MÚLTIPLOS OLHARES PARA A INCLUSÃO: VIVÊNCIAS, TEORIA E PRÁTICA EM DIFERENTES ESPAÇOS SOCIAIS

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
MÚLTIPLOS OLHARES PARA A INCLUSÃO: VIVÊNCIAS, TEORIA E PRÁTICA EM DIFERENTES ESPAÇOS SOCIAIS
Autores
  • João Paulo Navega Roque
  • Maria A. Amin de Oliveira
  • Rodrigo Vieira de Freitas
  • Walker Soares do Nascimento
  • Gustavo Costa Rodrigues
  • Heloisa Mara Santos Campos
  • Janete Menezes de Souza
  • Andreza Cristina BOTH Casagrande Koga
  • Augusto Cesar Baldassi
  • Débora Alves Melo
  • Diego Jesus
  • Emerson de Souza Viana
  • Fernando Souza Oliveira
  • Gabriel Campos Muniz
  • Iolanda Roman de Oliveira Ventura
  • Janaina Assis Freitas
  • JANILZA RAMOS EVANGELISTA
  • Jessica Nascimento Novais
  • Joelma Lima Lobo
  • Juliana Correa Mergel
  • Levy Freitas de Lemos
  • Louis Marie Ndomo Edoa
  • Nathalia Caetano Tortola
  • OZANA VERA LEAL
  • Paula Ferreira De Araújo Carvalho
  • Pâmela De Oliveira Pena Rebollo
  • Samuel Henrique da Silva Monteiro
  • Sérgio Oliveira do Nascimento
  • Wagner Gonçalves dos Santos
  • Welington de Freitas Gomes
  • Anderson Naressi
  • Jose Roque Neto
  • Josiane de Jesus Pedro Teixeira
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Trabalhos InterAção (inter programas stricto sensu)
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1271145-multiplos-olhares-para-a-inclusao--vivencias-teoria-e-pratica-em-diferentes-espacos-sociais
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
acessibilidade laboral, acessibilidade religiosa, acessibilidade acadêmica.
Resumo
A acessibilidade, como dimensão transversal dos direitos humanos, demanda ações que ultrapassem o cumprimento formal de normas, alcançando mudanças culturais e organizacionais que garantam participação, pertencimento e permanência de pessoas com deficiência e pessoas com transtornos (sejam eles mentais, de personalidade ou do neurodesenvolvimento). Apesar de, dentro dos textos legais, o amparo da acessibilidade se limitar a pessoa com deficiência, o que se percebe é que o processo de acessibilidade abrange grupos para além das deficiência. Este trabalho busca integrar evidências sobre: (i) acessibilidade organizacional e inclusão laboral; (ii) acessibilidade no ensino superior stricto sensu e (iii) acessibilidade religiosa. Estudos brasileiros indicam que, apesar da existência da legislação de cotas (vagas para pessoas com deficiência), persistem barreiras estruturais e atitudinais significativas. O preconceito, a falta de acessibilidade, o despreparo das empresas e a baixa qualificação educacional, oriunda de trajetórias escolares excludentes, são frequentemente mencionados (Pereira-Silva; Furtado, 2013; Neves-Silva et al., 2015; Santos; Nogueira, 2022). Salienta-se que esses fatores reduzem tanto as oportunidades de contratação quanto as possibilidades de progressão profissional, com implicações até em penalidades salariais. A pessoa com deficiência é colocada no ambiente laboral apenas para o cumprimento de um texto legal e não é vista como o profissional que é, sendo, na maioria das vezes, vítima do capacitismo. Como alternativas, estudos sugerem a adoção de adaptações no ambiente e nas tarefas, investimento em acessibilidade física e digital, programas de formação e sensibilização para gestores, bem como mecanismos de monitoramento e avaliação do clima organizacional. Apresenta-se aqui, casos que demonstram as dificuldades apontadas nos estudos e estratégias utilizadas no processo para a verdadeira inclusão destes indivíduos dentro do ambiente de trabalho. No que se refere à acessibilidade no ensino superior, há avanço no acesso, mas a permanência e a integração acadêmico-social seguem desafiadoras quando as instituições se limitam a “acomodações” e não transformam clima institucional e práticas pedagógicas. Para além das questões de barreiras físicas, o que se pretende mostrar na pesquisa, são as barreiras atitudinais frente a presença de alunos dentro do ambiente universitário, que conseguiram galgar uma vaga no stricto sensu. As barreiras se apresentam na tentativa de normatização destes sujeitos, deixando de lado suas singularidades. A visão capacitista também impera neste ambiente. A literatura internacional destaca a necessidade de ir “além da conformidade legal”, criando ambientes verdadeiramente inclusivos e acessíveis, principalmente para estudantes com deficiências “invisíveis” (p. ex., TEA, TDAH), frequentes na pós-graduação. As pesquisas, na atualidade, indicam que programas de formação docente baseados no Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) (Prais, 2020/2017; Borges; Schmidt, 2021) contribuem para a prática docente em contextos de ensino superior stricto sensu, sobretudo ao trabalharem com pessoas autistas. Tais atitudes promovem ganho em conhecimento pedagógico e conforto institucional, além de favorecer o planejamento de estratégias diferenciadas, como múltiplas formas de engajamento, sinalização clara de expectativas e gestão sensorial (Prais, 2020; Borges; Schmidt, 2021). No ambiente religioso, o processo de inclusão e a garantia da acessibilidade, se mostram, ainda incipientes. O ambiente religioso, em muitas realidades, apresenta barreiras atitudinais no processo de inclusão e na garantia da acessibilidade. Principalmente no que tange a acessibilidade das deficiências invisíveis. Estudos históricos sobre a surdez, por exemplo, apontam vínculos antigos entre a igreja e a escolarização de pessoas surdas, “por séculos, os surdos usufruíram especialmente da interpretação em igrejas, muito tempo antes da criação de entidades representativas desta comunidade” (Albres; Jung, 2023; Carneiro, 2017). Contudo, estudos contemporâneos como o de Silva (2024) alertam que a inclusão não efetiva somente com comunicação acessível, que inclui a presença intérpretes de Libras, legendagem de liturgias e materiais visuais, além disso, é preciso garantir participação ativa dos surdos nos ritos, no ensino religioso e nas atividades ministeriais. Pesquisas recentes (Freitas; Freitas, 2024) evidenciam que a inclusão de pessoas autistas no ambiente religioso ainda enfrenta entraves relacionados à normatização de comportamentos e à expectativa de participação segundo padrões neurotípicos. Muitas igrejas mantêm práticas centradas na ideia de “cura” ou de adequação da pessoa autista, o que pode gerar exclusão e sofrimento (Freitas; Freitas, 2024). Por outro lado, abordagens fundamentadas no paradigma da neurodiversidade propõem que a espiritualidade autista seja reconhecida como legítima, valorizando formas próprias de presença, comunicação e ritualidade, como o silêncio, a literalidade e a repetição ritualística (Walker, 2021; McRuer, 2006). A metodologia dos textos produzidos é variável entre relatos de experiência, estudos de caso e pesquisa narrativa (Clandinin; Connelly, 2015). Os resultados encontrados demonstram que, há práticas de acessibilidade capazes de vencer o pensamento capacitista e as barreiras atitudinais. Os relatos de experiência, estudos de caso e narrativas apresentadas trazem experiências positivas do processo de acessibilidade.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ROQUE, João Paulo Navega et al.. MÚLTIPLOS OLHARES PARA A INCLUSÃO: VIVÊNCIAS, TEORIA E PRÁTICA EM DIFERENTES ESPAÇOS SOCIAIS.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1271145-MULTIPLOS-OLHARES-PARA-A-INCLUSAO--VIVENCIAS-TEORIA-E-PRATICA-EM-DIFERENTES-ESPACOS-SOCIAIS. Acesso em: 13/03/2026

Trabalho

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