os avanços obtidos só se sustentam a longo prazo, quando há apoio da gestão escolar, participação ativa dos familiares e o acesso à formação continuada dos docentes, aspectos que ainda se mostram insuficientes na realidade das escolas do município de Mossoró. Em suma, a inclusão só será possível ser aplicada de forma plena, quando for assumida como responsabilidade coletiva, com a aplicação de políticas efetivas. O reconhecimento do saber docente, a valorização da experiência cotidiana e a oferta de condições adequadas de trabalho são medidas urgentes para que a escola se torne um espaço para todos. As experiências e práticas das professoras A e B, nos permitem acreditar que mesmo no contexto adversos, é possível construir uma educação mais justa, democrática e inclusiva, desde que o professor não esteja sozinho nessa tarefa. REFERENCIAS: BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Direito à educação: subsídios para a gestão dos sistemas educacionais – orientações gerais e marcos legais. Brasília: MEC/SEESP, 2006. Disponível em: Acesso em: 2 de Nov. de 2024. TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2002. MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer?. Summus Editorial, 2015. FREIRE, Paulo . Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2004. 148p. LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e pedagogos: inquietações e buscas. Educar em revista, n. 17, p. 153-176, 2001. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/scielo.php?pid=S0104-40602001000100012&script=sci_abstract. Acesso em: 22 mai. 2025.
Título do Evento
I SIMPÓSIO DE EAD DA UERN
Cidade do Evento
Mossoró
Título dos Anais do Evento
Simpósio de educação a distância da UERN: Desafios à expansão e à qualidade da educação
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

OLIVEIRA, Edivaneide Meneses De Andrade; MEDEIROS, Normandia de Farias Mesquita. SABERES E PRATICAS DOCENTES NA INCLUSÃO DE ALUNOS (AS) COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NA EDUCAÇÃO INFANTIL.. In: Simpósio de educação a distância da UERN: Desafios à expansão e à qualidade da educação. Anais...Mossoró(RN) UERN, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/i-simposio-de-ead-da-uern-554259/1186209-SABERES-E-PRATICAS-DOCENTES-NA-INCLUSAO-DE-ALUNOS-(AS)-COM-TRANSTORNO-DO-ESPECTRO-AUTISTA-(TEA)-NA-EDUCACAO-INFA. Acesso em: 21/09/2026

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