DISPARIDADES DE GÊNERO NAS AULAS DE MATEMÁTICA: UMA ANÁLISE BASEADA NA VIVÊNCIA DE ALUNAS DO 7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

Publicado em 17/01/2025 - ISBN: 978-65-272-1121-1

Título do Trabalho
DISPARIDADES DE GÊNERO NAS AULAS DE MATEMÁTICA: UMA ANÁLISE BASEADA NA VIVÊNCIA DE ALUNAS DO 7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Autores
  • Monike Alves Gouvea
  • Gabriela Félix Brião
Modalidade
Resumo
Área temática
Estudos de Gênero e Sexualidades em Educação Matemática
Data de Publicação
17/01/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/e2gsem/809079-disparidades-de-genero-nas-aulas-de-matematica--uma-analise-baseada-na-vivencia-de-alunas-do-7-ano-do-ensino-fun
ISBN
978-65-272-1121-1
Palavras-Chave
Gênero, meninas na matemática, Ensino Fundamental.
Resumo
Este texto decorre de observações realizadas ao longo da pesquisa de mestrado da primeira autora, sob a orientação da coautora. Imersas no contexto de uma turma de 7º ano do Ensino Fundamental composta por 25 estudanties, sendo apenas três dessies meninas, nosso objetivo foi investigar a maneira como essas alunas se sentiam em relação à Matemática e à sua abordagem na escola, bem como as possíveis perspectivas futuras que essa disciplina poderia lhes proporcionar, considerando o fato de estarem inseridas em um ambiente majoritariamente composto por meninos. Fundamentadas em epistemologias dos Estudos de gênero e sexualidade, alinhadas às ideias da Educação Matemática para justiça social, foram conduzidas entrevistas semiestruturadas com as estudantes na intenção de compreender a forma como elas se viam e se sentiam neste cenário. Ao questioná-las sobre o tratamento recebido pelos meninos da classe, as educandas indicaram que, por vezes, não percebiam seu espaço de fala garantido devido à sua posição de minoria na turma. Isso nos levou, juntamente com outras observações, a identificar a segregação que lhes era imposta, embora elas parecessem não perceber claramente essa dinâmica. Ademais, apesar de suas boas notas, constatamos que as discentes não se viam como habilidosas ou boas em matemática e não se idealizavam, futuramente, em carreiras relacionados a essa área. Isso pode decorrer da massificação de estereótipos culturais e sociais que afirmam que a matemática é para homens, influenciando diretamente na maneira como as meninas e mulheres se veem nessa ciência. Ainda em consonância com as entrevistas realizadas, percebemos a falta de apoio familiar dessas meninas para explorarem suas potencialidades matemáticas, sendo a relação com suas famílias limitada, quase apenas, a exigências para manterem boas notas e bom comportamento nessa disciplina. Diante de todo o exposto, este estudo evidenciou que o ambiente de aprendizagem em questão, bem como outras relações vivenciadas pelas educandas, não proporcionava um espaço democrático e acolhedor para elas no que diz respeito às suas experiências de aprendizagem matemática. Além disso, constatamos que, embora consideremos todas as situações aqui problematizadas concretas, os episódios passaram despercebidos aos olhos das meninas, que os relataram sem demonstrar plena compreensão dessas vivências. Isso acontece possivelmente por tratar-se de conjunturas construídas e arraigadas em nossa sociedade de forma quase que natural. Por fim, consideramos imprescindível a realização de pesquisas semelhantes, buscando compreender o papel de outries indivídues na configuração do cenário de aulas de matemática, visando implementar mudanças necessárias nesses ambientes educacionais. Por exemplo, compreender o papel masculino nesse contexto, visto que é impensável que esses sujeitos sejam inabalados ou imunes perante a constituição do ambiente acadêmico matemático que frequentam. Igualmente significativo seria refletir sobre a forma que corpos dissidentes ocupam o espaço escolar, os preconceitos, obstáculos e inseguranças que enfrentam, visando uma contestação voltada a mudanças e deslocamentos nas crenças presentes no campo das ciências ditas exatas. Aquelas/es que pesquisam e/ou atuam de alguma forma na Educação Matemática tem o dever de trazer à tona essas questões que a Matemática, enquanto área de conhecimento, parece ignorar.
Título do Evento
Escola de Estudos de Gênero e Sexualidades em Educação Matemática - E²GSEM - 1ª Edição
Título dos Anais do Evento
Anais da Escola de Estudos de Gênero e Sexualidades em Educação Matemática
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

GOUVEA, Monike Alves; BRIÃO, Gabriela Félix. DISPARIDADES DE GÊNERO NAS AULAS DE MATEMÁTICA: UMA ANÁLISE BASEADA NA VIVÊNCIA DE ALUNAS DO 7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL.. In: Anais da Escola de Estudos de Gênero e Sexualidades em Educação Matemática. Anais...Rio de Janeiro(RJ) Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/e2gsem/809079-DISPARIDADES-DE-GENERO-NAS-AULAS-DE-MATEMATICA--UMA-ANALISE-BASEADA-NA-VIVENCIA-DE-ALUNAS-DO-7-ANO-DO-ENSINO-FUN. Acesso em: 31/08/2025

Trabalho

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