COMUNIDADES VIRTUAIS E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: EXPLORANDO FUTUROS POSSÍVEIS PARA AS MÍDIAS NATIVAS DIGITAIS BRASILEIRAS

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
COMUNIDADES VIRTUAIS E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: EXPLORANDO FUTUROS POSSÍVEIS PARA AS MÍDIAS NATIVAS DIGITAIS BRASILEIRAS
Autores
  • Kleber Alves Pinto
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Comunicação
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1270407-comunidades-virtuais-e-inteligencia-artificial--explorando-futuros-possiveis-para-as-midias-nativas-digitais-bra
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
Mídias nativas digitais; Inteligência Artificial; Comunidades virtuais; Educação midiática; Identidade algorítmica; Jornalismo digital brasileiro
Resumo
O presente projeto de tese tem como foco a análise da intersecção entre mídias nativas digitais brasileiras, inteligência artificial (IA) e comunidades virtuais, com ênfase nos impactos dessas dinâmicas na formação de opinião pública, nos modos de consumo de notícias e nos desafios relacionados à educação midiática crítica. A investigação parte da questão central: como a inteligência artificial e as comunidades virtuais estão transformando o consumo de informação e a construção de identidades nas mídias nativas digitais brasileiras, e quais as implicações desse processo para o fortalecimento da cidadania e da educação midiática crítica no país? O estudo sustenta-se na hipótese primária de que mídias digitais que incorporam IA em seus processos editoriais apresentam maior interatividade e personalização, o que influencia diretamente a experiência do usuário. Hipóteses secundárias indicam que a educação midiática promovida por essas organizações contribui para a formação de uma cidadania mais crítica e que a relevância futura do jornalismo digital dependerá da capacidade de integrar tecnologias emergentes às demandas de comunidades virtuais ativas e engajadas. Do ponto de vista do estado da arte, observa-se que as mídias nativas digitais não representam meras adaptações do jornalismo tradicional, mas sim um ecossistema próprio, concebido desde sua origem para operar em plataformas digitais. Pesquisas recentes (Alves, 2022; Rabello, 2023; Pinto & Barbosa, 2024) destacam sua agilidade, personalização e experimentação de modelos sustentáveis de negócio. A incorporação da IA, como apontam Lee (2019) e Gabriel (2021; 2024), reconfigura a produção e distribuição da informação ao introduzir práticas de automação editorial, curadoria algorítmica e previsibilidade de tendências. No entanto, pesquisadores como Silva (2022) alertam para os riscos de invisibilização e reforço de desigualdades, uma vez que os algoritmos participam da constituição de identidades algorítmicas, moldando visibilidade e exclusão de determinados grupos. Essa problemática conecta-se às teorias de identidade cultural de Stuart Hall (2006), que compreende as identidades como construções discursivas e historicamente situadas, e à noção de comunidades em rede proposta por Castells (2003). Ao mesmo tempo, a reflexão midiológica de McLuhan (1974; 2009) oferece subsídios para entender a IA não apenas como ferramenta técnica, mas como meio estruturante da experiência social. Por fim, a defesa de uma educação midiática crítica, ancorada em Buckingham (2022), orienta o projeto para além da dimensão técnica, enfatizando a formação de leitores capazes de interpretar os mecanismos de poder embutidos nos sistemas de curadoria digital. O referencial teórico mobilizado articula autores nacionais e internacionais: Januária Cristina Alves, Buschow e Rabello, sobre mídias digitais; Kai-Fu Lee, Martha Gabriel e Lucia Santaella, sobre IA; David Buckingham, Pinto & Barbosa, sobre educação midiática; Stuart Hall, Geert Lovink e Tarcízio Silva, sobre identidade; Castells e Rheingold, sobre comunidades virtuais; além da Escola Canadense de Comunicação, representada por McLuhan. Essa base interdisciplinar permite compreender a IA como mediadora simbólica, cultural e política do jornalismo digital. O objetivo geral da pesquisa é analisar como as mídias nativas digitais brasileiras estão utilizando a IA para moldar experiências de consumo de informação em comunidades virtuais, com especial atenção às implicações para a educação midiática crítica. Os objetivos específicos incluem mapear mídias que utilizam IA, investigar suas práticas de educação midiática, avaliar a influência das comunidades virtuais sobre conteúdos automatizados, discutir a construção de identidades culturais mediadas por algoritmos e projetar futuros possíveis para o jornalismo digital no Brasil. A metodologia adota abordagem qualitativa, com caráter exploratório e descritivo (Denzin; Lincoln, 2006). Serão combinados três eixos investigativos: (1) mapeamento de mídias digitais que utilizam IA; (2) análise crítica das práticas de educação midiática promovidas por essas organizações; (3) estudo de casos múltiplos, envolvendo três a cinco iniciativas que se destacam pelo uso inovador de IA, pelo engajamento comunitário e pela diversidade temática. Os procedimentos incluirão levantamento documental (textos jornalísticos, relatórios, produtos interativos e redes sociais), entrevistas semiestruturadas com jornalistas, especialistas em IA e educadores midiáticos, além de análise de interações em comunidades virtuais. A análise de conteúdo (Bardin, 2011) e a triangulação metodológica orientarão o tratamento dos dados. O projeto apresenta ainda considerações éticas, assegurando a confidencialidade e o uso dos dados apenas para fins científicos, conforme protocolos do Comitê de Ética da Universidade Metodista. O cronograma de execução prevê quatro anos (2025–2028), desde a revisão bibliográfica até a defesa final, incluindo a realização de entrevistas, análise de casos e redação da tese. A justificativa ressalta a relevância do estudo para compreender os impactos das tecnologias emergentes no jornalismo e na democracia brasileira, especialmente diante dos riscos de manipulação algorítmica, invisibilização cultural e reforço de desigualdades históricas. A pesquisa busca contribuir tanto para os estudos acadêmicos em comunicação e cultura digital quanto para a prática jornalística, ao oferecer diagnósticos e recomendações sobre o uso crítico e ético da IA nas mídias nativas digitais. Assim, ao articular identidade, comunidade e inteligência artificial, a tese propõe uma reflexão inédita sobre como o jornalismo digital brasileiro pode construir futuros mais inclusivos, inovadores e conscientes, fortalecendo a cidadania no contexto da economia de dados e da sociedade em rede.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

PINTO, Kleber Alves. COMUNIDADES VIRTUAIS E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: EXPLORANDO FUTUROS POSSÍVEIS PARA AS MÍDIAS NATIVAS DIGITAIS BRASILEIRAS.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1270407-COMUNIDADES-VIRTUAIS-E-INTELIGENCIA-ARTIFICIAL--EXPLORANDO-FUTUROS-POSSIVEIS-PARA-AS-MIDIAS-NATIVAS-DIGITAIS-BRA. Acesso em: 05/03/2026

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