TÉCNICAS LÚDICAS NO CONTROLE DO COMPORTAMENTO INFANTIL EM ODONTOPEDIATRIA

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
TÉCNICAS LÚDICAS NO CONTROLE DO COMPORTAMENTO INFANTIL EM ODONTOPEDIATRIA
Autores
  • Ketllyn Wassa Fujimori
  • Sabrina Nascimento
  • Talia Evangelista da Costa
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Odontologia
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1270373-tecnicas-ludicas-no-controle-do-comportamento-infantil-em-odontopediatria
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
Odontopediatria, Técnicas lúdicas, Ansiedade infantil, Comportamento, Humanização do atendimento.
Resumo
Professoras: Maria Cristina Duarte Ferreira, Sucena Matuk Long, Carolina Paes. A ansiedade e a resistência manifestadas por crianças durante atendimentos odontológicos representam desafios frequentes enfrentados pelos profissionais da odontopediatria e constituem fatores determinantes para o sucesso ou insucesso dos procedimentos clínicos. Tais reações emocionais podem ser desencadeadas por experiências prévias negativas, pelo medo do desconhecido, pela presença de instrumentos odontológicos de aparência intimidadora, pelo som característico dos equipamentos ou mesmo pelo ambiente clínico em si, que muitas vezes é interpretado como hostil ou ameaçador. Esse conjunto de fatores compromete significativamente a qualidade da experiência odontológica, aumentando a possibilidade de falhas no tratamento e dificultando a adesão da criança aos cuidados de saúde bucal. Nesse cenário, observa-se a necessidade crescente de estratégias que promovam a humanização do atendimento, oferecendo um espaço mais acolhedor, seguro e empático. Dentre as abordagens não farmacológicas disponíveis, o uso de técnicas lúdicas tem se destacado de forma expressiva na odontopediatria contemporânea. Considera-se o lúdico não apenas como entretenimento, mas como recurso terapêutico que permite estabelecer uma comunicação acessível e empática, transformando a experiência clínica em algo menos ameaçador e mais positivo. A ludicidade, quando incorporada ao contexto odontológico, contribui para reduzir a ansiedade, estimular a colaboração e criar um vínculo de confiança entre paciente e profissional. Além disso, representa uma alternativa segura e viável, diminuindo a necessidade de contenções físicas ou de uso de medicamentos ansiolíticos. O objetivo deste trabalho é analisar a eficácia das principais técnicas lúdicas empregadas no manejo comportamental infantil em odontopediatria, a partir de evidências científicas publicadas nos últimos cinco anos. Para tanto, foram revisados estudos que abordam diferentes estratégias, como distração visual, auditiva e tátil (uso de vídeos, brinquedos e música), reforço positivo, a técnica Falar–Mostrar–Fazer, modelagem comportamental e a ambientação lúdica do consultório. Também foram incluídas análises sobre práticas complementares, como contação de histórias, realidade virtual, jogos interativos e utilização de fantasias ou roupas coloridas pelo profissional. Os resultados da literatura consultada indicam que a distração é uma das técnicas mais eficazes e amplamente utilizadas, visto que consegue desviar o foco da criança do ambiente clínico para estímulos externos, reduzindo a percepção de dor e ansiedade. A música ambiente, por exemplo, mostrou-se útil tanto para acalmar quanto para entreter, enquanto o uso de vídeos educativos e brinquedos interativos favorece a colaboração. O reforço positivo também se destacou como recurso de grande valor, pois associa a experiência odontológica a sensações de conquista e reconhecimento, seja por meio de elogios, recompensas simbólicas ou pequenos gestos de valorização. A técnica Falar–Mostrar–Fazer, tradicionalmente utilizada na odontopediatria, mantém sua relevância. Ao permitir que a criança compreenda previamente o que será realizado, diminui o medo do desconhecido e gera previsibilidade. Esse aspecto é fundamental para pacientes mais ansiosos, pois aumenta a confiança no profissional e reduz reações negativas inesperadas. Já a modelagem comportamental, que consiste em permitir que a criança observe outra em atendimento calmo e colaborativo, tem se mostrado eficaz em especial nos primeiros contatos odontológicos, quando o paciente ainda não desenvolveu estratégias próprias de enfrentamento. Outro recurso amplamente discutido é a ambientação lúdica do consultório, que inclui decoração temática, uso de cores vivas, fantasias, roupas diferenciadas e presença de jogos ou elementos recreativos. Essa estratégia transforma o espaço clínico em um ambiente mais amigável e acolhedor, capaz de reduzir a percepção de ameaça e favorecer o estabelecimento de vínculos afetivos. Além disso, revisões recentes destacam que o lúdico contribui não apenas para a redução da ansiedade imediata, mas também para a criação de memórias positivas associadas à consulta odontológica, influenciando diretamente a adesão a tratamentos futuros. Entretanto, algumas técnicas apresentaram resultados controversos. O controle de voz, por exemplo, pode funcionar como ferramenta de autoridade em determinados contextos, mas em outros pode ser interpretado pela criança como intimidador, reforçando o medo. A presença dos pais durante o atendimento também se mostrou ambígua: em alguns casos, proporciona segurança e tranquilidade; em outros, pode aumentar a ansiedade infantil ou prejudicar o vínculo direto entre criança e dentista. Isso demonstra que não há uma técnica universalmente eficaz, e sim a necessidade de adaptação individualizada conforme idade, nível de desenvolvimento cognitivo, experiências prévias e perfil emocional da criança. Conclui-se que as técnicas lúdicas e comportamentais não farmacológicas representam recursos indispensáveis e de grande relevância para a odontopediatria contemporânea. Além de promoverem a redução imediata da ansiedade e da resistência infantil, essas estratégias contribuem para a construção de uma relação de confiança duradoura com o atendimento odontológico, favorecendo a adesão a tratamentos de longo prazo e prevenindo traumas futuros. A chave para o sucesso clínico está na escolha criteriosa e personalizada da técnica, fundamentada em evidências científicas e na sensibilidade do profissional em compreender as particularidades de cada paciente. Nesse sentido, reforça-se que o lúdico deve ser visto não como mero acessório, mas como um recurso terapêutico essencial e transformador, capaz de aliar ciência, empatia e humanização em benefício da saúde bucal infantil.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FUJIMORI, Ketllyn Wassa; NASCIMENTO, Sabrina; COSTA, Talia Evangelista da. TÉCNICAS LÚDICAS NO CONTROLE DO COMPORTAMENTO INFANTIL EM ODONTOPEDIATRIA.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1270373-TECNICAS-LUDICAS-NO-CONTROLE-DO-COMPORTAMENTO-INFANTIL-EM-ODONTOPEDIATRIA. Acesso em: 15/03/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes