MOTIVOS DA DESISTÊNCIA OU ABANDONO DO TRATAMENTO PELOS PACIENTES COM DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
MOTIVOS DA DESISTÊNCIA OU ABANDONO DO TRATAMENTO PELOS PACIENTES COM DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR
Autores
  • Thainá Lionel Amorim
  • Monique Lalue-Sanches
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Odontologia
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1270364-motivos-da-desistencia-ou-abandono-do-tratamento-pelos-pacientes-com-disfuncao-temporomandibular
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
Pacientes desistentes do tratamento; Síndrome da disfunção da articulação temporomandibular; Inquéritos e questionários.
Resumo
Thainá Lionel Amorim e-mail: thalyonel@gmail.com Universidade Metodista de São Paulo – UMESP​​Curso: Odontologia Orientadora: Profª. Drª. Monique Lalue Sanches A disfunção temporomandibular é uma doença crônica que acomete as estruturas do sistema mastigatório, sendo elas a articulação temporomandibular (ATM), músculos mastigatórios ou em alguns casos as duas estruturas ao mesmo tempo. A disfunção temporomandibular tem etiologia multifatorial. Apesar de possuir um tratamento conservador e de simples execução, existe um grande número de não adesão ao tratamento de disfunção temporomandibular por razões não conhecidas. Diversos estudos investigam a não adesão em pacientes com dor crônica em outras áreas do corpo. O objetivo desse estudo foi avaliar quais motivos levaram os pacientes a não aderirem ao tratamento de disfunção temporomandibular. Após os participantes concordarem em participar da pesquisa previamente aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Metodista de São Paulo C.A.A.E: 88622725.5.0000.5508, concordando com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, foram levantados os prontuários clínicos dos pacientes que iniciaram o tratamento de disfunção temporomandibular no serviço de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial da Universidade Metodista de São Paulo, no período entre 2018 e 2023, e que abandonaram o tratamento. Foi enviado um questionário online Googleforms via plataforma Whatsapp, para saber sobre sua condição atual, satisfação, motivo da ausência, entendimento da doença e necessidade de retorno ao tratamento. As respostas foram tabuladas e foi realizada uma análise descritiva dos dados obtidos. Também foi realizado teste-t pareado para verificar a diferença entre as notas de dor na consulta inicial e no último retorno. Entre 2018 e 2023, 107 pacientes abandonaram o tratamento, sendo que 42 (39,25%) concordaram em participar e responderam ao questionário. Os respondentes apresentaram idade média de 44 (DP± 14,36) anos, com tempo de queixa médio de 77 (DP± 84,17%) meses, sendo 95,24% mulheres. Apresentaram diagnóstico de disfunção temporomandibular de origem muscular 37 (88,1%), de origem articular 1 (2,4%) e de origem muscular e articular 4 (9,5%). As queixas de dor se localizaram 19 (45,2%) na cabeça, 25 (59,5%) na face, 6 (14,3%) no pescoço, 11 (26,2%) relataram estalo na articulação temporomandibular e 2 (4,7%) relataram zumbido. Com relação a queixa inicial do paciente, que o fez procurar tratamento para disfunção temporomandibular, 27 (64,3%) respondentes relataram que, estavam sem sintomas, ou melhor ou um pouco melhor. Trinta e sete (88%) respondentes, ficaram satisfeitos com a consulta e tiveram suas dúvidas em relação à doença esclarecidas. Vinte e seis (62,0%) pacientes só realizaram a consulta inicial. Os 16 (38%) pacientes que realizaram pelo menos um retorno, a média da Escala Analógica Visual de dor inicial foi de 6,3 (DP± 2,50) e a média da Escala Analógica visual de dor final foi de 4,0 (DP± 2,48), apresentando uma diferença estatisticamente significante (p=0,0005), quando aplicado o teste-t pareado. Com relação aos motivos de abandono do tratamento: 2 (4,7%) melhoraram dos sintomas, 6 (14,3%) não acreditaram no tratamento, 1 (2,4%) não gostou do atendimento, 1 (2,4%) por questões financeiras, 12 (28,6%) por falta de disponibilidade de horário, 11 (26,2%) por não ter sido retornado o contato para retorno e 9 (21,4%) por outros motivos. Entre os outros motivos: 1 (2,4%) porque sofreu uma cirurgia, 1 (2,4%) não se lembra o motivo, 1 (2,4%) teve problemas familiares, 3 (7,4%) não aderiram ao tratamento e 3 (7,4%) não eram disfunção temporomandibular. Ao serem perguntados sobre se teriam vontade de reiniciar o tratamento caso fossem contactados, 25 (59,5%) responderam positivamente. Com os resultados obtidos foi possível observar que: a maioria das pessoas foi esclarecida sobre a doença disfunção temporomandibular e os possíveis fatores de risco que podem ocasioná-la. Também se constatou que, mais da metade dos indivíduos que abandonaram o tratamento foi por falta de disponibilidade de horário em fazer as consultas de retorno, no horário de funcionamento da clínica de atendimento, ou porque não foi contactado, quando faltou e ficou sem saber o dia do retorno. A diminuição significante dos valores de intensidade da dor, mesmo não terminando o tratamento, nos permite concluir que, o esclarecimento da doença mostrando que, disfunção temporomandibular é uma doença benigna que, apresenta períodos de piora e remissão, que sua origem é multifatorial, bem como, explicar sobre os possíveis fatores de risco que poderiam estar ocasionando os sintomas, são meios de educação, que por si só, são suficientes para iniciar a promoção da melhora da doença.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

AMORIM, Thainá Lionel; LALUE-SANCHES, Monique. MOTIVOS DA DESISTÊNCIA OU ABANDONO DO TRATAMENTO PELOS PACIENTES COM DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1270364-MOTIVOS-DA-DESISTENCIA-OU-ABANDONO-DO-TRATAMENTO-PELOS-PACIENTES-COM-DISFUNCAO-TEMPOROMANDIBULAR. Acesso em: 13/03/2026

Trabalho

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