RISCOS PSICOSSOCIAIS E ADOECIMENTO LABORAL: UMA REVISÃO DE ESCOPO DE DISSERTAÇÕES BRASILEIRAS DE 2004-2024

Publicado em 06/11/2025 - ISBN: 978-65-272-1829-6

Título do Trabalho
RISCOS PSICOSSOCIAIS E ADOECIMENTO LABORAL: UMA REVISÃO DE ESCOPO DE DISSERTAÇÕES BRASILEIRAS DE 2004-2024
Autores
  • Janaína Vilares da Silva
  • Larissa Hamann Vieira
  • Liliam Deisy Ghizoni
  • Jorge Jose Ramirez Landaeta
  • Elka Lima Hostensky
Modalidade
Comunicação Oral
Área temática
Eixo III – Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador: Este eixo diz respeito às temáticas: 1) Intervenções em saúde mental do trabalhador; 2) Clínicas do trabalho; 3) Políticas públicas de saúde no trabalho; 4) Meio ambiente e saúde no trabalho; 5) Estado, políticas públicas educacionais no processo de reestruturação produtiva.
Data de Publicação
06/11/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/contrab2025/1086470-riscos-psicossociais-e-adoecimento-laboral--uma-revisao-de-escopo-de-dissertacoes-brasileiras-de-2004-2024
ISBN
978-65-272-1829-6
Palavras-Chave
riscos psicossociais, adoecimento laboral, revisão de escopo
Resumo
Os riscos psicossociais¹ vêm sendo estudados pela Organização Mundial da Saúde desde os anos 70, destarte quando se volta as lentes para as dissertações publicadas na BDTD/IBICT observa-se o primeiro estudo sobre o tema publicado em 2004. Diante desta lacuna na pós-graduação brasileira, este estudo propõe realizar uma revisão de escopo das dissertações desenvolvidas nos programas de pós-graduação com a temática de riscos psicossociais e adoecimento no trabalho, entre 2004 e 2024. O método utilizado seguiu os parâmetros do PRISMA-ScR. Adotou-se a seguinte estratégia de busca: “Risco* psicossocia* (adoec* labor*) OR (adoec* trab*) OR (enfermid*) OR (padec*) OR (patolog*)”. Identificou-se 180 dissertações, havendo 135 que atendiam aos critérios de inclusão, e segundo o PRISMA-ScR 56 dissertações foram qualificadas para o estudo. Foi possível identificar uma distribuição temporal desproporcional, com 14 estudos publicados na primeira década (2004-2014) e 42 na segunda década (2015-2024). No ano de 2022, houve o atravessamento da pandemia de COVID19, de 10 dissertações, 4 abordaram o tema nesse contexto. Os riscos psicossociais e adoecimento laboral foram avaliados em 16 estados, as universidades que obtiveram maior número de publicações foram UERJ (n=6), UFSC (n=6) e UFTM (n=4). Os PPG que se destacaram foram: Enfermagem UERJ (n=5), Saúde Mental e Atenção Psicossocial (n=4), Enfermagem (n=2) e Psicologia (n=1), na UFSC e Atenção à Saúde (n=2), Psicologia (n=1) e Administração Pública (n=1), na UFTM. As dissertações estudaram 36 profissões, com a categoria da enfermagem (n=13) em evidência, seguido dos professores (n=6) e servidores públicos (n=4). Dentre os riscos psicossociais mais encontrados entre os trabalhadores da enfermagem estão a alta exigência e relações interpessoais, que foram amplamente referidos como fatores de adoecimento ocupacional (Souza, 2024). As psicopatologias mais frequentes foram Transtornos Relacionados ao Estresse (n=26), Transtornos Ansiosos (n=19) e Transtornos Depressivos (n=16), e os instrumentos mais utilizados para medir tais constructos foram Job Content Questionnaire (n=7), Self Reporting Questionnaire (n=5) e Protocolo de Avaliação dos Riscos Psicossociais no Trabalho (n=5). Em síntese, observou-se poucas dissertações sobre a temática e profissões ainda invisibilizadas. Nestas populações, os riscos psicossociais observados foram: alta cobrança, trabalho minucioso e ilegalidades, demonstrando níveis de transtornos depressivos significativos. O adoecimento psíquico é mencionado em 39 dissertações, apesar de poucos mencionarem a Classificação Internacional de Doenças (CID-11) ou o Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM V-TR). Os riscos psicossociais trazem aspectos da relação empregado-empregador como risco psicossocial para doenças ocupacionais, especialmente a categorias culturalmente exploradas no mercado de trabalho, como enfermeiros. Fenômenos contemporâneos como os processos de exploração, opressão e subordinação estrutural vivenciados por trabalhadores decorrem de uma repetição de violência às classes oprimidas que ainda tecem a realidade, através do ideal da hierarquia de poder. Essa discussão evidencia que a percepção de saúde mental nas organizações brasileiras, ainda está associada à ausência de doença, sendo distorcida de uma perspectiva ampliada que possibilite a potencialização subjetiva através do ofício. Notas: A autora 1 é Bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC), “Edital 19/2024”; a autora 2 é Bolsista Pibic/UFSC
Título do Evento
II CONTRAB - Congresso Brasileiro de Trabalho, Subjetividade e Práticas Clínicas
Cidade do Evento
Corumbá
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Brasileiro de Trabalho, Subjetividade e Práticas Clínicas: Capitalismo, devastação do planeta e transformações do trabalho
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Janaína Vilares da et al.. RISCOS PSICOSSOCIAIS E ADOECIMENTO LABORAL: UMA REVISÃO DE ESCOPO DE DISSERTAÇÕES BRASILEIRAS DE 2004-2024.. In: Anais do Congresso Brasileiro de Trabalho, subjetividade e práticas clínicas: Capitalismo, devastação do planeta e transformações do trabalho. Anais...Corumbá(MS) UFMS, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/contrab2025/1086470-RISCOS-PSICOSSOCIAIS-E-ADOECIMENTO-LABORAL--UMA-REVISAO-DE-ESCOPO-DE-DISSERTACOES-BRASILEIRAS-DE-2004-2024. Acesso em: 03/04/2026

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