COMUNICAÇÃO E APRENDIZAGEM NA PRIMEIRÍSSIMA INFÂNCIA: UM PONTO DE ENCONTRO POSSÍVEL ENTRE CRIANÇA SURDOCEGA, PAIS, PROFISSIONAIS DA SAÚDE E EDUCAÇÃO

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
COMUNICAÇÃO E APRENDIZAGEM NA PRIMEIRÍSSIMA INFÂNCIA: UM PONTO DE ENCONTRO POSSÍVEL ENTRE CRIANÇA SURDOCEGA, PAIS, PROFISSIONAIS DA SAÚDE E EDUCAÇÃO
Autores
  • Maria A. Amin de Oliveira
  • ELAINE VILELA
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Programa de Pós Graduação Stricto Sensu Educação
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1271106-comunicacao-e-aprendizagem-na-primeirissima-infancia--um-ponto-de-encontro-possivel-entre-crianca-surdocega-pai
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
Criança surdocega congênita, criança com surdocegueira congênita, pais de surdocegos.
Resumo
A pesquisa buscará identificar as dificuldades enfrentadas por pais de bebês surdocegos na primeiríssima infância, mapear as estratégias comunicativas desenvolvidas e analisar suas experiências no contato com profissionais das unidades básicas de saúde e instituições educacionais como berçários e creches no atendimento e acolhimento à sua criança. Busca-se compreender as possibilidades para recursos comunicacionais na primeiríssima infância, visando ampliar as oportunidades de aprendizado informal desta criança com aquisição de vocabulário e compreensão de mundo. Nas crianças surdocegas congênitas, as vias tradicionais de comunicação e aprendizagem estão afetadas. A surdocegueira é uma condição única, caracterizada pela perda visual e auditiva em graus variados, indo além da soma entre cegueira e surdez, sendo mais do que uma criança surda que não pode ver ou uma criança cega que não pode ouvir (McInnes, 1982), provocando grande limitação que compromete a interação familiar, social e os processos educacionais (Helen Keller - WCDB, 1977). Esta limitação ocorre devido à falta de comunicação, principalmente nos primeiros anos de vida, já que os pais não apresentam de imediato, recursos para se comunicarem com o bebê surdocego, que requer uma compreensão individualizada das possibilidades e recursos comunicacionais.A comunicação, que é inerente ao ser humano, pode ser verbal, que depende de uma língua para se expressar de forma oral e escrita, ou não verbal, manifestada por meio do corpo, da postura, das expressões faciais e corporais, não dependendo de uma língua, sendo, portanto, mais universal. Para Santaella (2018), a comunicação é um fenômeno cultural e social, desempenhando um papel ativo na formação da identidade do sujeito. Sem comunicação, as relações humanas e sociais seriam inviáveis, pois é por meio dela que o homem se conecta ao outro, compartilha ideias, valores e significados, reconhece a si mesmo e o contexto que o cerca, além de criar vínculos sociais. Vygotsky (1984) defende que a interação social, mediada pela linguagem, é essencial para a formação do indivíduo. É por meio da linguagem que nos constituímos como sujeitos — sujeitos que nomeiam o mundo e a si mesmos. É através dela que nos inserimos no mundo e na cultura. Para Lacan (1998), é por meio da linguagem que o sujeito estrutura sua identidade, sendo inserido em uma rede de significantes que o antecede e o molda. Françoise Dolto (1999) vai além quando afirma que tudo que é vivido pela criança é atravessado pela linguagem. A criança é um sujeito mesmo antes de nascer, capaz de captar e responder simbolicamente ao que é dito e ao que não é dito. A pesquisa adotará uma abordagem qualitativa, de natureza exploratória e descritiva com a análise de informações obtidas por meio de narrativas autobiográficas complementadas por entrevista semiestruturada. A escolha da metodologia narrativa se justifica pela necessidade de identificar os recursos que os pais desenvolveram para se comunicar com seus filhos surdocegos na primeiríssima infância, segundo Clandinin e Connelly (2015) que afirmam que a pesquisa narrativa possibilita compreender a experiência humana e a construção de significados a partir das histórias de vida. As narrativas serão analisadas sob a perspectiva de Passeggi (2010) que enfatiza a importância de considerar o contexto individual e social no ato narrativo, reconhecendo seu potencial transformador. E baseado em Josso (2004) buscar compreender os processos formativos expressos nos relatos. Os participantes serão os pais de bebês surdocegos congênitos, que nasceram surdocegos ou que ficaram surdocegos na primeira infância, mesmo que hoje já sejam adultos. Será feita uma busca ativa com profissionais que atendem surdocegos, nas instituições como Instituto AHIMSA, Grupo Brasil de apoio ao surdocego, Apaes, escolas para deficientes visuais e surdocegos, como Instituto São Rafael em Belo Horizonte. O processo de análise será hermenêutico e interpretativo, buscando compreender os sentidos atribuídos pelos participantes às suas experiências e estratégias de comunicação. bem como nas interações com os serviços de saúde e educação na primeiríssima infância. A abordagem hermenêutica permite interpretar significados presentes nos relatos dos pais, considerando o contexto de vida, as emoções, as dores, os valores e os sentidos atribuídos às experiências com seus filhos surdocegos. A perspectiva interpretativa complementa a hermenêutica ao reconhecer a mediação do pesquisador na construção dos significados, estabelecendo relações entre o conteúdo das narrativas e os referenciais teóricos sobre comunicação com crianças surdocegas, primeiríssima infância e processos formativos. Espera-se assim, identificar e compreender as dificuldades enfrentadas pelos pais na comunicação e no cuidado com o filho surdocego na primeiríssima infância. E suas experiências na interação com os profissionais das unidades básicas de saúde e instituições educacionais como berçários e creches. E, a partir deste mapeamento das estratégias desenvolvidas, contribuir com a elaboração de um guia destinado aos pais de crianças surdocegas e aos profissionais da Saúde e Educação Básica.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

OLIVEIRA, Maria A. Amin de; VILELA, ELAINE. COMUNICAÇÃO E APRENDIZAGEM NA PRIMEIRÍSSIMA INFÂNCIA: UM PONTO DE ENCONTRO POSSÍVEL ENTRE CRIANÇA SURDOCEGA, PAIS, PROFISSIONAIS DA SAÚDE E EDUCAÇÃO.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1271106-COMUNICACAO-E-APRENDIZAGEM-NA-PRIMEIRISSIMA-INFANCIA--UM-PONTO-DE-ENCONTRO-POSSIVEL-ENTRE-CRIANCA-SURDOCEGA-PAI. Acesso em: 07/03/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes