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Apresentação

As transformações econômicas, culturais, políticas e sociais na era do capitalismo neoliberal e rentista aprofundaram a crise ambiental e social, repercutindo na saúde de trabalhadores(as), em suas múltiplas dimensões: física, mental e psicossocial. No macrocenário, a crise climática nos mostra o alcance de 2 graus de aquecimento do Planeta. Com isto, assistimos eventos climáticos graves e, em polos extremos, de incêndios a inundações nos hemisférios sul e norte do globo. No âmbito do trabalho, testemunha-se sofrimento patogênico crescente. Essas emergências não são fenômenos dissociados, sendo o neoliberalismo a racionalidade que opera na dilaceração dos tecidos ambiental, social e psíquico.

Pesquisadores(as) correlacionaram a expansão da globalização, do capitalismo e do neoliberalismo à degradação do tecido ambiental. A magnitude da degradação ambiental acentua-se a partir da década de 1950, em decorrência da aceleração exponencial do capitalismo. Assim, a partir da metade do século 20, há evidências que apoiam a teoria de que foi nesse período que o Planeta deixou o Holoceno e ingressou em uma era batizada de Antropoceno – a primeira na qual o ser humano é a força dominante sobre o funcionamento da biosfera.

O capitalismo neoliberal rompeu os limites do planeta e desmantela, ainda mais, o trabalho decente, com a ideologia do Estado mínimo, a flexibilização da legislação trabalhista e a precarização do trabalho. Compreende-se, por trabalho decente, o respeito aos direitos no trabalho, a eliminação de todas as formas de discriminação, a erradicação de trabalho forçado e trabalho infantil, a promoção de emprego produtivo e de qualidade, a ampliação da proteção social e o fortalecimento do diálogo social.

Diante disso, explorar o planeta não seria suficiente para o crescimento ilimitado, pois tal crescimento não ocorreria sem a força de trabalho humana. Em uma civilização pautada pela performance, o efeito do trabalho sobre os(as) trabalhadores(as) merece despertar maior atenção apenas quando mediado pela perda financeira. Sendo assim, fez-se necessário um chamado acadêmico para o II CONGRESSO BRASILEIRO DE TRABALHO, SUBJETIVIDADE E PRÁTICAS CLÍNICAS, que aconteceu entre os dias 4 e 6 de junho de 2025 no município de Corumbá, Mato Grosso do Sul, cidade com muita diversidade cultural, tendo em seu espaço a força de trabalhadores(as) bolivianos(as), abrangendo 60% do bioma Pantanal sul-mato-grossense.

O evento propôs um diálogo com a comunidade científica e com a sociedade sobre os grandes desafios contemporâneos, os quais foram pensados a partir do reconhecimento de nossos problemas contemporâneos em torno da subjetividade e trabalho, com um olhar que buscou sentido ético e político para outros modos de viver e trabalhar.

Estudantes, pesquisadores, profissionais, movimentos sociais e demais interessados se envolveram no evento, tendo sido apresentados 95 trabalhos em Rodas de Conversa, Comunicações Orais, Mesas Redondas e Simpósios, além de palestras e minicursos. A partir de diversas concepções teóricas, metodológicas e práticas, pesquisas, intervenções, reflexões e saídas políticas sobre as inter-relações entre trabalho e subjetividades foram alvo de reflexões, considerando o tema do congresso: Capitalismo, devastação do Planeta e transformações do trabalho.

O congresso se constituiu como mais do que um espaço acadêmico — foi um território de encontro entre saberes, práticas e afetos insurgentes. Em um tempo marcado pela devastação ambiental, social e subjetiva, reafirmou-se a urgência de reinventar o trabalho e o viver coletivo a partir da solidariedade, da justiça e do cuidado. As vozes que se encontraram neste evento ecoaram para além dos muros da universidade, fortalecendo as lutas por dignidade, equidade e emancipação dos povos e dos trabalhadores e trabalhadoras. A crítica se converteu em criação e a reflexão em ação, abrindo caminhos para que outras formas de existir, produzir e resistir se tornem possíveis no presente que seguimos reconstruindo.




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Responsável

contrab2025@gmail.com

Vanessa Catherina Neumann Figueiredo

Presidenta do II CONTRAB e Coordenadora da Comissão Organizadora

vanessa.figueiredo@ufms.br 

Ilidio Roda Neves

Coordenador Geral do II CONTRAB

ilidio.neves@ufms.br




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